O tratamento fisioterapêutico em conjunto com o tratamento multidisciplinar, proporciona um alívio das condições sintomatológicas do pacie...

A fisioterapia no tratamento da ATM



O tratamento fisioterapêutico em conjunto com o tratamento multidisciplinar, proporciona um alívio das condições sintomatológicas do paciente, buscando restabelecer a função normal do aparelho mastigatório.

Dentre as formas de tratamento destacamos:

Massoterapia: é a estimulação mecânica dos tecidos por aplicação rítmica de pressão e estiramento. A massagem tem como efeito a sedação, favorece a circulação de retorno, elimina adesões entre as fibras musculares, entre outros. A massagem é realizada com a ponta dos polegares e os dedos da mão, exercendo uma mesma pressão e realizando o deslizamento durante 30 segundos entre a linha situada entre o limite interno e externo das sobrancelhas. Após isso, com a polpa dos dedos médios, aplica uma pressão com movimentos circulares na lateral do olho e vai realizando deslizamento nos pontos situadosna lateral do olho e vai realizando deslizamento nos pontos situados atrás do pescoço, na nuca, os seja, nos trigguer points. A massagem é realizada duas vezes ao dia.

Eletroterapia:

MENS - Estimulação Elétrica Neuromuscular através de microcorrente.

São estímulos elétricos sub-sensoriais, emitidos através de aparelhos computadorizados. Este tipo de corrente elétrica terapêutica tem a possibilidade de penetrar a célula, normalizando-a caso tenha sido atingida.

IONTOFORESE

É a introdução de íons fisiologicamente ativos através da epiderme e membrana mucosa do corpo pelo uso de corrente contínua direta (corrente galvânica). É indicada para anestesia local, edemas, inflamações, dor muscular, artrites e tendinites.

TENS - Estimulação Elétrica Neuromuscular Transcutânea

São estímulos elétricos emitidos por aparelhos na frequência de 1 pulso por segundo (1 Hz), com amplitude suficiente para promover contração muscular. Essas contrações rápidas e repetitivas atuam como uma bomba e forçam a saída de sangue venoso dos músculos e aumentam o afluxo de sangue arterial, como consequência, as substâncias irritantes dentro do músculo são eliminadas e o metabolismo aeróbico é restaurado. O uso do TENS de ultra-baixa frequência previne alterações musculares, alivia a sintomatologia dolorosa, promove relaxamento muscular e induz a mandíbula a realizar movimentos de rotação.

O uso do TENS de alta frequência (25 a 150 Hz) diretamente sobre o músculo promoverá a contração isométrica, tendo como resultado fortalecimento do músculo.

ULTRA-SOM

São vibrações mecânicas, acústicas, inaudíveis e de alta frequência, que produz vários efeitos fisiológicos como redução da tensão muscular, aumento na elasticidade do tecido tornando mais fácil a mobilização de tecidos moles e articulares, diminui a inflamação, estimula o metabolismo, entre outros. Quanto maior a frequência do ultra-som, maior será a absorção de energia nas estruturas superficiais, portanto, ultra-som de 3 MHz atuará na profundidade de 1 a 2 cm da superfície da pele e ultra-som de 1MHz atingirá profundidade de 3 a 5 cm da pele.

FONOFORESE

É a aplicação de ultra-som com agentes medicamentosos, antiinflamatórios ou analgésicos.

INFRA-VERMELHO

É a aplicação efetuada por intermédio de uma lâmpada infra-vermelha a uma distância de 50cm de área afligida por 10 a 15 minutos. Deve-se usar óculos de sol paea proteger os olhos, pois os raios podem causar danos a retina. Este tipo de calor promove analgesia, relaxamento muscular. A vasodilatação provocada pelo calor aumenta o aporte de células de defesa dos tecidos, o que explica seu efeito antiinflamatório.

CALOR ÚMIDO

São compressas umedecidas com água quente ou bolsas térmicas na região facial em média 15 minutos, 3 vezes ao dia.

CRIOTERAPIA

É a aplicação de gelo em sacos ou bolsas especiais na região afetada durante 10 a 15 minutos, 3 vezes ao dia. Pode-se realizar a massagem com gelo que consiste na aplicação de cubos de gelo com a realização de movimentos circulares na face. Os efeitos são: analgesia local, vaso constrição, diminuição do espasmo muscular, efeito antiinflamatório, entre outros.

CONTRASTE

É a aplicação alternada e repetida de calor úmido e compressa fria durante 15 minutos, iniciando com aplicação de calor por 3 minutos e em seguida, compressa fria de 1 minuto. Repetir o procedimento sempre terminar com a aplicação de calor. Deve ser realizada 3 vezes ao dia. A importância dessa forma de terapia é a de promover a reabsorção de edemas crônicos, além de somar os efeitos analgésicos e relaxantes dos dois tipos de tratamento.

LASER

Trata-se de calor superficial que para ser produtivo no corpo humano, necessita que a mesma sofra integração com as células dos tecidos irradiados. Os efeitos são: estímulo à microcirculação, analgésico, antiinflamatório, antiedematoso e cicatrizante.

CINESIOTERAPIA

Os exercícios aplicados no tratamento das disfunções da ATM, proporcionam melhores condições de atuação do sistema, quando associados ao conjunto de medidas descritas anteriormente.

Exercícios de Contração Isotônica:

neste tipo de contração a forma do músculo sofre variação, porém ele não é exposto a variação de força. Os movimentos são rítmicos e coordenados.

- Rotação: com a ponta da língua apoiada na região posterior do palato, deve-se abrir e fechar a boca cerca de 1,5 cm e, em seguida, fechá-la.
- Abertura e fechamento da boca: abrir e fechar a boca chegando ao limite máximo de abertura.
- Lateralidade: desencostando os dentes e em movimentos sucessivos, levar a mandíbula para um dos lados e em seguida para outro.
- Protusão: movimentar a mandíbula para a frente e retornar à posição inicial.
- Retrusão: movimento da mandíbula no sentido posterior, obtendo-se uma pequena retrusão.

Exercícios de Contração Isométrica:

Neste tipo de contração a forma do músculo não varia significativamente. Este tipo de contração é possível na presença de uma resistência imposta ao músculo, ocorrendo então aumento da força muscular.

- Abertura contra-resistência: fortalece os músculos que promovem o movimento de abertura da boca. O paciente abre a boca contra a resistência de seu próprio punho fechado.
- Fechamento contra-resistência: o paciente coloca dois dedos na parte inferior da boca para resistir ao movimento de fechamento da boca.
- Lateralidade contra-resistência: o paciente utiliza a mão para resistir aos movimentos mandibulares de lateralidade.
- Abertura manual contra-resistência: o paciente utiliza os dedos para abrir a boca e o punho para resistir a abertura.

Exercícios para ensinar o controle dos músculos da mandíbula

Primeiro deve-se ensinar o reconhecimento da posição de repouso da mandíbula. Lábios fechados e dentes levemente separados e a língua atrás dos dentes da frente. O paciente deve inspirar e expirar pelo nariz, usando respiração diafragmática. Ensinar o controle de abertura e fechamento da boca para que o paciente tente manter o queixo em linha média. Pode-se utilizar um espelho para reforço visual. Se a mandíbula desvia durante a abertura ou fechamento. faça o paciente praticar desvio lateral para o lado oposto, esse movimento não deve causar dor, progrida aplicando leve resistência com o polegar
contra o queixo.

Exercícios para aumentar a amplitude de movimento

Pode-se começar colocando depressores de língua em camadas entre os incisivos centrais e vai aumentando gradualmente a quantidade de depressores até que o paciente possa abrir a boca o suficiente para inserir as juntas dos dedos indicador e médio. Depois passa para o auto-alongamento, onde o paciente com os dedos alonga a abertura da boca.

Técnicas de mobilização articular também são feitas usando as mãos com luvas.

Separação unilateral: Paciente em decúbito dorsal ou sentado com a cabeça apoiada. Coloque seu polegar na boca do paciente nos molares de trás, os outros dedos ficam fora da boca e envolvem a mandíbula. A força é no sentido caudal (para baixo).

Separação unilateral com deslizamento: após separar a mandíbula do modo descrito anteriormente,
tracione-a em sentido anterior (para frente).

Separação bilateral: Paciente em decúbito dorsal e terapeuta atrás da maca. Use os dois polegares, colocando-os nos molares de cada lado da mandíbula. A força vindo dos polegares é igual, em sentido caudal.

Técnicas de relaxamento muscular

Sempre que se desenvolve desconforto por se manter uma postura constante ou por contrações musculares mantidas por certo período de tempo, os exercícios de relaxamento, na direção oposta, ajuda a tirar a sobrecarga das estruturas de suporte, promover a circulação e manter a flexibilidade. Os movimentos são realizados lentamente e em toda amplitude. Repetir o movimento diversas vezes.

Em pé ou sentado com os braços apoiados confortavelmente, instruir o paciente para inclinar seu pescoço para frente e para trás, inclinar e rodar a cabeça para as duas direções. Girar os ombros, tudo em posição de boa postura, girar os braços. Devem ser feitos movimentos no sentido horário e anti-horário, mas conclua a circundução indo para frente, para cima, ao redor e então pata trás, de modo que as escápulas terminem numa posição retraída, ajuda a treinar a postura apropriada.

Exercícios para alongar os músculos escalenos

Paciente sentado e terapeuta atrás dele, estabiliza as costelas superiores com uma mão e com a outra estabiliza a cabeça, mantendo a cabeça contra seu tronco. O paciente inspira e expira, o terapeuta então mantém as costelas para baixo à medida que o paciente inspira novamente.

Exercícios para alongar os músculos subocipitais encurtados

Paciente sentado, terapeuta identifica o processo espinhoso da 2º vértebra carvical e estabiliza-a com seu polegar à medida que o paciente inclina levemente a cabeça, sobre a coluna superior. O terapeuta guia o movimento colocando a outra mão na testa do paciente.

Exercícios auto-resistidos para fortalecer os flexores cervicais

Geralmente com más posturas de anteriorização da cabeça o paciente faz substituições usando os músculos esternoclideomastóideo para levantar a cabeça em vez de usar os flexores cervicais, originando uma disfunção na ATM.

Paciente sentado faz:

- Flexão: o paciente coloca as duas mãos na testa e pressiona-a contra as palmas das mãos, tentando inclinar a cabeça, mas não permitindo o movimento.
- Inclinação lateral: o paciente pressiona uma mão contra o lado da cabeça e tenta inclinação para o lado, tentando trazer a orelha na direção do ombro, mas não permitindo o movimento.
- Extensão axial: o paciente pressiona a parte de trás da cabeça com as duas mãos, que são colocadas atrás, perto do topo da cabeça.
- Rotação: o paciente pressiona uma mão contra a região logo acima e lateral a seu olho e tenta virar a cabeça para olhar sobre o ombro, mas não permite o movimento.

Em todos os exercícios realizados o terapeuta pode treinar percepção cinestésica e proprioceptiva para correção postural com reforço verbal, onde o terapeuta fala sobre as sensações de contração muscular que ele está sentindo, isso ocorre quando se está ensinado o exercício.

Pode utilizar o reforço visual, usando espelhos onde o paciente possa ver como ele está, como ele faz para assumir uma boa postura e deve-se reforçar verbalmente o que o paciente vê. E por último o reforço tátil, onde o terapeuta tocará levemente o paciente ajudando-o a posicionar a cabeça e tronco em alinhamento correto, e tocando os músculos que precisam se contrair para mover e manter cada segmento no seu lugar.

Tração manual da coluna cervical

Paciente em decúbito dorsal sobre a mesa de tratamento e bem relaxado. Terapeuta em pé na cabeceira da mesa, apoiando a cabeça do paciente em suas mãos. A colocação das mãos depende do conforto. Pode-se colocar:

- os dedos das duas mãos sob o occipital
- uma mão sobre a região frontal e a outra sob o occipital
- dedos indicadores ao redor dos processos espinhosos. Pode ser usada uma cinta ao redor dos quadris do terapeuta para reforçar os dedos e aumentar a facilidade de aplicação de força de tração.

No tratamento deve ser usada a posição que melhor reduz ou alivia os sintomas. O terapeuta aplica a força fixando seus braços isometricamente, assumindo um equilíbrio estável e inclinando-se para trás de um modo controlado. A força é geralmente aplicada intermitentemente, com um aumento homogêneo e gradual. Durante a tração manual nenhuma sobrecarga é colocada na ATM.

Após este estudo, que não esgotou completamente o assunto, concluímos que o paciente que apresenta disfunção temporomandibular deve ser avaliado por uma equipe de profissionais e ser tratado pela combinação de equipamentos e técnicas. Todos os equipamentos utilizados, em especial os fisiote rapêuticos, se bem aplicados, podem trazer alívio nas condições sintomatológicas do paciente e restabelecer a função normal da ATM.

Para o fisioterapeuta que lida com essa especialidade, recomendo o mini-curso de Fisioterapia na ATM. E para saber mais de Testes Ortopédicos, recomendo o Guia de Testes Ortopédicos em e-book.

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A Fisioterapia na Articulação Temporo-Mandibular é uma especialidade pouco conhecida do publico em geral. Além da falta de conhecimento da p...

Fisioterapia na ATM deveria ser mais valorizada

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A Fisioterapia na Articulação Temporo-Mandibular é uma especialidade pouco conhecida do publico em geral. Além da falta de conhecimento da própria população em geral que os sintomas podem vir de uma disfunção na articulação referida, os profissionais, que deveriam trabalhar de uma forma multidisciplinar acabam não dando a devida importância ao tratamento de fisioterapia.

Para o profissional, é importante estar sempre atualizado sobre novas técnicas que surgem através de pesquisas e publicações de artigos. Sem dúvida, a leitura de artigos e material especifico da especialidade é uma forma que os fisioterapeutas tem de se atualizar. O Cd de Articulação Temporo Mandibular - ATM tem uma reunião de artigos e materiais que podem facilitar a vida do fisioterapeuta.

O objetivo de todo o tratamento fisioterapêutico é equilibrar a musculatura que envolve a ATM e o sistema mastigatório, aliviar as dores ocasionadas pela DTM, restabelecer as funções musculares e a amplitude articular, prevenir o aparecimentos de outros sinais e sintomas, promover uma mudança de comportamento no paciente, dando-lhe consciência funcional e postural; e proporcionando-lhe uma melhoria significativa no seu quadro de disfunção e consequentemente na sua qualidade de vida.

A Fisioterapia sozinha não resolve o problema de DTM. É fundamental que o fisioterapeuta faça parte de uma equipe multidisciplinar que trata a disfunção, converse com o seu dentista.

 

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  A articulação temporomandibular (ATM) é certamente uma das mais complexas articulações, sendo uma das mais usadas no corpo humano, pois se...

Técnicas utilizadas na Fisioterapia na DTM

 http://stillbilbao.com/wp-content/uploads/2014/07/Fisioterapia-Conservadora-2-600.jpg

A articulação temporomandibular (ATM) é certamente uma das mais complexas articulações, sendo uma das mais usadas no corpo humano, pois se move de 1500 a 2000 vezes por dia por ser responsável por funções importantes como mastigar, falar, bocejar, deglutir e respirar.

A ATM é formada pelos côndilos convexos da mandíbula e pela fossa mandibular (fossa glenóide), ou seja, possui uma superfície articular levemente côncava e outra ligeiramente convexa que permite que as duas articulações temporomandibulares entrem em um plano perpendicular entre si, formando uma única unidade.

Disfunção temporomandibular (DTM) é uma denominação genérica das desordens dolorosas orofaciais, que envolve queixas de dor sobre a região da articulação temporomandibular (ATM), fadiga nos músculos da mastigação, limitação dos movimentos mandibulares, dores para a abertura e fechamento da boca e presença de ruídos articulares; sintomas muito comuns na população. Sua causa é multifatorial, mas os principais fatores causadores de DTM são a tensão muscular, o estresse, a má oclusão dentária e a postura inadequada.

Técnicas utilizadas na fisioterapia na articulação temporo-mandubular:

• Avaliação ATM e Postural;
Relaxamento Muscular Endobucal (Masséter, Pterigóideos Medial e Lateral, Temporal);
• Relaxamento Muscular cervico-cranio-mandibulares (Trapézio, Escalenos, Esternocleidomastoideo, Infra-hioideos, Supra-hioideos entre outros)
• Liberação articular da cervical alta e baixa com mobilizações
• Liberação articular da ATM com mobilizações
• Manobras Intra-orais
• Drenagem Linfatica Facial
• Inibição Muscular Reflexa
• Osteopatia, Mulligan
• Terapia Neural

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ATM significa articulação temporomandibular. Esta articulação é responsável pelos movimentos que você faz com a boca, abrir, fechar, protrui...

Tipos de sintomas da disfunção temporomandibular

http://carolinaely.com.br/wp-content/uploads/2015/06/dtm-fisioterapia-dor-cervical.jpg

ATM significa articulação temporomandibular. Esta articulação é responsável pelos movimentos que você faz com a boca, abrir, fechar, protruir e lateralizar.

Você pode localizar suas ATMs colocando os dedos a frente dos ouvidos e abrindo a boca. Existem duas, uma do lado esquerdo e outra do lado direito. O nome Temporomandibular vem do contato entre a mandíbula (a parte móvel) e o osso temporal que é fixo ao crânio. O disco articular cartilaginoso fica interposto entre os dois ossos impedindo o contato direto e amortecendo os movimentos mandibulares.

Qualquer alteração em ATM pode resultar em prejuízos ao sistema estomatognático no que diz respeito ao desenvolvimento das funções, em especial, a mastigação, uma vez que a mesma é totalmente dependente do movimento mandibular . Dentre as diversas anomalias que afetam a articulação temporomandibular, a anquilose, ou seja, quando a aderência da articulação com presença de rigidez entre as suas superfícies e os movimentos mandibulares encontram-se impossibilitados ou limitados. Sua gravidade está diretamente relacionada com o tipo de extensão da lesão, a época do acometimento.

As alterações desta articulação e dos músculos que fazem esses movimentos da boca são chamadas de disfunções temporomandibulares (DTM).

SINTOMAS

A) Sintomas de causa muscular de disfunção da ATM ou DTM:
– Certos tipos de barulhos ou zumbido no ouvido.
– Sensação de ouvido tampado. Diminuição auditiva, sensibilidade auditiva ou dificuldades, no entendimento, de certos sons, mais graves ou agudos.
– Tontura, atordoamento ou vertigem, sensações de desmaio, podendo levar a queda ao chão, sem motivo aparente (sintomas, semelhantes a labirintite).
– Dores de cabeça, que podem ser constantes ou intermitentes (como nas enxaquecas, cefaleias) ou sensação de pressão na cabeça.
– Dores, estalos no pescoço, ombros, braços, peito, dor embaixo dos seios ou na nuca.
– Fotofobia (aversão a luz – ele procura ficar, em ambientes escuros ou usar óculos escuros), dores nos olhos, vista embaçada, a pálpebra treme.
– Enjoos ou vômitos.
– Limitação de abertura da boca (quando essa limitação, é de causa muscular).
– Certos casos de nevralgia, do trigêmeo.
– Problemas patológicos ou originados por trauma, nos músculos da face.

B) Sintomas de causa articular da disfunção da ATM ou DTM:
– Estalos, crepitações ou barulhos, nas articulações da ATM.
– Luxação ou sub luxação, da Articulação TemporoMandibular.
– Problemas patológicos ou originados por trauma articular.
– Sintomas de dor (podendo causar dor reflexa no ouvido).
– Estalo no pescoço ao movimentá-lo, para os lados.
– Limitação de abertura ou fechamento, ou desvios, na abertura, quando a causa é articular (como nos caso das artroses – desgaste da cabeça da articulações da ATM, por exemplo).

C) Outros tipos de sintomas relativos a ATM ou DTM :
– Problemas posturais, da coluna cervical.
– Hábitos e vícios parafuncionais, profissionais ou emocionais (como apertamento dentário e/ou bruxismo).

Cm ajuda daqui

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Os distúrbios da articulação temporomandibular (ATM) são uma preocupação significativa de saúde porque resultam em dor e incapacidade...

Classificação dos distúrbios da articulação temporo-mandibular (ATM)

wisdomcenter

Os distúrbios da articulação temporomandibular (ATM) são uma preocupação significativa de saúde porque resultam em dor e incapacidade. 

Através de uma série de workshops e simpósios sobre a dor orofacial, especialistas da ATM e pesquisadores básicos estabeleceram fundamentos para modificar o esquema atual de classificação da ATM.

As ferramentas de classificação são divididas em dois componentes: Eixo I e Eixo II.
O Eixo I é um algoritmo de diagnóstico concebido para categorizar validamente a ATM relacionada com a dor mais comum, bem como um distúrbio intra-articular (os outros não tinham validade adequada).

O Eixo II tenta quantificar: a intensidade da dor, função mandibular, deficiência, sofrimento psicossocial e comportamento.

Por último, quando comparado com o protocolo original da ATM, a edição revista inclui um questionário válido e de confiança para o rastreio de dor relacionada com a ATM.
Tomados em conjunto, o presente estudo tem por base a estrutura de diagnóstico prévio de precisão e permite identificar validamente a TMD mais comum. Além disso, ele tenta fornecer uma nomenclatura comum para todos os profissionais de saúde que lidam com esta condição frequentemente vaga e intimidante.

Fonte:Schiffman et al., J Oral Facial Dor Dor de Cabeça (2015)

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A liberação da articulação e muito importante para o seu funcionamento perfeito. Veja alguns exercícios para liberá-la.

Como liberar a sua articulação temporo-mandibular



A liberação da articulação e muito importante para o seu funcionamento perfeito.

Veja alguns exercícios para liberá-la.

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A articulação temporomandibular é sem dúvida a articulação mais complexa do corpo. Ela produz um movimento de dobradiça em um só plano e ...

Biomecânica da Articulação Temporo-Mandibular


A articulação temporomandibular é sem dúvida a articulação mais complexa do corpo. Ela produz um movimento de dobradiça em um só plano e dessa forma pode ser considerada uma articulação ginglemoidal. Entretanto, ao mesmo tempo proporciona movimentos de deslize, o que classifica a articulação como artroidal.

Tecnicamente considerada uma articulação ginglemoartroidal (movimento de rotação e translação). A ATM é formada pelo côndilo mandibular que se articula na fossa mandibular do osso temporal. Entre esses dois ossos para que não se articulem diretamente está o disco articular. Funcionalmente, é classificada como triaxial por realizar movimentos em torno dos eixos sagital, horizontal e longitudinal.

Abaixamento e elevação da mandíbula - o movimento se inicia com a rotação pura do côndilo, depois para continuar a abertura a rotação ocorre juntamente com a translação. A depressão da mandíbula é feita pelos pterigóideos laterais ajudados pelo digástrico. Na abertura da boca, o osso hióide se mostra pouco, os músculos gêniohióide e milohióide fazem ponto fixo nele, para colaborar com o digástrico no abaixamento da mandíbula.

Na elevação os músculos atuantes são: masséter, pterigóide medial e temporal.

Movimento de protrusão e retrusão - a protrusão simétrica da mandíbula é efetivada pelos músculos pterigóides laterais a partir dos músculos elevadores, principalmente o temporal, como coadjuvante desse movimento, no sentido de manter a mandíbula elevada enquanto ela se desloca para frente. No movimento inverso, ou seja, no movimento de retrusão, ainda sob assistência dos elevadores funcionam efetivamente o músculo digástrico e porção posterior do temporal, (STEENKS & WIJER, 1996).

A função básica da contração dos músculos pterigóideos laterais superiores parece ser a de coordenar o retorno de o disco articular de forma suave a sua posição, posto que, ligado na sua parte posterior às fibras elásticas da zona bilaminar ou tecido retrodiscal, poderia ser tracionado abruptamente e posicionado antes do côndilo, estabelecendo prováveis alterações funcionais. Desta forma, estabelece-se uma complexa integração entre os componentes musculares e as fibras elásticas.

As DTM e DOF são condições dolorosas caracterizadas por um quadro agudo ou principalmente crônico, abrangendo grande parte da população, e em sua maioria, mulheres. Musculatura mastigatória, região da ATM e cervical compõem as estruturas envolvidas; sendo classificadas como de origem muscular e articular. Dentre os principais sinais e sintomas das disfunções da ATM, para autores como Favero (1999), Costa et al. (2004), e Molina et al. (2001), se encontram, dores nos músculos da mastigação ou na ATM, ruídos articulares, limitação de abertura, retração gengival, oclusão inadequada, distúrbios auditivos, cefaléias, sensibilidade em toda musculatura do sistema estomatognático e cervical.

Fonte

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A disfunção têmporo-mandibular (DTM) é uma desordem neuromuscular caracterizada pela presença de cefaleias crônicas, ruídos na articulação ...

Cefaléias e as disfunções na temporo-mandibular


A disfunção têmporo-mandibular (DTM) é uma desordem neuromuscular caracterizada pela presença de cefaleias crônicas, ruídos na articulação têmporo-mandibular (ATM), limitações dos movimentos mandibulares, hiperestesia e dor nos músculos mastigatórios, da cabeça e do pescoço. É prevalente em adultos jovens entre 20 e 40 anos de idade e predominante no sexo feminino


Existem diversos sinais e sintomas de DTM. Geralmente é difícil saber com certeza se você possui DTM, devido a um ou todos esses sintomas também estarem presentes em outros problemas. Seu dentista pode ajudar a realizar um diagnóstico adequado. Alguns dos sintomas mais comuns de DTM incluem:

  • Dor no rosto, mandíbula ou área das orelhas
  • Dores de cabeça (muitas vezes como enxaquecas), dores de ouvido e dor e pressão atrás dos olhos
  • Som de clique ou deslocamento ao abrir ou fechar a boca
  • A mandíbula “fica presa”, travada ou deslocada
  • Sensibilidade nos músculos da mandíbula
  • Inchaço no rosto

A cefaleia consiste em qualquer dor localizada no segmento cefálico, o que acontece em 90% da população, sendo o terceiro diagnóstico mais comum nos ambulatórios de neurologia e a queixa mais comum nos pacientes com DTM. Silveira et al. (2007) relatam que 50% da população apresenta algum sintoma de DTM, sendo que destes 17% relatam cefaleia.

Segundo Gawel (1992), a International Headache Society (IHS) classifica as cefaleias em:

1) enxaqueca;
2) cefaleia do tipo tensional;
3) cefaleia em salvas e hemicrânia paroxística crônica;
4) cefaleias sem associação a lesões estruturais;
5) cefaleia associada a trauma na cabeça;
6) cefaleia associada a desordens vasculares;
7) cefaleia associada a distúrbio intracraniano avascular;
8) cefaleia associada a substâncias ou sua retirada;
9) cefaleia associada à infecção não cefálica;
10) cefaleia associada a desordem metabólica;
11) cefaleia ou dor facial associada a transtornos de crânio, pescoço, olhos, orelhas, nariz, seios da face, dentes, boca ou outras estruturas faciais ou cranianas;
12) neuralgias cranianas, dor no tronco do nervo ou dor por desaferentação.

As cefaleias mais frequentes dentre a população geral são a do tipo tensional e a enxaqueca, porém na terceira idade é mais comum a cefaleia crônica diária(. As cefaleias relacionadas à DTM são consideradas na classificação da IHS na categoria 11, sendo que nos pacientes com DTM esta afecção é semelhante a dos pacientes que possuem cefaleia do tipo tensional ou enxaqueca

Bibliografia:

Gawel, MJ. New Classification of Headache. Canadian Family Physician 1992, 38: 2062-2066.
Silveira, AM; Feltrin, PP; Zanetti, RV; Mautoni, MC. Prevalência de portadores de DTM em pacientes avaliados no setor de otorrinolaringologia. Rev Bras Otorrinolaringol, 2007; 73(4): 528-32.
Junior, AAS; Faleiros, BE; Santos, TM; Gomez, RS; Teixeira, AL. Relative frequency of headache types. Arq Neuropsiquiatr 2010; 68(6): 878-881.

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Disfunções temporomandibulares (DTM) são um resultado de problemas no maxilar, articulações maxilares e músculos faciais que controlam es...

Não existe cura para a Disfunção Temporo-Mandibular


Disfunções temporomandibulares (DTM) são um resultado de problemas no maxilar, articulações maxilares e músculos faciais que controlam esse movimento. Outro nome comum para esse problema são disfunções da ATM.

A articulação temporomandibular é aquela que liga o maxilar inferior (mandíbula) ao osso temporal do crânio, localizado à frente das orelhas em cada lado da cabeça. Essa articulação é flexível, permitindo que você mastigue, fale e morda alimentos. Os músculos dessa articulação e aqueles em torno dela não responsáveis por controlar a posição e movimentos do maxilar.

As disfunções temporomandibulares são um grupo de condições que causar dor e afetam o funcionamento desse grupo.

Embora não exista uma cura para a D-ATM, existem diversos tratamentos que você pode seguir para diminuir consideravelmente os sintomas. Segue algumas dicas para que se diminua esse problema:

  • Tentar eliminar a dor e o espasmo muscular através da aplicação de calor úmido ou através de medicamentos como relaxante muscular, aspirina ou outros analgésicos comuns, ou ainda antiinflamatórios;
  • Reduzir os efeitos prejudiciais de travamento ou rangido, por meio de um aparelho, algumas vezes chamado de placa de mordida ou "splint". Este aparelho, feito sob medida para sua boca, se encaixa nos dentes superiores e ao deslizar sobre os dentes inferiores impede estes dentes inferiores de ranger contra os dentes superiores;
  • Aprender técnicas de relaxamento para ajudar a controlar a tensão muscular na mandíbula. Seu dentista pode sugerir que você procure condicionamento e aconselhamento para ajudar a evitar o estresse;
  • Quando partes da mandíbula são afetadas e os tratamentos não surtiram efeito, uma cirurgia na articulação poderá ser recomendada.

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A ATM (articulação temporomandibular) é formada pelo osso temporal do crânio com a mandíbula, constituída pelo disco articular, tecido re...

O que pode levar a pessoa a ter uma disfunção temporo-mandibular?


A ATM (articulação temporomandibular) é formada pelo osso temporal do crânio com a mandíbula, constituída pelo disco articular, tecido retrodiscal (zona bilaminar), membrana sinovial, cartilagem articular, cápsula articular e superfície articular, que é formada pelo côndilo da mandíbula e a fossa mandibular do osso temporal.

Disfunções temporomandibulares (DTM) são um resultado de problemas no maxilar, articulações maxilares e músculos faciais que controlam esse movimento. Outro nome comum para esse problema são disfunções da ATM.

A DTM ocorre mais comumente em mulheres entre 20 e 40 anos, mas pode ocorrer com qualquer pessoa.

Outros fatores estão associados com o desenvolvimento de distúrbios da ATM. No entanto, não há provas de que esse fatores causem os transtornos. Eles incluem:

Uso prolongado de aparelhos ortodônticos
Má postura, que afeta os músculos do pescoço e rosto
Estresse
Má alimentação
Falta de sono.

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A disfunção temporomandibular (DTM) é caracterizada pela alteração funcional ou patológica que afeta a articulação tempo...

Efeitos da fisioterapia na disfunção temporomandibular

http://www.alternativasaudavel.com.br/images/slide-cervicalgia-600_300.jpg

A disfunção temporomandibular (DTM) é caracterizada pela alteração funcional ou patológica que afeta a articulação temporomandibular (ATM), podendo trazer prejuízos dos músculos mastigatórios e sistema estomatognático. O número de portadores da DTM está aumentando cada vez mais, possivelmente pela influência da tensão psicológica da atualidade, com base nos conceitos atuais etiológicos, condições físicas e sistêmicas, assim como fatores psicológicos são responsáveis pela orientação e manutenção de DTM.

Os sintomas da DTM incluem dor persistente ou recorrente nos músculos da mastigação ou na ATM, limitações ou desvios do movimento mandibular, ruídos na ATM, desconforto articular e dor de cabeça. Além do comprometimento da funcionalidade, esses fatores interferem consideravelmente na qualidade de vida (QV) desses indivíduos.

Para amenizar os sintomas da DTM, a terapia manual visa, por meio de técnicas de manipulação, mobilização e exercícios específicos, estimular a propriocepção, produzir elasticidade das fibras aderidas, estimular o líquido sinovial e promover a redução da dor. Por isso, quando associada a outras técnicas fisioterápicas é de grande valia nos resultados do tratamento

Orientações de exercícios domiciliares e reeducação postural nas atividades de vida diária podem auxiliar no controle da sintomatologia da DTM. Ainda, combinados a exercícios terapêuticos e terapia manual podem ser eficazes no tratamento de pacientes com deslocamento de disco e beneficiar os pacientes que não têm sucesso com tratamentos convencionais. Ressalta-se ainda a efetividade da associação da abordagem terapêutica cervical com o tratamento orofacial em pacientes com cefaleia cervicogênica associada a sinais e sintomas de DTM.

A Fisioterapia tem efeito positivo na vida dos pacientes, principalmente porque trata a dor e a causa do problema, depois de identificado.

Para o fisioterapeuta que lida com essa especialidade, recomendo o mini-curso de Fisioterapia na ATM. E para saber mais de Testes Ortopédicos, recomendo o Guia de Testes Ortopédicos em e-book.

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Quem não gosta de relaxar? Além de ativar um monte de músculos do nosso corpo, a prática do relaxamento traz clareza mental, ampliação da ...

5 exercícios para a relaxamento de mandíbula

Para quem sofre de distúrbios temporomandibulares existem exercícios de relaxamento para aliviar dores e desconfortos


Quem não gosta de relaxar? Além de ativar um monte de músculos do nosso corpo, a prática do relaxamento traz clareza mental, ampliação da memória, equilíbrio emocional e melhora o humor e a autoestima. Bom demais, né? Mas fora todos esses benefícios, alongar e relaxar pode fazer um bem danado para quem sofre de problemas como a DTM, disfunção que afeta os músculos temporomandibulares (ATM), problema que pode afetar a saúde bucal.

É muito importante visitar o seu amigo dentista para saber as causas do problema e o melhor tratamento. Mas, pra adiantar sua vida e aliviar os incômodos e dores, confira algumas dicas bem simples de alongamentos para fazer em qualquer lugar.

1- Abre e fecha

Para quem sofre essa disfunção, às vezes, fica complicado realizar os movimentos de abrir e fechar a boca, mas com um pouco de paciência e devagar, você consegue relaxar e alongar a mandíbula. Veja só:

- Sente-se numa cadeira com encosto para manter a postura ereta;

- Coloque a língua no céu da boca;

 - Em seguida, tente abrir a boca com a língua ainda na mesma posição;

- Enquanto isso respire lentamente por alguns segundos e expire aos poucos;

- Feche a boca e, se não sentir dor, repita o exercício umas 10 vezes. Fácil, né?

2- Massagem

Ganhar uma massagem naqueles dias estressantes é maravilhoso. Mas que tal fazer esse mimo em você mesmo? É bem fácil.

- Massageie toda a área do maxilar onde há dor com as pontas dos dedos em movimentos circulares;

- Belisque suavemente a região com o dedo indicador e o polegar para soltar a pele do músculo por diversas vezes;

- Novamente, com a ajuda das mãos, alongue sua mandíbula para baixo, abrindo lentamente a boca para cada um dos lados.

3- Ponha as bochechas para trabalhar

Esses músculos fofos que existem em cada lado do seu rosto não foram feitos apenas para serem apertados ou beijados. Além de ser um grande auxiliar na mastigação e na fala, a bochecha é bem útil para relaxar outras musculaturas e ossos da face.

Um exercício muito bom é encher as bochechas e movimentar o ar dentro da boca de um lado para o outro. Faça isso, pelo menos, umas 10 vezes e irá sentir o maxilar mais solto e leve, sem falar que faz um bem danado para a saúde da pele promovendo elasticidade.

4- Fale em câmera lenta

Além de ser um hábito natural, falar movimenta mais de 70 músculos do nosso rosto e é um ótimo exercício para alongar e relaxar o maxilar. Fale de forma arrastada, como se fosse uma cena de um filme em câmera lenta. Assim, você sentirá menos dores na mandíbula.

5- Boceje à vontade

Além de ajudar a oxigenar o cérebro e melhorar a atenção, bocejar também é um bom alongamento. Por isso, quando surgir a vontade faça com vontade e sem medo.

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É cada vez mais comum pessoas que procuram a Fisioterapia para curar problemas da ATM. Com o trabalho multidisciplinar, a importância da Fis...

Fisioterapia sozinha pode não resolver seu problema na ATM

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É cada vez mais comum pessoas que procuram a Fisioterapia para curar problemas da ATM. Com o trabalho multidisciplinar, a importância da Fisioterapia para tratar de problemas na Articulação temporomandibular vem crescendo.

Como a Fisioterapia é uma profissão que tem como foco a recuperação física de pessoas com inúmeras patologias, a disfunção na articulação temporomandibular é tratada por profissionais especializados, na maioria dos casos, com a ajuda do dentista e do fonoaudiólogo.

Segundo a Dra Daniela Souto, fisioterapeuta da Fisioquality, a fisioterapia tem inúmeros recursos para ajudar recuperação do paciente. Dentre eles estão a crioterapia, uso de gelo para diminuição da dor; e a termoterapia, uso de compressas quentes; recursos de eletroterapia e fototerapia (lasers, raios infravermelhos e ultravioleta); a tão conhecida massoterapia (uso de massagens); e cinesioterapia, que consiste em alongamento, exercícios de fortalecimento muscular, ginástica passiva, etc.

Como é uma região que envolve outras áreas de atuação, Dra Daniela diz que é difícil a fisioterapia agir sozinha em muitos casos: "Como o objetivo da fisioterapia é fazer a articulação trabalhar equilibrada, em muitos casos, se não tivermos a ajuda da fonoaudiologia, por exemplo, não evoluímos no trabalho."

Um exemplo que a profissional usou foi a relação entre a mastigação e a articulação. "Se a paciente chega ao consultório e tem algum problema no sistema de mastigação/deglutição, a fisioterapia vai ser prejudicada. A fonoaudiologia ajudaria, por exemplo, com uma avaliação e possível tratamento."

O importância do trabalho multidisciplinar nesta especialidade deve ser explicado ao paciente para que esse possa entender todas as etapas do trabalho. A Fisioterapia sozinha pode não resolver o seu problema de DTM. É fundamental que o fisioterapeuta faça parte da equipe que trata a disfunção e seja um ativo complementar ao tratamento.

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