Mascar chiclete danifica a articulação da mandíbula e causa um distúrbio chamado síndrome da articulação têmporo-mandibular (ATM) ou doença ...

Mascar chicletes pode causar danos à mandíbula



Mascar chiclete danifica a articulação da mandíbula e causa um distúrbio chamado síndrome da articulação têmporo-mandibular (ATM) ou doença de Costen. Segundo o dentista Jayme Friedman, especialista em ortopedia maxilar, esta alteração atinge 40% da população adulta no Brasil e causa dor, tonteira, zumbido no ouvido e diminuição da audição.

Friedman acrescenta que além do hábito de mascar chiclete, outros fatores de risco para a síndrome são próteses dentárias mal adaptadas, perda de dentes posteriores, extração do dente ciso e trauma da articulação têmporo-mandibular. "A mastigação errada é uma das principais causas da ATM e isso começa na infância, principalmente em crianças que mascam muito chiclete", diz.

Alguns produtos, como os chicles de bola, são piores porque além da ATM causam a mordida aberta. O dentista comenta que esta anomalia provoca distúrbios na voz, na fala e deficiência respiratória, que se agrava porque as crianças respiram pela boca.

Ele explica que a ATM começa com sintoma de estalos ao abrir e fechar a boca. O paciente também se queixa de zumbido, diminuição da audição, dores de cabeça na região do ouvido e tonteiras, que muitas vezes se confundem com labirintite.

Muitos pacientes com ATM terminam passando por vários especialistas sem obter bons resultados. E ainda correm risco de tratamentos inadequados como sonoterapia, uso de medicamentos para enxaqueca e aparelhos para diminuir o zumbido. "Outra opção que não faz efeito são as placas de acrílico, chamadas miorrelaxantes. Elas só pioram o problema", afirma.

O tratamento deve ser realizado com aparelhos móveis que produzem aumento da altura da articulação."Os aparelhos de ortopedia maxilar podem ser retirados durante as refeições e corrigem as funções da cavidade oral. Eles evitam a respiração pela boca e o o ronco", conta o dentista.

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A Fisioterapia é uma profissão que tem como foco a recuperação física de pessoas com inúmeras patologias de origem musculoesquelé...

Exercícios de Fisioterapia podem ser úteis contra a DTM


A Fisioterapia é uma profissão que tem como foco a recuperação física de pessoas com inúmeras patologias de origem musculoesquelética, neurológica, cardiopulmonar e uroginecológica que se manifestam basicamente por dois sintomas: dor e perda de função.

Exemplo de Exercícios de Mobilização Cervical

Ela se utiliza de uma extensa gama de recursos para tratar os mais diversos acometimentos:  a crioterapia, uso de gelo para diminuição da dor; e a termoterapia, uso de compressas quentes; recursos eletroterápicos e fototerápicos (lasers, raios infravermelhos e ultravioleta); a tão conhecida massoterapia (uso de massagens); e cinesioterapia, que consiste em alongamento, exercícios de fortalecimento muscular, ginástica passiva, etc.; além de vários métodos difundidos como: RPG, Pilates, Quiropraxia, Osteopatia, Hidroterapia, Bobath, Kabat e muitos outros. Cada recurso ou método visa restabelecer e/ou facilitar o equilíbrio físico.

Paciente com desvio de abertura bucal. Observe como os dentes centrais estão desalinhados.

Na DTM, a fisioterapia tem um papel fundamental no alívio de muitos dos sinais e sintomas como: dor na ATM relacionada ao movimento, dores musculares na face e pescoço, limitação dos movimentos da ATM e cervicais, alterações de postura (principalmente postura de cabeça), estalido articular da ATM e algumas cefaléias.

Mobilização Intrabucal

Se fôssemos realizar, por exemplo, um tratamento fisioterápico em um paciente que apresenta estalo e limitação de movimento das ATMs, primeiramente deveríamos submetê-lo a uma avaliação do grau do estalido (graus 1, 2 ou 3), do equilíbrio dos músculos da mastigação pela palpação e a testes específicos, da amplitude da limitação articular, dos desvios de abertura e da postura de cabeça. Posteriormente no tratamento poderiam ser utilizados mobilização articular intra-bucal, ou seja, movimentação manual da articulação para aumento da amplitude de movimento; exercícios para potencializar a contração e favorecer a coordenação muscular com o objetivo de evitar desvios de abertura e indiretamente diminuir o estalido; exercícios posturais para corrigir postura anterior e desvios laterais de cabeça; técnicas quiropráticas para aumentar a amplitude de movimento cervical (se estiver diminuída); além de outros recursos que podem variar com os sintomas e grau de acometimento de cada paciente.

Exercício Para Ganho de Abertura Bucal

Exercício Para Fortalecimento Muscular

O objetivo de todo o tratamento fisioterapeutico é equilibrar a musculatura que envolve a ATM e o sistema mastigatório, aliviar as dores ocasionadas pela DTM, reestabelecer as funções musculares e a amplitude articular, prevenir o aparecimentos de outros sinais e sintomas, promover uma mudança de comportamento no paciente, dando-lhe consciência funcional e postural; e proporcionando-lhe uma melhoria significativa no seu quadro de disfunção e consequentemente na sua qualidade de vida.


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Existem duas articulações temporomandibulares que se encaixam - um...

Causas de disfunção na articulação temporo mandibular

Existem duas articulações temporomandibulares que se encaixam - uma de cada lado da cabeça, situadas bem na frente das orelhas. A abreviação "ATM" refere-se literalmente à articulação, mas é frequentemente usada para quaisquer sintomas ou distúrbios nessa região.

Muitos sintomas associados à ATM são causados por efeitos do estresse físico sobre as estruturas ao redor da articulação. Essas estruturas consistem em:

  • Disco cartilaginoso na articulação
  • Músculos da mandíbula, do rosto e do pescoço
  • Ligamentos, vasos sanguíneos e nervos próximos
  • Dentes

Para muitas pessoas com ATM, a causa é desconhecida. Algumas causas atribuídas a essa síndrome não foram bem comprovadas. Essas causas são:

  • Dentes mal alinhados (maloclusão) e aparelhos ortodônticos
  • Estresse e ranger de dentes Pode ser que muitas pessoas com problemas de ATM não ranjam os dentes, e outras que os ranjam há muito tempo e não têm problemas de ATM. Para alguns, o estresse associado a esse distúrbio pode ser resultado da dor, em vez de ser o causador do problema.

Outro fator que pode ser importante para sintomas da ATM é a má postura. Por exemplo, manter a cabeça para a frente enquanto olha o computador o dia inteiro força os músculo da face e do pescoço.

Outros possíveis fatores que podem agravar os sintomas da ATM são estresse, dieta precária e falta de sono.

Muitas pessoas acabam originando "nódulos de tensão" - músculos contraídos na mandíbula, na cabeça e no pescoço. Os nódulos de tensão podem transferir dor a outras áreas, causando dor de cabeça, de ouvido ou de dente.

Outras causas possíveis de sintomas associados à ATM incluem artrite, fraturas, deslocamentos e problemas estruturais presentes desde o nascimento.

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Até onde esse barulho pode comprometer o seu cotidiano? Na realidade, o barulho promovido pelos estalos na ATM tem um prognóstico sofrível...

Estalos na ATM - Saiba amis!


Até onde esse barulho pode comprometer o seu cotidiano?

Na realidade, o barulho promovido pelos estalos na ATM tem um prognóstico sofrível, porém, seus resultados nos sintomas dolorosos são muito animadores.

ATM –  Sigla que significa Articulação Têmporo-Mandibular, localizada à frente do seu ouvido, a aproximadamente 2 cm do conduto auditivo. Sua função é propiciar movimentos corriqueiros de abertura bucal num ciclo mastigatório, numa conversa etc.

A ESTRUTURA – Uma cavidade que mantém no seu interior a "cabeça" da mandíbula, tendo entre eles uma cartilagem que pouco se assemelha a um menisco do joelho e chamado de disco articular que, pela sua presença, possibilta promover aberturas bucais sem dificuldades ou limitações de forma suave, imperceptível e silenciosa.

A DISFUNÇÃO – Ocorre que modificações estruturais nesse disco cartilaginoso fazem com que o mesmo saia da posição e fique deslocado com a boca fechada e, no momento da abertura da boca, ele se reposiciona, promovendo um barulho que varia de discreto até um baque surdo e forte, podendo ser percebido até mesmo por pessoas que se alimentam ao lado. Nesses casos, a abertura bucal se faz de forma irregular, num verdadeiro zigue-zague. Em casos mais graves e agudos impedem totalmente a abertura da boca.

SINTOMAS – Vários são os desconfortos causados por essa desordem chamada de Disfunção Articular. Os mais comuns são dores na região do ouvido, coceira, aumento na produção de cera (aumento da atividade otológica, devido ao barulho dos estalos constantes e irritantes), vertigem, zumbido, pressão e sensação de entupimento do ouvido, sensação de redução da audição.

CONSIDERAÇÕES – As dores observadas na região do ouvido se devem ao fato de que essa articulação possui uma área nobre na região posterior que é muito irrigada e inervada, e não pode sofrer qualquer tipo de pressão. Porém, com os estalos, a cabeça da mandíbula traumatiza continuamente a área, promovendo dor e, como essa estrutura se localiza ao lado do conduto auditivo,  a pessoa avalia como sendo uma dor de ouvido, quando, na verdade, a causa está na ATM.

TRATAMENTO – Na realidade, o barulho promovido pelos estalos na ATM tem um prognóstico sofrível, porém, seus resultados nos sintomas são muito animadores. Para isso, conta-se com procedimentos conservadores e nada invasivos (sem cirurgias), tal como placas estabilizadoras em acrílico com inclinações semelhantes as ATMs do paciente e ajustadas em protocolos rígidos, além de fisioterapia (osteopatia), aplicação de lasers, ultrassom etc. Após avaliação de uma ressonância magnética, único exame que revela com precisão a posição do disco articular e de um provável trauma na região, o tratamento deve ser executado por especialistas em ATM, e tratamentos equivocados, como os ortodônticos nesse estágio, podem perpetuar e complicar em definitivo o problema.

Fonte

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Segundo o Grupo de Informação a pessoas com Zumbido de Curitiba, Brasil, que realizam palestras mensais sobre o problema, nove em cada...

Zumbido pode provocar perda auditiva


Segundo o Grupo de Informação a pessoas com Zumbido de Curitiba, Brasil, que realizam palestras mensais sobre o problema, nove em cada 10 pacientes com zumbido sofrem perda de audição.

Tais lesões, que comprometem as estruturas do ouvido, são irreversíveis e por essa razão devem ser tratadas de forma precoce para evitar sequelas. O zumbido é um sintoma que denuncia algum problema ou patologia auditiva e afeta a saúde de modo geral, como alterações metabólicas e problemas cardiovasculares.

O transtorno costuma ser mais comum em pessoas idosas, mas pode surgir em qualquer fase da vida. Aparelhos são indicados para pessoas que sofrem de perda de audição e zumbido, porque quebram o silêncio e preenchem os ouvidos com som, ocupando a atenção do cérebro.

Outra queixa comuns dos portadores do problema é a hipersensibilidade aos sons. A sensibilidade é resultado de lesões na cóclea, estrutura interna do ouvido ou das vias auditivas, que também podem favorecer o aparecimento do zumbido. Nestes casos não é aconselhável evitar o silêncio, pois, sem barulho, as vias auditivas ficam destreinadas, o que agrava o problema.

O correto a fazer é procurar tratamento o quanto antes. Por Yasmin Barcellos

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Características Gerais Fraturas geralmente ocorrem abaixo da cabeça condilar; Deslocamento para posição medial, inferior e anterior (tração ...

Fratura de Côndilo



Características Gerais

Fraturas geralmente ocorrem abaixo da cabeça condilar;

Deslocamento para posição medial, inferior e anterior (tração do m. pterigóideo);

Pouco freqüentes as fraturas dentro da cápsula articular;

Quase metade dos pacientes com fraturas condilares apresenta fraturas de corpo de mandíbula associadas.

GIBILISCO, 1982; GOAZ, 1995; PETERSON, 1995


Características Clínicas


Nem sempre produz sintomatologia clara;

Importante a palpação pré-auricular e região que rodeia o meato acústico externo;

Pode haver dor com abertura e fechamento da boca;

Pode haver inchaço, trismo, crepitações;

Habitualmente mordida aberta anterior;

A mandíbula pode estar deslocada anteriormente ou em caso de fratura unilateral pode desviar-se para o lado da fratura;

Existe ainda a incapacidade do paciente para protrusão da mandíbula, já que o m.pterigóideo lateral se insere no côndilo;

Pode-se suspeitar de fratura quando não se pode palpar o côndilo, paciente estando de boca fechada.


Características Radiográficas


Deformidades mais comuns: inclinação medial do côndilo, erosão e aplanamento condilar;

Aposição óssea na porção superior do côndilo e aplanamento da fossa mandibular;

Maior percentual de remodelamento em pacientes jovens.


Características Radiográficas – Incidências Utilizadas


Recomenda-se a tomada de imagens laterais e frontais dos côndilos:

- Laterais: Projeção panorâmica, específica para região de ATM e oblíquas laterais da região de ramo e côndilo,

- Frontal: inversa de Towne (ou projeções occiptofrontais), Transorbitais;

Projeções não deslocadas são mais facilmente visualizadas em projeções póstero-anteriores (como Towne);

Projeções com deslocamento podem ser vistas tanto em projeções laterais como ântero-posteriores.


Tratamento


Os aspectos técnicos do tratamento variam dependendo de que tenham afetado um ou ambos os côndilos, grau de deslocamento e da possível gravidade de fraturas concomitantes;

Aliviar sintomas agudos;

Restabelecimento das relações anatômicas corretas e prevenir anquilose óssea;

Em caso de maloclusão, recorrer a fixação intermaxilar para restabelecer a oclusão correta;

Para evitar cicatrizes - mobilização precoce.

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Mais de 28 milhões de brasileiros de todas as idades têm zumbido de ouvido, um real incômodo para quem sente e um alerta de que o corpo está...

Novembro Laranja - Campanha Nacional de Alerta ao Zumbido

Mais de 28 milhões de brasileiros de todas as idades têm zumbido de ouvido, um real incômodo para quem sente e um alerta de que o corpo está com algum problema. Apesar disso, pouca gente dá importância ao tema e há pouca divulgação sobre o tratamento e a possibilidade de cura.

Com o objetivo de mudar esse cenário, a Associação de Pesquisa Interdisciplinar e Divulgação do Zumbido (APIDIZ), com o apoio do Intituto Ganz Sanches, promovem o Novembro Laranja.

Trata-se de um movimento nacional para chamar a atenção da população para a realidade crescente do zumbido no ouvido, em especial entre os jovens, além da importância do diagnóstico e tratamento precoces.

Por meio das mídias sociais e imprensa, os idealizadores convidam o público a falar sobre o tema, buscar e divulgar informações, além de vestir laranja no dia 11/11, Dia Nacional de Conscientização sobre o Zumbido.

 

Durante todo o mês serão divulgadas dicas sobre o zumbido na fan Page e no Twitter do Instituto Ganz Sanchez: https://www.facebook.com/InstitutoGanzSanchez e https://twitter.com/zumbidonoouvido.

 

Informações sobre o zumbido no ouvido

O que é o zumbido?

É um som que as pessoas escutam no ouvido ou na cabeça, especialmente no silêncio. Pode parecer apito, chiado, cachoeira, cigarra, etc. Algumas pessoas só o ouvem se prestarem atenção; outras o percebem o dia todo.

É comum ter zumbido?

Sim, cada vez mais! De 1995 a 2010, o zumbido aumentou de 15% para 24% na população geral; muito mais do que a asma, surdez, cegueira ou Alzheimer... e o pior: muita gente ainda não ouviu falar disso!

Os jovens também têm zumbido?

Para nossa surpresa, crianças de 5 a 11 anos e adolescentes de 12 a 17 anos tiveram 37% e 34% de zumbido em pesquisas recentes, ou seja, mais do que a população geral! Diferente dos adultos e idosos, o zumbido dos jovens começa ANTES da audiometria acusar qualquer perda auditiva. Esses ouvidos com zumbido podem ser mais sensíveis a lesões no futuro, por isso devem ser avaliados com mais frequência e mais cuidados.

Como se sente uma pessoa com zumbido?

No início, muitos ficam preocupados e pensam "será que isso é algo grave?", "e se eu piorar?", "será que vou ficar surdo?". Cerca de 20% têm dificuldades para dormir e se concentrar no trabalho/leitura, ficando mais ansiosos ou deprimidos. Os outros não costumam se importar.

O que pode causar o zumbido?

Ele costuma ser "sinal de alerta" de algum problema no ouvido ou em órgãos próximos. Em adultos e idosos, geralmente ele é consequência de alguma perda auditiva (mesmo que pequena!). Nos jovens, ele precede a perda de audição. Várias causas de zumbido já são conhecidas e algumas até são fáceis de identificar e tratar. Problemas comuns são os erros alimentares (principalmente o jejum prolongado, abuso de cafeína, doces e gorduras), a exposição a sons altos, otites, labirintites, diabetes, pressão alta, colesterol, envelhecimento, tumores etc. Problemas emocionais também causam zumbido. Portanto, uma única pessoa pode ter várias causas para o zumbido, que devem ser pesquisadas detalhadamente.

O que devo fazer se tenho zumbido?

Procure seu médico otorrinolaringologista de confiança; ele saberá lhe orientar adequadamente. O importante é investigar o que pode estar afetando o seu ouvido. Ex. 1: um jovem pode ter zumbido porque ouve música alta, come muitos doces e é ansioso.  Ex. 2: uma senhora pode ter zumbido pela idade, diabetes, pressão alta, abuso de cafeína e depressão. Tudo que puder ser revertido ou controlado tem chance de melhorar o seu zumbido.

Há algum tratamento para o zumbido?

Sim, vários! Alguns são simples e rápidos, outros lentos ou sofisticados. Nenhum deles pode ser generalizado para todos os casos. O melhor é personalizar para cada caso, considerando-se as causas do zumbido em cada paciente e a presença ou não perda auditiva, hipersensibilidade a sons ou tontura. Não deixe de buscar informação e ajuda: escolha junto com seu médico otorrino de confiança! Se quiser, acesse também as palestras gratuitas do GANZ (Grupo de Apoio Nacional a Pessoas com Zumbido) no http://twitcasting.tv/zumbidonoouvido e outras informações no www.apidiz.org.br ou www.institutoganzsanchez.com.br.

Como prevenir o zumbido?

1. Quando for a festas, shows ou bares ruidosos use protetores de ouvido e faça intervalos periódicos. Com fones de ouvido, evite ultrapassar a metade da potência do seu aparelho ou usar mais que 2 horas seguidas. Isso faz MUITA diferença para a segurança dos seus ouvidos!

2. Alimente-se bem, de 4 a 6 vezes por dia, sem "pular refeição". Evite excesso de cafeína, doces, álcool e nicotina.

3. Diminua o tempo de contato do celular com o ouvido, use mais viva-voz ou fone e troque o que for possível por mensagem de texto.

4. Alivie seu estresse com atividades relaxantes comprovadamente eficazes, como yoga, meditação, Tai-Chi-Chuan, Chi-Cong etc.

5. Estimule seus ouvidos com baixo volume de música suave ou outros sons agradáveis.

6. Evite auto-medicação, pois certos medicamentos podem causar zumbido.

7. Incorpore mais atividades de prazer na sua vida: atividade física, passeios, relacionamentos saudáveis, cinema etc. Momentos de felicidade ajudam a restaurar nossos os órgãos, inclusive os ouvidos.

Resumindo...

Há  várias causas e tratamentos disponíveis para o zumbido, mas é  essencial adaptar as opções para a idade, o perfil e as necessidades de cada paciente. Crianças e adolescentes devem ser tratados diferente dos adultos e idosos. Consulte seu otorrinolaringologista de confiança, procure informações corretas e atualizadas. Isso pode ajudar muito a entender o zumbido e a direcionar-lhe para o melhor tratamento. Quanto antes você tratar, maior a chance de cura ou de grande melhora. Portanto, se você ouvir algo como "não há nada que possa ser feito" ou "você vai ter que aprender a conviver com isso", siga em frente na sua busca!

Autora: Ana Flavia Lacchia

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Resumo Introdução: A Articulação Temporomandibular (ATM) é um dos componentes do sistema estomatognático e vem sendo estudada por diversas á...

A eficácia dos recursos fisioterapêuticos no ganho da amplitude de abertura bucal em pacientes com DTM


Resumo

Introdução: A Articulação Temporomandibular (ATM) é um dos componentes do sistema estomatognático e vem sendo estudada por diversas áreas das ciências da saúde. Qualquer alteração em um dos constituintes articulares e musculares da ATM predispõe ao aparecimento das Disfunções Craniomandibulares (DCMs). A DCM caracteriza‑se
por diversos sinais e sintomas, como a limitação dos movimentos mandibulares, sendo classificada em musculares, articulares e musculoarticulares. A limitação dos movimentos da mandíbula pode estar associada à dor e aos desarranjos internos da ATM. Com isso, a fisioterapia é uma alternativa de tratamento das DCMs, melhorando
os sinais e sintomas que as envolvem. Objetivo: Identificar a eficácia dos recursos fisioterapêuticos no ganho da amplitude de abertura bucal em pacientes com DCM, por meio de uma revisão de literatura. Metodologia: Foi realizado um levantamento bibliográfico nas seguintes bases de dados: PUBMED, SciELO, PEDro, HighWire Press
e PERIÓDICOS CAPES no período de 1998 a 2008. Além disso, foram utilizados livros atualizados referentes ao tema abordado. Resultado: Dezessete artigos foram analisados, sendo cinco constatando a limitação de abertura bucal; os demais descreveram e sugeriram tratamentos para melhorar a amplitude de abertura bucal em pacientes com DCM. Conclusão: Foi observada melhora na amplitude de abertura da boca em pacientes com DCM, mediante os tratamentos propostos nos artigos revisados.

Palavras-chave: Abertura bucal; disfunções craniomandibulares e temporomandibular; articulação temporomandibular.

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O ponto gatilho é área irritável que pode ser encontrado no músculo ou tecidos moles que pode provocar dor, sudorese excessiva, saliva...

Ponto gatilho na ATM


O ponto gatilho é área irritável que pode ser encontrado no músculo ou tecidos moles que pode provocar dor, sudorese excessiva, salivação, lacrimejamento, tonteiras e náuseas ou até mesmo zumbido.

O ponto gatilho pode ser ativo, latente ou satélite. O ponto gatilho latente não causa dor, podendo estar associado à restrição de movimentos, disfunção e fraqueza muscular, pode se tornar um ponto gatilho ativo por trauma, apertamento dos dentes, estresse. O ponto gatilho satélite pode referir dor em outra região à distância.

O excesso do uso dos músculos da mastigação pode levar ao aparecimento dos pontos gatilhos. Ex. apertamento dos dentes durante o dia ou durante a noite, bruxismo, interferências na mordida, assim como todos os hábitos parafuncionais e posturais que envolvam os músculos da mastigação.

A efetividade do tratamento dos pontos gatilhos esta associada à correta localização do ponto gatilho, conhecimento da região, assim como na precisão da sua desativação.

A técnica de desativação dos pontos de gatilho ou trigger pont mantem a região livre da dor o que permite maior amplitude dos movimentos.

Procure um fisioterapeuta especializado para tratamento.


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As técnicas utilizadas neste trabalho são alongamentos (chamados de ásanas), que atuam especialmente na região da cintura escapular e pe...

Yoga para portadores de disfunção temporomandibular


As técnicas utilizadas neste trabalho são alongamentos (chamados de ásanas), que atuam especialmente na região da cintura escapular e pescoço. Tem a finalidade através da observação, de perceber as áreas de tensão e posteriormente relaxá-las, além de obtermos técnicas para o "Controle da respiração".

O objetivo básico do controle da respiração é o de transformar a respiração áspera ou pesada em uma respiração mais lenta e refinada. Uma vez que o corpo esteja imóvel e que a respiração esteja controlada, a mente naturalmente se tornará mais calma.

Quando falamos de "controlar" a respiração, é importante lembrar que nós a controlamos observando-a. Se tentar forçar sua respiração a se tornar calma, você apenas causará problemas. A simples observação da respiração é o melhor modo de fazê-la ficar lenta e calma. As fontes chinesas geralmente reconhecem quatro tipos de respiração.

Este quarto tipo de respiração é mais rapidamente atingido simplesmente observando a respiração. Se tentar se forçar a respirar ou a se sentir de um certo modo, você provavelmente falhará.

Controlar a respiração é obter domínio sobre as emoções. A respiração pode ser usada como um calmante natural.
Respirar é viver. Respirar corretamente é viver melhor. Através dos exercícios respiratórios você aprenderá a renovar as energias, a obter vitalidade e bem estar emocional.

Há uma "série" regulares de exercícios que deve ser feita em casa, diariamente.

Além da série fixa, outros exercícios complementam a aula, como exercícios respiratórios (conscientização da respiração), exercícios de manipulação das pressões internas (contrações na região abdominal e torácica) e meditação.

No consultório, as aulas acontecem uma vez por semana ou quinzenal, para q eu o paciente memorize a série, faça corretamente e tirem possíveis duvidas, adquira segurança, autonomia e disciplina.

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Trabalhos relacionados à prevalência da disfunção temporomandibular (DTM) mostram que uma grande parcela da população apresenta si...

Sinais e sintomas da disfunção temporomandibular nas diferentes regiões brasileiras


Trabalhos relacionados à prevalência da disfunção temporomandibular (DTM) mostram que uma grande parcela da população apresenta sinais e sintomas da disfunção em níveis subclínicos e clínicos. Assim, encontra-se alta prevalência de sinais e sintomas de DTM em indivíduos considerados não-pacientes, isto é, aqueles que não recorrem a tratamento1.

A classificação das amostras de não pacientes estudadas quanto à severidade da DTM pode indicar indivíduos com reais necessidades de tratamento. Fonseca2 e Kuttila et al.3 afirmam que os voluntários com DTM moderada e severa deveriam ser conduzidos a tratamentos específicos. No entanto, Kuttila et al.3 observaram que apenas 7% desses indivíduos são indicados corretamente para um tratamento especializado.

Na busca de processos avaliativos mais simples e que pudessem atingir uma grande área de aplicabilidade, para uso em estudos epidemiológicos e padronização das amostras da pesquisa, alguns autores procuraram elaborar questionários que abrangessem os principais achados clínicos da DTM. A atribuição de índices clínicos e anamnésicos permitiram identificar os sinais e sintomas de DTM e classificá-los em diferentes níveis de severidade2,4,5.

Os índices anamnésico e clínico propostos por Helkimo5 foram obtidos por um conjunto de observações clínicas e permitiram classificar os indivíduos em níveis de severidade: sem DTM, portadores de sinais e sintomas de DTM leve, moderada e severa. Fonseca2 elaborou um questionário nacional semelhante, apresentando confiabilidade de 95% e uma boa correlação com os índices de Helkimo5 (r=0,6169, p<0,05). Esse questionário teria a vantagem de ser auto-administrável, exigir curto tempo de aplicação, menor custo, auxílio na triagem de pacientes, podendo ser utilizado em serviços públicos por pessoal de nível técnico, aplicado em levantamentos epidemiológicos e de acompanhamento do tratamento instituído. Outra vantagem é a obtenção do índice de severidade baseado em relatos subjetivos do paciente em questionário auto-administrável.

Conti et al.6 utilizaram o Índice Anamnésico de Fonseca para avaliar a prevalência dos sinais e sintomas de DTM em 310 estudantes de ensino médio e universitários; 58,7% dos indivíduos foram classificados como assintomáticos ou sem DTM, 34,8% apresentaram sintomas leves, 5,8% sintomas moderados e apenas 0,7% sintomas considerados severos, com maior prevalência dos sintomas no sexo feminino. No estudo realizado por Pedroni et al.7, utilizando o mesmo questionário aplicado a uma amostra de estudantes universitários com idades entre 19 e 25 anos, foi demonstrado que cerca de 68% dos indivíduos apresentaram algum grau de severidade de sinais e sintomas de DTM, sendo também as mulheres as mais afetadas. Oliveira et al.8, em um estudo similar, porém mais abrangente, avaliaram 2.396 universitários brasileiros e relataram uma prevalência de sinais e sintomas da disfunção similar aos relatados na literatura internacional para amostras de não-pacientes.

O Brasil, no entanto, é um país de proporções continentais e inerentes diferenças socioculturais, o que poderia alterar a prevalência dos sinais e sintomas de DTM se esta fosse analisada segundo as diferentes regiões. Tendo em vista que na literatura revisada não foram encontrados estudos de dimensão nacional e que não se sabe se há diferenças entre as prevalências de sinais e sintomas de voluntários não-pacientes entre as regiões do país, o objetivo do estudo foi avaliar a prevalência dos níveis de severidade de sinais e sintomas da DTM em universitários não-pacientes das diferentes regiões do Brasil.

 

METODOLOGIA

Foram aplicados questionários em universitários residentes em 15 cidades distribuídas nas cinco grandes regiões geográficas brasileiras; a coleta foi conduzida no período de novembro de 2002 a outubro de 2003. Para a escolha da cidade foi considerada a existência de instituição de ensino superior com curso de graduação na região, acessibilidade para treinamento dos aplicadores do questionário e acordo dos responsáveis pelas instituições de ensino em participar do projeto.

Todos os voluntários foram informados dos objetivos do estudo e todos assinaram o termo de participação aprovado pelo Comitê de Ética do Centro Universitário do Triângulo. Os voluntários com diagnóstico clínico de DTM, com ou sem tratamento, e sujeitos que faziam tratamento ortodôntico no momento da coleta foram excluídos do estudo. Um total de 4.337 questionários tiveram todas as perguntas respondidas e foram considerados adequadamente preenchidos pelos voluntários.

No entanto, para assegurar a proporcionalidade regional, após análise dos dados da população universitária brasileira, de acordo com o censo demográfico de 2000 do IBGE9, foram selecionados aleatoriamente 2.396 questionários - previamente numerados e agrupados por região geográfica - correspondendo a aproximadamente 0,09% do total da população universitária brasileira (Tabela 1).

 

 

O questionário de Fonseca2 foi usado para avaliar os voluntários deste estudo. Esse questionário gera um índice que permite classificar os voluntários em quatro categorias de severidade dos sinais e sintomas de DTM: sem estes, com DTM leve, moderada e severa. O questionário consiste em dez perguntas para as quais são possíveis as respostas "às vezes", "sim" ou "não"; para cada pergunta, o voluntário deve assinalar somente uma resposta.

Os resultados foram analisados usando a distribuição da freqüência das respostas das questões de acordo com o índice anamnésico proposto por Fonseca2. Os dados foram convertidos em porcentagem e comparados por categoria de severidade e por sexo, usando o teste Qui-quadrado, com nível de significância de 5% (p<0,05).

 

RESULTADOS

Do total de 2.396 voluntários participantes deste estudo, 1.765 (73,7%) indivíduos pertenciam ao sexo feminino, com média de idade de 21,9±5,0 anos, e 631 (26,3%) ao sexo masculino, com média de idade de 22,4±4,8 anos.

Nessa amostra, a porcentagem de voluntários sem sinais e sintomas de DTM (31,4%) foi significativamente menor (p<0,05) que a daqueles com algum grau de severidade de sinais e sintomas (68,6%). A Tabela 2 apresenta as freqüências relativas de indivíduos não-portadores e portadores de sinas e sintomas de DTM distribuídos pelas regiões brasileiras. A região Sul apresentou maior porcentagem de universitários com sinais e sintomas de DTM (p<0,05), porém a maioria tem severidade considerada leve. Apenas na região Centro-Oeste não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre as porcentagens de portadores de sinais e sintomas de DTM moderada e severa.

 

 

Em todas as regiões foi observado que a porcentagem de mulheres não-portadoras de sinais e sintomas de DTM foi estatisticamente menor (p<0,05) que a de classificadas com algum sinal ou sintoma (Tabela 3). Não houve diferenças significativas entre as porcentagens de mulheres com um mesmo nível de severidade de sinais e sintomas de DTM (p>0,05) entre as regiões estudadas (Tabela 3).

 

 

No grupo dos universitários homens, de todas as regiões, a porcentagem de não-portadores de sinais e sintomas de DTM é significativamente maior (p<0,05) que as de portadores de algum nível de severidade (Tabela 4). Entre os universitários, há maior prevalência de portadores de sinais e sintomas de DTM severa na região Centro-Oeste que nas demais regiões do país (Tabela 4). Existe maior prevalência de universitários sem sinais e sintomas de DTM que de universitárias (p<0,05) nas regiões Nordeste e Sul.

 

 

DISCUSSÃO

No presente estudo, a prevalência dos sinais e sintomas de DTM em estudantes universitários foi de 73,7% nos indivíduos do sexo feminino (com 21 anos em média) e de 26,3% nos indivíduos do sexo masculino (média de idade 22 anos). Parker10 e Solberg et al.11 indicaram em seus trabalhos que, nessa faixa etária, os indivíduos estariam mais susceptíveis a sinais e sintomas da DTM.

O número de indivíduos, de ambos os sexos, não-portadores de DTM (31,4%) foi significativamente menor que o de indivíduos portadores de algum grau de severidade dos sinais e sintomas da DTM (68,6%). Resultados semelhantes quanto à prevalência de não-portadores de DTM de ambos os sexos foram encontrados por Pedroni et al.7 (32%), Schiffman12, (25%), Locker e Slade13, (33%) e Grosfeld et al.14 (28%).

No presente estudo, 27,0% das mulheres e 43,7% dos homens foram classificados como não-portadores de sinais e sintomas da DTM. Entretanto, os trabalhos de Conti6 e Shiau e Chang15, também utilizando questionários auto-administráveis, encontraram maiores porcentagens de indivíduos não-portadores, 58% e 59%, respectivamente.

Neste estudo, foi observada uma porcentagem de universitários com sinais e sintomas leves de DTM maior que a de indivíduos sem sinais em todas as regiões, embora sendo significante apenas nas regiões Sudeste e Sul. Esses resultados podem estar relacionados a dois fatores: a maior parte dos indivíduos avaliados (70,6%) pertencia a essas regiões (Sul e Sudeste); essas regiões são as mais industrializadas e de maior densidade populacional, o que aumenta a competitividade entre os indivíduos no mercado de trabalho, podendo ocasionar alterações na qualidade de vida e desencadear estresse16. Regiões mais industrializadas também podem apresentar atividade produtiva que exija alterações físicas, decorrentes das funções ocupacionais, que alterem constantemente o posicionamento da mandíbula, cabeça, pescoço, coluna e ombros, podendo atuar como agente etiológico predisponente e perpetuante da DTM17. Outros estudos indicam que esses fatores, na vida diária dos indivíduos, podem gerar transtornos psicológicos e somatizações como elo entre as formas mais comuns de estresse (ansiedade, depressão, desordem de pânico), associado aos sintomas mais específicos de DTM18.

O número de universitários portadores de sinais e sintomas severos de DTM foi significativamente menor que aqueles com sintomas moderados em quase todas as regiões, embora na região Centro-Oeste não fosse observada diferença estatística entre a porcentagem de indivíduos com sinais e sintomas moderados e severos. Nessa região há uma distribuição mais eqüitativa entre universitários com sintomas moderados e severos e, de forma geral, a região Centro-Oeste apresentou maior porcentagem, embora não significativa, de indivíduos com sinais e sintomas severos que as demais regiões.

Com exceção da região Sul, as demais apresentaram de 65 a 69% de universitários portadores de sinais e sintomas de DTM. Entretanto, observa-se que nas regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste encontrou-se maior porcentagem de indivíduos com DTM moderada e severa, 21%, 20% e 22%, respectivamente (Tabela 2). Segundo Fonseca4, os voluntários com sinais e sintomas moderados e severos de DTM deveriam ser conduzidos a tratamentos específicos. Assim, de acordo com os dados obtidos neste estudo, nessas regiões estão os mais elevados números de indivíduos com maior necessidade de encaminhamento ao tratamento da DTM.

Em relação ao sexo, foi observado que entre as mulheres ocorreu o mesmo padrão de distribuição que na amostra geral, tendo em vista que compõem a maior parte da amostra. Entre os homens, foram encontradas maiores porcentagens de portadores de algum nível de severidade de sinais e sintomas de DTM na região Sudeste (58,4%), embora essa diferença não tenha sido significativa. Na região Centro-Oeste foi encontrada a maior porcentagem de universitários que deveriam ser encaminhados para tratamento específico de DTM por apresentarem maior número de classificados como portadores de sinais e sintomas de DTM moderada e severa (17,4%) que nas outras regiões do país.

Ao comparar regionalmente os universitários dos sexos masculino e feminino, em relação à severidade do relato de sinais e sintomas, observa-se que a porcentagem de homens classificados como não-portadores foi maior em todas as regiões, embora esses valores tenham sido estatisticamente significantes apenas nas regiões Nordeste e Sul. Esses dados indicam que nessas regiões há maior probabilidade de encontrar universitários sem sinais e sintomas de DTM que universitárias.

As universitárias apresentaram maior porcentagem de sinais e sintomas severos que os universitários do sexo masculino em quase todas as regiões, sendo essa diferença significante apenas na região Norte. A região Centro-Oeste foi a única em que os estudantes do sexo masculino apresentaram uma porcentagem de indivíduos com sinais e sintomas de DTM severa maior que as mulheres. Esses dados permitem concluir que regionalmente, nesta amostra, as universitárias apresentaram maior prevalência e severidade de sinais e sintomas de DTM que a encontrada entre os homens. Os resultados deste estudo indicam ainda que há maior probabilidade de encontrar universitárias com sinais e sintomas de DTM moderada na região Sul e severa na região Nordeste que universitários homens com esses mesmos grau de severidade.

Não foram encontrados na literatura, estrangeira e nacional, estudos de abrangência populacional semelhante à do presente estudo, que possibilitasse um melhor confronto entre os achados e discussão. A utilização de um questionário anamnésico não confirma o diagnóstico da DTM, mas serve para o levantamento dos sinais e sintomas em estudo de grande abrangência, como o proposto neste estudo2. Considerando a possibilidade de progressão da disfunção1,19 e a futura necessidade de atendimento especializado19 - cabendo ressaltar que o tratamento da DTM deve ser multiprofissional e interdisciplinar9 -, chama a atenção o grande número de não-pacientes portadores de algum nível de severidade de sinais e sintomas de DTM. Os resultados aqui apresentados indicam a necessidade de mais estudos regionais, especialmente os longitudinais, para acompanhar a progressão desses sinais e sintomas, e a implantação e credenciamento de serviços especializados para o tratamento da DTM, a fim de contribuir para a redução do impacto da disfunção nos portadores, bem como para os estudos epidemiológicos.

 

CONCLUSÃO

Pode-se concluir que a porcentagem de universitários (não-pacientes) portadores de algum nível de sinais e sintomas de DTM foi significantemente maior que a de não- portadores em todas as regiões. Os resultados também indicam que diferentes regiões apresentam diferentes prevalências de sinais e sintomas de DTM. O credenciamento de centros especializados no tratamento da DTM e estudos longitudinais são necessários para o adequado acompanhamento da evolução desses sinais e sintomas e da procura por serviços especializados.

 

REFERÊNCIAS

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2 Fonseca DM. Disfunção temporomandibular (DTM): elaboração de um índice anamnésico [dissertação]. Bauru: Faculdade de Odontologia de Bauru, USP; 1992.        [ Links ]

3 Kuttila M, Kuttila S, Niemi PM, Alanen P, Lebell Y. Fluctuation of treatment need for temporomandubular disorders and age, gender, stress, and diagnostic subgroups. Acta Odontol Scand. 1998;55:350-5.        [ Links ]

4 Fricton JR, Olsen T. Predictors of outcome for treatment of temporomandibular disorders. J Orofac Pain. 1996;10:54-65.        [ Links ]

5 Helkimo M. Studies on function and dysfunction of the masticatory system II: Index for anamnestic and clinical dysfunction and oclusal state. Swed Dent J. 1974;67:101-21.        [ Links ]

6 Conti PC, Ferreira PM, Pegoraro LF, Conti JV, Salvador MC. A cross-sectional study of prevalence and etiology of signs and symptoms of temporomandibular disorders in high-school and university students. J Orofac Pain. 1996;10:254-62.        [ Links ]

7 Pedroni CR, Oliveira AS, Guaratini MI. Prevalence study and symptoms of temporomandibular disorders in university students. J Oral Rehabil. 2003;30:283-9.        [ Links ]

8 Oliveira AS, Dias EM, Contato RG, Bérzin F. Prevalence study of signs and symptoms of temporomandibular disorders in Brazilian college students. Braz Oral Res. 2006;20(1):3-7.        [ Links ]

9 IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo demográfico de 2000: microdados da amostra. Rio de Janeiro; 2001. Disponível em: http://www.ibge.gov.br/censo/numeros.shtm.        [ Links ]

10 Parker MW. A dynamic model of etiology in temporomandibular disorders. J Am Dent Assoc. 1990;120:283-90.        [ Links ]

11 Solberg WK. Disfunções e desordens temporomandibulares. 2a ed. São Paulo: Ed. Santos; 1989.        [ Links ]

12 Schiffman EL. The prevalence and treatment needs of subjects with temporomandibular disorders. J Am Dent Assoc. 1990;120:295-303.        [ Links ]

13 Locker D, Slade G. Association of symptoms and signs of TMJ disorders adult population. Community Dent Oral Epidemiol. 1989;17:150-3.        [ Links ]

14 Grosfeld O, Jackowska M, Czanercka B. Results of epidemiological examinations of temporomandibular joint in adolescents and young adults. J Oral Rehabil. 1985;12:95-105.        [ Links ]

15 Shiau YY, Chang C. An epidemiological study of temporomandibular disorders in university students of Taiwan. Community Dent Oral Epidemiol. 1992;20:20-43.        [ Links ]

16 Cestari K, Camparis CM. Fatores psicológicos: sua importância no diagnóstico das desordens temporomanbibulares. JBA. 2002;2:54-60.        [ Links ]

17 Gleb H. Clinical management of head, neck, and TMJ pain and dysfunction: a multidisciplinary approach to diagnosis and treatment. 2nd ed. Philadelphia: Saunders; 1985.        [ Links ]

18 Laskin DM, Ryan WA, Greene CS. Incidence of temporomandibular symptoms in patients with major skeletal malocclusions: a survey of oral and maxillofacial surgery training programs. Oral Surg Oral Med Oral Pathol. 1986;61:537-41.        [ Links ]

19 Agerberg G, Sandstrom R. Frequency of occlusal interferences: a clinical study in teenagers and young adults. J Prosthet Dent. 1998;59:212-7.        [ Links ]

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Se você acorda e os músculos da sua mandíbula estão doloridos ou com dor de cabeça, você pode estar sofrendo de bruxismo - um ranger ou ...

Fisioterapia e o bruxismo

Se você acorda e os músculos da sua mandíbula estão doloridos ou com dor de cabeça, você pode estar sofrendo de bruxismo - um ranger ou um forte apertar dos dentes. O bruxismo pode fazer os dentes ficarem doloridos ou soltos, e, às vezes, partes dos dentes são literalmente desgastados. Eventualmente, o bruxismo pode acarretar a destruição do osso circunvizinho e do tecido da gengiva. O Bruxismo também pode levar a problemas que envolvam a articulação da mandíbula, como síndrome da articulação têmporo-mandibular (ATM).

Para muitas pessoas, o bruxismo é um hábito inconsciente. Estas pessoas podem nem mesmo perceber que estão fazendo isto, até que alguém comente que elas fazem um horrível som de ranger de dentes enquanto estão dormindo. Para outras pessoas, é quando fazem um exame dental rotineiro e descobrem que seus dentes estão desgastados ou o esmalte de seu dente está rachado.
Outros potenciais sinais de bruxismo incluem dor na face, na cabeça e no pescoço. Seu dentista é capaz de fazer um diagnóstico preciso e determinar se a origem da dor facial é causada por bruxismo.

O tratamento apropriado dependerá do que está lhe causando o problema. Fazendo perguntas apropriadas e examinando detalhadamente seus dentes, seu dentista pode lhe ajudar a determinar se a fonte potencial de seu bruxismo. Com base no grau dos danos causados a seus dentes e a causa provável, seu dentista poderá sugerir:
  • O uso de um dispositivo quando dormir: feito sob encomenda pelo seu dentista e ajustado aos seus dentes, o dispositivo encaixa-se sobre os dentes superiores e os protege de se triturarem com os dentes inferiores. Apesar de o dispositivo ser uma boa maneira para lidar com bruxismo, ele não é uma cura.
  • encontrando meios de relaxamento a tensão cotidiana parece ser uma das causas principais do bruxismo, e não importa o que seja que reduza a tensão, pode contribuir - ouvir música, ler um livro, fazer um passeio ou tomar um banho. Procurar alguma terapia auxiliará no aprendizado de meios eficazes de controlar situações estressantes. Adicionalmente, se aplicar uma toalhinha morna e molhada no lado de sua face isto poderá ajudar a relaxar os músculos doloridos devido à pressão exercida.
  • Reduzindo a "exposição" de um ou mais dentes para igualar sua mordida: uma mordida anormal, no qual os dentes não se ajustam bem, também pode ser corrigido com restaurações, coroas ou ortodontia.
O bruxismo se caracteriza pelo hábito de apertar e ranger os dentes durante o estado do sono produzindo ou não sons.

Pessoas que sofrem de bruxismo normalmente têm fortes dores de cabeça, desgaste dos dentes, distúrbios da articulação mandibular, dores no pescoço e nos músculos da face por causa do esforço realizado pelos músculos da mastigação; estalos ao abrir e fechar da boca; dor e zumbido no ouvido e alterações do sono.

Ranger os dentes à noite e apertá-los durante o dia, formam um problema progressivo onde o paciente perde os parâmetros e só percebe que tem bruxismo se prestar atenção na própria tensão muscular ou se alguém ouvir o ranger noturno.

O estresse e a ansiedade fazem parte da vida e não do bruxismo


Em 100% dos casos as causas deste problema esta associado ao estresse. Por incrível que pareça todos os pacientes com sintomas de bruxismo têm aumento da tensão emocional.


Quando se obtém a informação que a causa do bruxismo é o estresse, ansiedade, ou simplesmente problema de oclusão dos dentes, não ocorre um encorajamento para procurar e investigar outras causas.

A maioria das dores musculoesquelética é de origem mecânica, ou seja, é provocada por uma posição ou um movimento aplicado nos músculos e articulações. É por isso que muitos pacientes com bruxismo, ATM, dor de cabeça e de coluna relatam desconforto ao acordar, tendo a melhora "imediata" quando levantam e passam a se movimentar.

O estresse tem se tornado cada vez mais comum e não necessariamente causa da dor, quando compreendido fica fácil administrá-lo.

O que os estudos dizem sobre o Bruxismo?

Estudos mostram que a posição da cabeça para frente leva a um enfraquecimento muscular do pescoço e posteriormente estiramento dos ligamentos, abaulamentos dos discos e nervos da coluna cervical.


Segundo o fisioterapeuta americano Knutson GA, a disfunção dos músculos da articulação da coluna cervical, particularmente da região superior, pode ser considerada como um fator de causa do bruxismo crônico em crianças.

Estudos mostram que o ato de ranger e apertar os dentes são uma tentativa subconsciente de remover interferências ou posicioná-los, a fim de ganhar o máximo de contatos. Isso pode ocorrer devido a uma tentativa de acomodar a cabeça, pescoço, ATM e boca evitando assim uma tensão provocada pela posição inadequada de dormir. Afinal, qual o momento mais comum de aparecer os sintomas do bruxismo?

É possível um tratamento definitivo sem encarar as verdadeiras causas do problema?

As posições agravantes atuam de forma combinada durante o dia e a noite, provocando tensão no pescoço, cabeça e face, e essa condição é mantida ao sentar e deitar, alimentados pelo desconhecimento da ergonomia e da posição do corpo e travesseiros inadequados ao dormir. A posição da cabeça altera a funcionalidade da coluna cervical e da ATM, e essa condição passa despercebido nas avaliações físicas.

O tratamento Ideal

É indispensável no tratamento do bruxismo uma abordagem da fisioterapia que compreenda os fatores de risco e avalie o movimento e a posição da coluna cervical e ATM, complementando assim a abordagem medicamentosa e a utilização das placas interoclusais de silicone ou de acrílico.

Problemas de disfunção na ATM, dor de cabeça e no pescoço devem ser investigados para que o tratamento do bruxismo seja eficiente e definitivo. 

Após uma avaliação minuciosa e um exame físico adequado é possível obter um diagnóstico mecânico do problema e desenvolver um tratamento eficaz, seguro, rápido, em poucas sessões, sem medicamento ou cirurgia.


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Para o Fisioterapeuta que trabalha com disfunção na artiulação da ATM, o zumbido é uma queixa comum dos pacientes. Logo, por ser um sintom...

O zumbido e a fisioterapia



Para o Fisioterapeuta que trabalha com disfunção na artiulação da ATM, o zumbido é uma queixa comum dos pacientes. Logo, por ser um sintoma, é preciso buscar a sua causa. O ruído afeta 17% da população brasileira e suas consequências tem grande repercussão na vida de 20% dos pacientes. Alguns pacientes apresentam alterações na intensidade ou qualidade do zumbido durante movimentos que contraem os músculos, principalmente na região do pescoço e da cabeça.

As dores que surgem em um lugar do corpo e se refletem em outro, denominadas somatossensoriais, podem causar zumbido. Algumas pessoas possuem pontos bem definidos de dor nos músculos. Ao pressionar estas áreas, a dor aparece ou se intensifica assim como o zumbido que pode mudar de caracteristicas,  aumentando ou dimuindo sua intensidade. O objetivo da fisioterapia é minimizar a sensação dolorosa na musculatura ereduzir a intensidade do zumbido e os pontos doloridos. Cerca de 10% dos pacientes com o sintoma se queixam que as contrações musculares influenciam a intensidade do barulho.

O zumbido acaba sendo o resultado da interação dinâmica de centros auditivos e não-auditivos do sistema nervoso. O sistema somatossensorial é um centro que não está relacionado com a audição e sua função é enviar dados sobre a sensação física do indivíduo para o cérebro. Situações estressantes, tensões, nervosismo e as contrações musculares aumentam a percepção do zumbido. Pacientes com zumbido unilateral, sem alterações auditivas e tensão nos músculos da cabeça, face ou pescoço normalmente são diagnosticados com o zumbido somatossensorial.

O tratamento inclui a desativação desses pontos, alongamento, massagem, recomendações para soltar os músculos e orientações para evitar que a musculatura fique "presa". Além disso, são indicadas estratégias para eliminar as outras causas do zumbido. O paciente évisto de forma integral, por isso os profissionais de diferentes especialidades devem realizar um tratamento integrado. O principal objetivo é promover a saúde de quem sofre com o zumbido e melhorar a sua qualidade de vida do paciente.

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(Hemera Technologies) ...

Dor de cabeça, tensão, ranger nos dentes? Pode ser disfunção da ATM


dor

(Hemera Technologies)

"Os sintomas se confundem com dores de ouvido e enxaquecas. Para completar, gente estressada normalmente tem também problemas posturais, que causam dores nas costas. A disfunção não causa nada disso, o que ocorre é a confusão do diagnóstico"

Giuliano Cossolin, responsável pelo Ambulatório de cirurgia oral e maxilofacial da Unifesp

Ela era ainda uma menina quando passou a apertar os dentes um contra o outro em um provável sinal de ansiedade. Aos 20, começaram as dores na nuca e enxaquecas que iam e vinham sem explicação. Foi ao dentista, recebeu um aparelho móvel, na crença que as dores parariam se o problema na arcada dentária fosse resolvido. Usou o corretivo por 15 anos, mas bastava passar um dia sem ele para as dores voltarem de forma intensa. Visitou, então, um otorrinolaringologista. Quem sabe o incômodo facial não viesse de problemas de respiração? Passou por uma operação para corrigir um desvio no septo. Nada. Só depois de nove anos de martírio, a empresária Ana Carolina Ayres, que era professora na época (1992), recebeu um conselho de ouro de um aluno. Por que não visitar um especialista em disfunção da articulação têmporo mandibular (DTM ou disfunção da ATM)? 

O nome complicado se refere a uma doença não menos complexa, mas que é presença cada vez mais constante nos consultórios de diversas especialidades. Aproximadamente 30,2% da população brasileira tem queixas de sintomas compatíveis com DTM. "Eu diria que a disfunção do ATM é um dos distúrbios modernos", diz o dentista Giuliano Cossolin, responsável pelo Ambulatório de cirurgia oral e maxilofacial da Unifesp e especialista em cirurgia bucomaxilofacial. "Ele é, em muitos casos, fruto do estresse da vida nas cidades". 

A disfunção acontece quando, para aliviar uma dor, desconforto ou preocupação, uma pessoa pressiona os dentes, forçando os músculos da face e a articulação que liga o maxilar ao crânio (ou, a articulação temporomandibular). "O cingir dos dentes é um descarrego físico e psicológico. Até mesmo quando vamos pegar um peso, já reparou como parece que temos mais força se apertamos a mordida?", explica Cossolin, que deixa claro não se tratar de bruxismo. "Bruxismo é apenas o ato de ranger os dentes, sem outras implicações."

Dores associadas - A doença ainda implica uma série de dores "associadas" que tornam seu diagnóstico quase uma missão para o doutor House, o supermédico da tevê. Os sintomas se confundem com dores de ouvido e enxaquecas. Para completar, gente estressada normalmente tem também problemas posturais, que causam dores nas costas. "Não que a disfunção ocasione nada disso, o que ocorre é a confusão do diagnóstico", esclarece Cossolin. 

Como a musculatura ligada à essa articulação toma quase todo o rosto - da ponta do queixo, passando perto das têmporas e tocando o alto da cabeça - a impressão que o paciente tem é a de que a dor se propaga por todas essas áreas. Começa então uma romaria parecida com a de Ana Carolina: do otorrinolaringologista ao neurologista, do dentista ao reumatologista. E em boa parte dos casos existe a chance do médico não saber diagnosticar o problema.

Quase recém-nascida – A confusão acontece, em grande parte, por se tratar de uma especialidade nova. Não faz oito anos que ela foi oficializada no Brasil, como parte da odontologia. "Às vezes o médico até suspeita qual é o problema, mas não sabe dizer quem poderá tratar dele. Além disso, ainda não existem muitos especialistas nessa área", conta Cossolin.

Projeto Homem Virtual - FMUSP

Articulação temporomandibular

Articulação temporomandibular (ATM)

O risco desse atraso no diagnóstico é que uma dor aguda – que pode ser curada apenas dando umas férias ao músculo – pode se transformar em uma dor crônica, mais difícil de se tratar. "Sem contar que, se o problema sair do músculo e for para a articulação, isso já pode envolver cirurgias difíceis", diz Cossolin.

Nos casos mais simples, os médicos costumam sugerir um tratamento cognitivo. Pequenos sinais colados no local de trabalho ou em casa, para lembrar o paciente de não cingir os dentes. Pacientes que não largam o hábito nem durante o sono, usam uma placa de acrílico, que diminui a intensidade da mordida. 

Ana Carolina dispensou os adesivos e fitinhas do Senhor do Bonfim. Conseguiu se disciplinar apenas com a ajuda da placa e da própria memória e vive uma vida quase livre de dores. "Mas isso está muito ligado aos meus momentos", relata. "Quando passo por problemas profissionais ou recorrentes nervosos no trânsito, volto a apertar os dentes. Sem contar as vésperas da menstruação que, às vezes, intensificam as dores". 

Como Ana Carolina, de 70% a 80% das vítimas são mulheres. Isso leva os pesquisadores a acreditar que exista a influência de fatores hormonais. "O estrógeno deve ser o responsável. Não que as mulheres tenham mais estresse, mas maior sensibilidade à dor. Por isso quando estão de TPM sentem que tudo dói", explica Cossolin.

Vida simples – Para evitar a doença, ou diagnosticá-la antes de complicações, o único remédio é consultar bons profissionais. 

Cossolin acrescenta uma pequena lição que aprendeu há alguns anos, quando estudou as arcadas dentárias dos índios do Xingu: dar uma apaziguada na rotina. Na época, ele não ficou nada surpreso ao constatar que a população era praticamente livre do problema. "Até que ponto o distanciamento do ritmo de vida mais natural não tem nos trazido o estresse causador dessa doença?"

Fonte: Revista Veja

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Na subluxação interna, o disco localizado no interior da articulação está localizado à frente de sua posição normal. Na subluxação interna s...

Subluxação Interna na ATM

Na subluxação interna, o disco localizado no interior da articulação está localizado à frente de sua posição normal. Na subluxação interna sem redução, o disco nunca desliza de volta para a sua posição normal e o movimento da articulação é limitado. Na subluxação interna com redução (mais comum), o disco esta localizado à frente de sua posição normal apenas quando a boca está fechada.

Quando a boca é aberta e a mandíbula desliza para frente, o disco retorna à sua posição normal, produzindo um som (estalo ou estouro) ao retornar.

Quando a boca é fechada, o disco desliza novamente para frente e, freqüentemente, produz um outro som.

Fisioterapia para a Dor e Contratura dos Músculos Mandibulares

O ultra-som é um método de aplicação profunda de calor em áreas doloridas. Quando aquecidos pelo ultra-som, os vasos sangüíneos dilatam e o sangue elimina mais rapidamente o ácido lático acumulado, o qual pode causar dor muscular.O biofeedback eletromiográfico monitoriza a atividade muscular com um manômetro. O paciente tenta relaxar o corpo inteiro ou um músculo específico enquanto observa o manômetro.

Dessa maneira, ele aprende a controlar ou a relaxar determinados músculos.Os exercícios com spray e os exercícios de alongamento envolvem a aspersão de um refrigerante cutâneo sobre a bochecha e a têmpora, para que os músculos mandibulares possam ser alongados.A massagem de fricção consiste na fricção com uma uma toalha felpuda sobre a bochecha e a têmpora, para aumentar a circulação e acelerar a remoção do ácido lático.A estimulação nervosa elétrica transcutânea envolve o uso de um aparelho que estimula as fibras nervosas que não transmitem a dor. Acredita-se que os impulsos resultantes bloqueiam os impulsos dolorosos que o paciente vinha sentindo.

Sintomas e Diagnóstico

Freqüentemente, o único sintoma da subluxação interna é o som de estalo ou de estouro da articulação quando a boca é bem aberta ou quando a mandíbula é movida lateralmente. Aproximadamente 20% da população apresenta subluxação interna assintomática, excetuando-se esses sons articulares. O dentista diagnostica subluxação interna realizando um exame enquanto o paciente abre e fecha a boca lentamente.

Tratamento

O tratamento é necessário quando o indivíduo apresenta dor mandibular ou dificuldade para mover a mandíbula. Se o tratamento for instituído assim que os sintomas se manifestam, o dentista pode ser capaz de empurrar o disco de volta à sua posição normal. Se o problema existir há menos de três meses, o dentista pode colocar um imobilizador que mantém a mandíbula projetada para frente. Esse imobilizador mantém o disco na posição, permitindo que os ligamentos de sustentação contraiam. Após dois a quatro meses, o dentista ajusta o imobilizador para permitir que a mandíbula retorne à sua posição normal, esperando que o disco permaneça no lugar.O dentista orienta o indivíduo com subluxação interna para que ele evite abrir a boca exageradamente (p.ex., ao bocejar ou ao morder um sanduíche muito grande).

Os indivíduos com esse problema devem abortar os bocejos, cortar os alimentos em pequenos pedaços e consumir alimentos de fácil mastigação. Se a condição não puder ser tratada através de métodos não-cirúrgicos, um cirurgião bucomaxilofacial pode realizar uma cirurgia para remodelar e fixar o disco em seu lugar. No entanto, a necessidade de cirurgia é relativamente rara. Freqüentemente, os indivíduos com subluxação interna também apresentam dor e contração da musculatura mandibular. Após o tratamento da dor muscular, os outros sintomas também desaparecem. Os dentistas têm mais êxito no tratamento da dor e da contração muscular que no tratamento da subluxação interna.

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Apesar dessa realidade, o tratamento dessas fraturas na literatura ainda é muito controverso. Muitas escolas optam pelo tratamento conservad...

Tratamento de fraturas dos côndilos mandibulares.

Apesar dessa realidade, o tratamento dessas fraturas na literatura ainda é muito controverso. Muitas escolas optam pelo tratamento conservador, enquanto outras elegem a cirurgia através de redução aberta e fixação, seja por meio do fio de aço e bloqueio maxilomandibular (BMM), seja através de fixação interna rígida com miniplacas e parafusos de titânio. Com relação à indicação do tratamento, alguns fatores devem ser levados em consideração: idade do paciente, estado da dentição, colaboração e integração do paciente ao tratamento e, principalmente, o tipo de fratura e associação com outras fraturas faciais.

Nos casos das fraturas subcondileanas altas e capitais, intra-articulares, bem como nos casos de fraturas subcondileanas baixas, ou seja, as extra-articulares (quando a fratura não tem deslocamento significante), a literatura sinaliza, principalmente em casos de crianças e adultos jovens, para o tratamento conservador, na sua grande maioria, através de BMM. Nos casos de fraturas subcondileanas baixas onde há deslocamentos mais significativos a opção é pelo tratamento cirúrgico.

No tratamento das fraturas condileanas, diferentemente das outras fraturas mandibulares, onde o objetivo é a recuperação morfológica do osso fraturado de pronto, o restabelecimento precoce da função deve ser prioritário, posto que trata-se de articulação dotada de mobilidade. E quando falamos em função, devemos ter em mente a manutenção da oclusão dentária (pré-existente ao trauma) e de um jogo articular normal. Por isso, entendemos que o tratamento dessas fraturas através de BMM, sem tratá-las funcionalmente, não é adequado às necessidades da função.

Em verdade, depois dos trabalhos de Lebourg e Darcissac na França (anos 20) e posteriormente Schettler e Rehrmann, em 1966 e principalmente após os trabalhos do Delaire (1974), o tratamento conservador das fraturas condileanas teve grande avanço. Delaire preconizou o tratamento funcional das fraturas condileanas, através da instituição de uma mobilização ativa em propulsão, auxiliados por dispositivos dos mais diversos (aparelhos ortodônticos, arcos vestibulares, mobilizadores etc), além do trabalho miofuncional, permitindo o mais precocemente possível restabelecer a função do complexo disco-músculo pterigóideo externo, que guiará o restabelecimento da articulação fraturada, que é dotada de alto potencial de remodelação. A terapia fonoaudiológica miofuncional é fundamental no restabelecimento do jogo articular e deve ser mantida por, no mínimo, seis meses, dependendo da resposta do paciente.

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Dor de cabeça ao acordar pode ser bruxismo

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Se você acorda e os músculos da sua mandíbula estão doloridos ou com dor de cabeça, você pode estar sofrendo de bruxismo - um ranger ou um forte apertar dos dentes. O bruxismo pode fazer os dentes ficarem doloridos ou soltos, e, às vezes, partes dos dentes são literalmente desgastados. Eventualmente, o bruxismo pode acarretar a destruição do osso circunvizinho e do tecido da gengiva. O Bruxismo também pode levar a problemas que envolvam a articulação da mandíbula, como síndrome da articulação têmporo-mandibular (ATM).

Como saber se tenho bruxismo?
Para muitas pessoas, o bruxismo é um hábito inconsciente. Estas pessoas podem nem mesmo perceber que estão fazendo isto, até que alguém comente que elas fazem um horrível som de ranger de dentes enquanto estão dormindo. Para outras pessoas, é quando fazem um exame dental rotineiro e descobrem que seus dentes estão desgastados ou o esmalte de seu dente está rachado.
 
Outros potenciais sinais de bruxismo incluem dor na face, na cabeça e no pescoço. Seu dentista é capaz de fazer um diagnóstico preciso e determinar se a origem da dor facial é causada por bruxismo.
 
Como o bruxismo é tratado?
O tratamento apropriado dependerá do que está lhe causando o problema. Fazendo perguntas apropriadas e examinando detalhadamente seus dentes, seu dentista pode lhe ajudar a determinar se a fonte potencial de seu bruxismo. Com base no grau dos danos causados a seus dentes e a causa provável, seu dentista poderá sugerir:
 
- O uso de um dispositivo quando dormir. Feito sob encomenda pelo seu dentista e ajustado aos seus dentes, o dispositivo encaixa-se sobre os dentes superiores e os protege de se triturarem com os dentes inferiores. Apesar de o dispositivo ser uma boa maneira para lidar com bruxismo, ele não é uma cura.
 
- Encontrar meios de relaxamento a tensão cotidiana, que parece ser uma das causas principais do bruxismo. E não importa o que seja que reduza a tensão, pode contribuir - ouvir música, ler um livro, fazer um passeio ou tomar um banho. Procurar alguma terapia que o auxiliará no aprendizado de meios eficazes de controlar situações estressantes. Adicionalmente, se aplicar uma toalhinha morna e molhada no lado de sua face isto poderá ajudar a relaxar os músculos doloridos devido à pressão exercida.
 
- Reduzir a "exposição" de um ou mais dentes para igualar sua mordida: uma mordida anormal, na qual os dentes não se ajustam bem, também pode ser corrigida com restaurações, coroas ou ortodontia.

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A disfunção da ATM é conhecida por diversos outros nomes como disfunção temporomandibular, dor e disfunçãomiofascial, disfunção cr...

Objetivos e recursos do tratamento da fisioterapia na Disfunção da ATM


A disfunção da ATM é conhecida por diversos outros nomes como disfunção temporomandibular, dor e disfunçãomiofascial, disfunção craniomandibular, ou simplesmente ATM.

A estabilidade dos componentes móveis das ATMs (côndilos) é dependente da oclusão dental (encaixe dos dentes inferiores nos superiores). Quando esse encaixe não é adequado tem-se a denominada má oclusão dental, que será a grande responsável por má posicionamento dos côndilos dentro da cavidade articular. Essa inadequação provocará dor tanto nas ATMs como nos músculos mastigadores, dificuldade de mastigar, de falar, de movimentar a mandíbula, dor de cabeça, ruídos nas ATMs, entre outros sinais e sintomas.


Objetivos do tratamento:

  • Reduzir - eliminar dor articular e muscular
  • Reduzir - eliminar inflamação nos músculos e ATM
  • Melhorar limite de movimento mandibular
  • Reduzir carga adversa nas ATMs
  • Reposicionar a mandíbula ao crânio para melhorar função
  • Reeducar o paciente (posicionamento correto da mandíbula)
  • Melhorar postura
  • Fortalecer o sistema músculo-esquelético estomatognático

O tratamento das disfunções compreende:
  • Exercícios;
  • Laser de baixa intensidade ;
  • Tens;
  • Fes;
  • Ultra-som;
  • Fonoforese;
  • Crioterapia;
  • Calor úmido;
  • Educar postura, dentre outros.

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O que é DTM? A sigla DTM significa " D esordens T emporo M andibulares", ou seja, é um mau funcionamento das ATMs que pode se...

13 perguntas e respostas sobre disfunção na articulação temporô-mandibular

  1. O que é DTM?

    A sigla DTM significa "Desordens TemporoMandibulares", ou seja, é um mau funcionamento das ATMs que pode se manifestar na forma de sintomas como os citados acima:

    Imagem da localização da ATM na cabeça
    Segunda imagem da localização da ATM na cabeça

    Nas imagens acima você pode ver a localização da ATM na cabeça



  2. E o que quer dizer ATM?

    São as Articulações TemporoMandibulares, as responsáveis pelos movimentos mandibulares. Você pode localizar suas ATMs colocando os dedos a frente dos ouvidos e abrindo a boca. Compreendeu? Estas são suas ATMs esquerda e direita. O nome Temporomandibular vem do contato entre a mandíbula (a parte móvel) e o osso temporal que é fixo ao crânio.

    O disco articular cartilaginoso fica interposto entre os dois ossos impedindo o contato direto e amortecendo os movimentos mandibulares.

    Detalhe do aparelho lingual

    Na imagem acima você pode observar a ATM no detalhe com o disco articular protegendo a articulação do contato direto entre os ossos.

  3. Como eu posso saber se tenho uma DTM?

    DTMs podem apresentar diversos sintomas diferentes, veja a lista:

    • Dor facial, nos maxilares, nas têmporas, no ouvido ou na frente do ouvido;
    • Travamento da mandíbula impedindo a abertura completa;
    • Estalos ao mastigar ou abrir e fechar a boca;
    • Rangido ou crepitação ao abrir e fechar aboca;
    • Dor ou rigidez nos maxilares pela manhã;
    • Ruídos ou zumbidos no ouvido;
    • Dor de cabeça.

    Se você apresenta um ou mais dos sintomas listado é possível que tenha uma DTM, mas isso ainda precisa ser confirmado por um especialista através de uma série de exames. E se realmente for, definir que tipo de DTM você possui.

  4. Então existem vários tipos de DTM?

    Sim as DTms são classificadas em três grupos:

    • Desordens musculares
    • Deslocamentos de disco
    • Artralgia, Artrite e Artrose

    Mas um mesmo indivíduo pode apresentar uma desordem muscular associada a um deslocamento de disco, ou seja, esta classificação é complexa demais para a compreensão do leigo. O importante para você é saber que o tratamento pode variar de acordo com o diagnóstico

  5. E quais são os exames necessários para diagnosticar corretamente o problema?

    O exame clínico RDC/TMD (Research Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorders) é o primeiro passo.

    O RDC foi desenvolvido inicialmente como uma ferramenta de pesquisa que depois passou a ser utilizada clinicamente em todo o mundo e é hoje o meio mais comum de diagnosticar e classificar DTMs.

    O exame é uma combinação de um longo questionário com a palpação dos músculos relacionados à função mastigatória. Simples, mas requer um treinamento rigoroso do profissional para que os resultados sejam confiáveis.

    Depois disso podem ser necessários exames complementares como radiografias, ultrassonografias ou tomografias a critério do profissional.

  6. E se for diagnosticada uma DTM, como é o tratamento?

    Em primeiro lugar devem ser identificados os fatores de risco como o Apertamento Diurno e o Bruxismo que são problemas funcionais importantíssimos no desenvolvimento das DTMs.

  7. O que é Apertamento Diurno?

    É a contração da musculatura mastigatória durante o dia, normalmente relacionada à tensão.

  8. E bruxismo?

    É a contração da musculatura com ou sem ranger de dentes durante o sono.

    Bruxismo - Imagem de Exemplo

    O apertamento diurno e o bruxismo são parafunções em que os músculos temporal e masseter se mantêm contraídos por muito tempo. Esta sobrecarga pode provocar dor nas regiões marcadas na figura acima.

  9. Como eu posso saber se tenho bruxismo se estou dormindo?

    Às vezes o próprio barulho dos dentes rangendo é percebido pelas pessoas da família. Também é comum a pessoa acordar pela manhã com a musculatura da face dolorida. Mas existe um exame que é feito utilizando-se um "Bite-Strip" para obter um diagnóstico mais preciso sobre o bruxismo.

  10. O que é Bite-Strip?

    É um dispositivo digital descartável que o paciente fixa na face (é auto-colante) antes de dormir. O aparelho registra a atividade muscular e mede o grau do bruxismo do paciente. O exame é realizado em uma noite e depois o dispositivo é levado ao dentista para a leitura dos resultados.

    Bite Strip

    Bite-Strip. Este dispositivo de menos de dez centímetros é colado na face durante uma noite para registrar as contrações musculares. O mostrador digital à direita exibe o resultado do exame em uma escala de 0 a 3 de severidade do bruxismo.

  11. O apertamento diurno e o bruxismo são os únicos fatores de risco?

    Não, existem outros fatores como:

    • Histórico de artrite reumatóide, lúpus ou qualquer outra doença artrítica sistêmica em você ou algum familiar;
    • Inchaço e dor em outras articulações do corpo;
    • Traumas na cabeça (batidas de carro por trás onde a cabeça é projetada com violência, quedas e agressões por exemplo);
    • Cirurgias para extração de dentes muito demoradas;
    • Hábitos como roer unha;
    • Apoiar a mão no queixo por muito tempo estudando, trabalhando ou dormindo.
  12. Em que faixa de idade estes problemas se manifestam?

    Mulheres entre os 20 e 40 anos de idade são pessoas com maior predisposição a desenvolver DTMs, ou seja, este perfil também é um fator de risco. Se você se encaixa nele e apresenta algum sintoma, as chances de ser DTM são maiores.

    Mas existem relatos de casos em crianças e adolescentes também.

  13. E o tratamento? Como é realizado?

    O tratamento pode ser realizado através de diversos recursos de acordo com o diagnóstico fechado nos estágios iniciais:

    • Conscientização: Este é a parte do tratamento em que o paciente vai aprender a evitar o apertamento diurno, manter a musculatura facial relaxada, corrigir posturas, alongar a musculatura da mastigação e fazer compressas para aliviar os sintomas.
    • Placas miorrelaxantes: são aparelhos removíveis que podem ser rígidos ou maleáveis e impedem o contato entre as duas arcadas. São usados para evitar parafunções como o bruxismo permitindo o relaxamento da musculatura facial e reduzindo a força exercida sobre as estruturas das ATMs. O relaxamento restabelece o fluxo sanguíneo para os músculos permitindo a eliminação das toxinas produzidas pela contração excessiva e com isso traz alívio para as dores musculares. As dores de origem articular também podem ceder pela redução da carga nas articulações.
      Placas Miorelaxantes - Imagem de Exemplo

      As placas miorrelaxantes mantêm as arcadas sem contato permitindo o relaxamento da musculatura da mastigação e aliviando os sintomas.

    • Fisioterapia: A Fisioterapia atua no tratamento das DTMs utilizando recursos e técnicas próprias para promover a melhora da mobilidade articular e o relaxamento muscular local. Tem papel importante ao identificar as alterações posturais que possam estar ligadas as DTMs e assim restabelecer as funções ortopédicas e musculares debilitadas.
    • Acucupuntura: A acupuntura age como método alternativo eficiente, pela sua ação que estimula a liberação de substâncias pelo próprio organismo a fim de controlar a sensação de dor, além de inibir fatores como a ansiedade e o stress emocional que acabam por contribuir com o aparecimento de pequenos distúrbios na área.
    • Medicação: Anti-inflamatórios, analgésicos e relaxantes musculares entre outros podem ser receitados pelo dentista. Mas é sempre bom lembrar que apenas médicos e dentistas podem receitar medicamentos. Nunca tome nenhum medicamento sem a indicação adequada.
    • Restabelecer a oclusão: segundo alguns pesquisadores os problemas de oclusão estão cada vez mais afastados da origem das DTMs, mas muitos profissionais ainda consideram o restabelecimento da oclusão um fator importante na solução destes problemas. E nesta categoria entram as próteses, implantes e os tratamentos ortodônticos. Podemos dizer que os benefícios destes tratamentos ainda não podem ser desconsiderados.
    • Tratamentos Cirúrgicos: As cirurgias de ATM são, na maioria das vezes, a última escolha dos profissionais por serem muito invasivas e não haver uma garantia completa de sucesso. Mas novas técnicas cirúrgicas com incisões menores estão sendo utilizadas para os problemas mais resistentes às terapias conservadoras.

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Do ponto de vista neural, as dores na boca, face e maxilar são das mais complexas. Existe uma variedade de dores numa área pequena. ...

Saiba mais sobre a dor orofacial

Do ponto de vista neural, as dores na boca, face e maxilar são das mais complexas. Existe uma variedade de dores numa área pequena.

Entenda cada uma delas:

1. Dor de dente - é a mais desconcertante de todas. Afeta o local e a enervação envolvida. A consciência da dor é sempre central, no cérebro. O problema é que a dor de dente "imita" outras dores na face. Por isso o diagnóstico deve ser diferenciado.

2. Dor da neuralgia do trigêmeo - causa muito sofrimento. O paciente sente como um choque na boca. Pode ser desencadeada por ações banais como engolir, escovar os dentes ou se maquiar. Ela ocorre na boca e se assemelha à dor de dente. Às vezes, os dentistas optam por tirar os dentes pensando que se trata de dor de dente. Isso serve de alerta para que os profissionais não removam os dentes quando não há certeza do diagnóstico.

3. Síndrome da ardência bucal - é a mais esquisita. Atinge principalmente mulheres em fase pré e pós-menopausa. A boca queima embora não haja lesões. As pessoas não acreditam que o paciente tenha alguma doença. A síndrome representa entre 1% e 6% do total de dores faciais e pode surgir em decorrência de câncer bucal, doenças sistêmicas, secura bucal. Pode haver dor neuropática, do nervo que irriga a língua.

4. Dores das disfunções de ATM - afetam todo o maxilar, articulações e músculos do pescoço. Em geral não são dores fortes como as outras. Elas imitam cefaléias e são comuns na população em geral. As causas são problemas dentários, estresse e bruxismo. O bruxismo afeta mais as mulheres e é modulado por estresse. Quando há sintoma de dor de cabeça fronto-temporal ao acordar, deve-se suspeitar de bruxismo no sono. A dor do bruxismo se manifesta no ouvido (30%), em frente ao ouvido, na face, nas têmporas, na mandíbula ou no pescoço, no fundo dos olhos ou "atrás dos olhos", na nuca.

5. Dor facial atípica - manifesta-se num número reduzido de pacientes. Pode surgir depois de alterações psiquiátricas importantes, como a depressão. Há casos de dor fantasma, geralmente ligada a nervos, dor na língua e câncer bucal. Dos 600 novos casos de pacientes com dor na boca e na face a esclarecer por ano, 1% têm tumores bucais, na cabeça ou no pescoço. Quando o diagnóstico é precoce, é possível tratá-los.

A boca também é a região em que podem se manifestar as chamadas "dores manifestas", como casos de angina, problemas cervicais, cefaléias, sinusites. Em quadros sistêmicos, como artrite reumatóide juvenil e fibromialgia, parte dos pacientes têm muita dor na face.

Cada um dos tipos de dor facial tem um tratamento diferente. Se for possível, deve-se descobrir e eliminar a causa. Além disso, pode-se adotar medicamentos ou indicar cirurgias. Às vezes a causa não está no fato, mas na decorrência dele.


NÚMEROS

Em geral, estima-se que entre 6% e 8% da população sofra de dor orofacial crônica.
Os casos de neuralgia do trigêmeo somam 4 a cada 100 mil.

Entre 10% e 30% dos adolescentes relatam dor de dente nos últimos seis meses.
Entre 100 mil pessoas, os casos de câncer bucal somam 20 mulheres e 80 homens.

Em geral, a dor crônica benigna é muito mais comum em mulheres. A única exceção é nos casos de dor em razão do câncer, que é maior nos homens.

A disfunção mandibular é de quatro a oito vezes maior nas mulheres.

A dor do bruxismo é sete vezes mais comum em mulheres - 75% dos pacientes com bruxismo são mulheres

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