É muito comum escutarmos na vivência do consultório relatos de pacientes, submetidos à cirurgia buco-maxilo-facial, referind...

Ação do laser de baixa intensidade na parestesia pós-cirurgica





É muito comum escutarmos na vivência do consultório relatos de pacientes, submetidos à cirurgia buco-maxilo-facial, referindo grande incômodo devido à parestesia pós-cirúrgica.


Os principais relatos são de formigamento,"pinicamento", pontadas, choques, dormência, irritabilidade, "carne morta",insensibilidade, ressecamento, queimação, dor, saliva que escorre, inchaço,dificuldade ao falar, incômodo, mordidas, preocupação de outros repararem, medo de tomar anestesia ou fazer outra cirurgia, constrangimento, sensação de pressão, alteração de paladar e olfato, estranhamento, dificuldade ao passar batom e ao escovar os dentes, ardência, rigidez, sensação de molhado, dificuldade ao comer e ao escovar os dentes. Muitas dessas sensações estão presentes ao mesmo tempo, de maneira pouco comum. Assim, pode-se presenciar por vezes relatos de falta de sensibilidade ao mesmo tempo em que o indivíduo refere choque, quando toca-se na área de teste.

Nota-se que o que leva o paciente a procurar ajuda geralmente não é somente a falta de sensibilidade,mas os transtornos que estas causam como formigamento intenso, constrangimentos, atividades diárias prejudicadas, irritação e dor, e o que leva o paciente a se considerar melhor é o desaparecimento desses mesmos sintomas, os quais o profissional nem sempre conseguem quantificar, pela subjetividade.

Há muitas controvérsias acerca do tratamento da parestesia, pois muitos profissionais afirmam que não há nenhum que seja realmente eficaz, e que esta vai regredindo com o tempo, porém, normalmente não sendo total essa regressão.

Porém, há vários estudos atualmente que discutem e comprovam a eficácia do LASER de baixa intensidade na regeneração de tecido nervoso, resgatando a sensibilidade que está ausente ou diminuída.

Os lasers de baixa intensidade representam uma fototerapia atérmica que emite uma energia caracterizada pela monocromaticidade, coerência e direcionalidade produzindo efeitos terapêuticos.

Estudos clínicos e experimentais recentes do uso do laser de baixa intensidade em nervos periféricos danificados mostram aumento da função do nervo, diminuição da formação de cicatriz, maior metabolismo dos neurónios e aumento da capacidade de formação de mielina.

A laserterapia também atua na regeneração das alterações neurossensooriais e neuromotoras periféricas. As lesões nervosas estão frequentemente associadas a procedimentos cirúrgicos. Lesões no nervo alveolar inferior e no nervo lingual têm sido descritas. A disfunção do nervo facial também tem sido relatada.

A literatura relata o tratamento com laser de lesões do nervo alveolar inferior com mais de 6 meses de evolução.Em estudo de 13 pacientes submetidos a osteotomia sagital, foram relatadas melhorias objetivas e subjetivas na percepção sensorial do grupo irradiado. Uma pesquisa realizada em 2006 os autores irradiaram 4 pacientes com parestesia e disestesia decorrente da cirurgia de terceiros molares inferiores e relataram progressiva melhoria em relação ao tempo(22). Consensualmente os trabalhos usaram um protocolo de irradiação com laser no espectro infra-vermelho e dose de 6 J/cm2. Os pontos de aplicação descritos na literatura para lesão do nervo alveolar inferior foram: lábio inferior,mento e foramen mentoniano (pontos extra-bucais).

Em um estudo realizado em 2003 os autores Guttknecht & Eduardo consideram justificável o emprego do laser de baixa intensidade no tratamento de parestesias,pois podem aumentar a amplitude do potencial de ação das células nervosas acelerando a regeneração destas, estimulando assim a função neurosensorial.

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A American Dental Association diz dentes do siso pode ser vantajosos para a boca, quando eles estão corretamente alinhados. Mas, por vezes, ...

Dor de mandíbula e a extração de dentes do siso


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A American Dental Association diz dentes do siso pode ser vantajosos para a boca, quando eles estão corretamente alinhados. Mas, por vezes, a mandíbula é simplesmente demasiado pequeno para fazer o quarto para sabedoria dentes. Eles podem crescer para os lados ou tornar-se impactado. Em alguns casos que causam dor e inchaço no maxilar. A solução é a extração.

Extração de dentes do siso

Alguns especialistas mantêm que os dentes do siso impactados sempre devem ser extraídos independentemente de se eles estão causando problemas. O consenso é que, mesmo se os dentes do siso impactados não estão criando problemas para você agora, mais cedo ou mais tarde eles vão.

Razões comuns para extração

Há circunstâncias que justifiquem claramente a extração de dentes do siso. Elas devem ser removidas se vêm apenas parcialmente através as gengivas porque que cria uma abertura para as bactérias que podem levar a goma doença. Isso pode causar dor, inchaço e rigidez na mandíbula.

Dentes do siso também deve sair se seu posicionamento incompatível vai perturbar e possivelmente danificar nas proximidades de dentes.

Sintomas

Você pode não perceber que um ou mais dos seus dentes de sabedoria são afetados, mas às vezes há indicações de que algo está errado. Alguns dos freqüentes sinais e sintomas de dentes do siso impactados são dor e inchaço e em torno da mandíbula. Você também pode ter uma dor persistente de dor de cabeça ou queixo e gomas vermelhas, inchadas e doloridas ao redor do dente impactado.

Extração

Muitas vezes um dente siso pode ser extraído no escritório do seu dentista usando anestesia local. Um cirurgião oral pode ser necessária se a extração é complexa, como quando um dente é muito afetado. Você pode estar sob anestesia geral para extrações mais difícil.

Para chegar a um dente siso, uma incisão deve ser feita na sua gengiva. Se o dente estiver parcialmente exposto seu cirurgião dentista ou oral pode tirá-lo com fórceps. Se ele é completamente impactado, ou quando suas raízes se estendem até agora até a queixada, o dente pode ter quebrado em pedaços pequenos a ser removido.

Pontos podem ser necessários para selar a lacuna na sua gengiva.

Após sua extração

Você pode exigir uma medicação dor prescrição se ocorrer dor intensa durante os primeiros dias após a sua cirurgia de extração. É comum ter inchaço da sua mandíbula e bochechas após a cirurgia. Sua dor e inchaço podem ser reduzidos mediante a aplicação de compressas de gelo. Você também pode perceber alguns hematomas ao redor de seu pescoço garra ou superior.

A maioria das pessoas experimentam uma recuperação rápida após a extração de dentes do siso.

Seu cirurgião dentista ou oral irá informá-lo de possíveis complicações, tais como dormência possível em suas gengivas, língua, queixo e dentes.

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Dor forte quando a pessoa mastiga ou ri, além de...

Fisioterapia para músculos faciais

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Dor forte quando a pessoa mastiga ou ri, além de ruídos ou estalos, são sintomas de que pode haver problemas na delicada região mandibular. Técnicas de relaxamento podem ser a melhor solução para manter o sorriso aberto.
Você sabia que a articulação da boca funciona como a do joelho? Sim, além de também ser sinovial, o que significa que possui uma maior mobilidade, comporta um menisco: o disco articular, que acompanha a mandíbula quando a boca faz o movimento de abertura.
Deu então para perceber que é uma região delicada como a do joelho, onde podem ocorrer com freqüência problemas na musculatura e na articulação. E quando há algum desequilíbrio musculoesquelético na região, que pode provocar espasmos na mandíbula ou deslocamento do disco, as dores podem se estender à coluna cervical, e atingir até mesmo os ombros e a cabeça.

A novidade é que agora os dentistas estão diagnosticando o problema muito mais rapidamente — não é para menos: se há 15 anos apenas 20% da população tinha problemas como o bruxismo, que leva ao ranger dos dentes e conseqüentemente à má oclusão (encaixe das arcadas dentárias) e ao desequilíbrio da articulação, hoje, por causa do estresse da vida moderna, 80% sofrem desses distúrbios. E devido à freqüência das queixas, os dentistas também estão buscando a solução em tratamentos integrados.

A fisioterapeuta Liriana Carneiro especializou-se em tratar de problemas causados por desordens temporomandibulares e dor orofacial. "É comum que a pessoa antes de chegar ao especialista certo já tenha passado por vários médicos. Uma cliente minha, por exemplo, chegou a arrancar três dentes porque seu dentista não identificava que o problema era muscular. Era um ponto gatilho do músculo masseter usado durante a mastigação que gerava dor irradiada para os dentes", conta ela.

Segundo a especialista, os principais sintomas de que pode haver problemas nos músculos ou na articulação da região mandibular são uma dor forte quando a pessoa mastiga ou ri, uma dor localizada na mandíbula ou que se estende a pescoço, face e cabeça, uma limitação de abertura da mandíbula, um travamento que pode ou não voltar para o lugar, além de ruídos ou estalos.

"Uma das formas de tratar é auxiliando fisioterapia, tratamento dentário e até medicamentos. O dentista pode receitar, por exemplo, uma placa para ser usada à noite que modificar os estímulos da região e reprogramar o cérebro. A fisioterapia poderá tratar da rigidez capsular, dos espasmos, das contraturas e das desordens dos músculos", diz Liriana.

Para o odontologista Marcelo Fonseca, presidente da Sociedade Brasileira de Odontologia Estética e Reparadora, as disfunções da região mandibular podem ser confundidas com otite. "É preciso estar atento à oclusão dos dentes, é o encaixe ideal que leva ao bom funcionamento dos músculos, que devem trabalhar de forma coordenada. Quando o encaixe é descentralizado é um início de um comprometimento da articulação", afirma.

Segundo ele, é preciso verificar se houve algum problema nos trabalhos de reabilitação oral. "Não basta fazer uma ponte ou pôr uma prótese, mas acompanhar de que forma está sendo feito o trabalho. Muitas vezes, em vez de se resolver um problema, cria-se outro", explica. Isso ocorre porque os dentes passam a encaixar mal e os músculos trabalham de forma desarmônica.

"A dor pode se manifestar em diferentes graus. Mas normalmente a dor se irradia para a região temporal", diz Fonseca. "Mas gente que sente dor na cervical pode estar com problemas na região mandibular", completa o especialista.

De acordo com ele, o dentista precisa avaliar que tratamento fará com o paciente, podendo até fazer novas restaurações para quem já tem prótese. "Oferecemos ainda um trabalho chamado Reset que trabalha com a desprogramação da musculatura em espasmo."

Esta técnica, utilizada pela terapeuta Lílian Knapp, relaxa 90% dos músculos do corpo e da face; acessa e energiza os meridianos de acupuntura; e oferece uma poderosa combinação de hidratação e relaxamento muscular.

 Diário de São Paulo

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O zumbido, também conhecido como tinido, tinnitus ou acúfeno, é uma percepção auditiva que não corresponde a um som real do ambiente. Trata-...

Saiba o que é o zumbido no ouvido



O zumbido, também conhecido como tinido, tinnitus ou acúfeno, é uma percepção auditiva que não corresponde a um som real do ambiente. Trata-se de um sintoma e não de uma doença, que pode vir acompanhada da redução da audição, principalmente em decorrência do envelhecimento.

Quando acontece

Ele é consequência de alterações em alguma estrutura da via auditiva. Entre elas destacam-se o acúmulo de cerúmen no canal do ouvido (orelha externa), as infecções, doenças do labirinto e exposição a sons intensos. Um exemplo típico são os shows de rock: logo após um espetáculo desse tipo, as pessoas podem sentir um zumbido, além de apresentar dificuldade para ouvir. Se os sintomas persistirem é necessário procurar ajuda médica. Outra causa comum é o consumo de altas doses de medicamentos que podem ser tóxicos para o ouvido interno: anti-inflamatórios, não-esteroides, ácidos acetilsalicílicos (aspirina), alguns diuréticos e antibióticos, quinino  e drogas similares, bem como a quimioterapia. O sintoma também se relaciona ao diabetes, pressão alta, alterações da coluna cervical, disfunções da articulação temporomandibular (aTM), ansiedade e até depressão. Consumo excessivo de açúcares ou cafeína gera ou agrava o problema em alguns pacientes. Carência de vitamina B12 e doenças que aumentam a pressão sanguínea (hipertiroidismo) ou diminuem a viscosidade do sangue (anemia) estão relacionadas ao zumbido pulsátil.

Diversos tipos

Os mais comuns podem representar o badalar dos sinos, rugidos, o som de um grilo, apitos, assobios, chuva, motor, panela de pressão, abelhas, sons musicais etc., que são identificados em um ou nos dois ouvidos e até na cabeça. Há pacientes que são capazes de ouvir mais de um tipo de tinido ao mesmo tempo; outros, ouvem uma conversa que ninguém mais é capaz de ouvir. Nesses casos, os especialistas dizem que não se trata de um zumbido, mas de uma alucinação auditiva. Outro tipo é o pulsátil, quando a pessoa consegue ouvir as batidas do seu próprio coração.

Como é feito o diagnóstico

Quem possui o sintoma deve procurar a ajuda de um otorrinolaringologista. O especialista fará uma série de perguntas sobre a saúde geral e auditiva do paciente e, dependendo da suspeita, solicitará exames de sangue e de imagem (radiografias, tomografias etc.), assim como uma audiometria, para saber como está a audição do paciente, ou uma avaliação otoneurológica, para observar a audição e o labirinto. Testes oftalmológicos poderão ser requisitados, já que o zumbido é um sintoma de uma doença chamada papiledema (inchaço do nervo óptico). Munido de todas essas informações, o médico estará em condições de diagnosticar sua(s) verdadeira(s) causa(s).

Você pode se prevenir

E a melhor forma de fazê-lo é mantendo uma alimentação saudável e equilibrada, praticando exercícios físicos moderados e combatendo o estresse. A essas condutas some a providência de evitar exposição a sons intensos. Limitar o consumo de sal e cafeína, assim como outros estimulantes (chá e refrigerantes do tipo cola) e chocolate, é aconselhável. A restrição ao sal se refere a uma doença denominada Menière, caracterizada pelo acúmulo de líquido em uma parte do labirinto, o que causaria tinido. A cafeína e  substâncias similares estão relacionadas ao aumento do sintoma, embora ainda não se saiba de que forma ela atua para isso.

Há cura?

Uma vez identificada a causa, e se ela estiver ligada a uma doença ou alteração tratável, a terapia adequada eliminará completamente o zumbido. Contudo, pode não ser possível livrar-se dele totalmente. Em alguns casos, não há cura, como quando o sintoma é decorrente da perda auditiva induzida por ruídos. Outra hipótese é que, apesar dos esforços clínicos, não se encontre a razão por que ele se manifesta. A boa notícia: mesmo para esses pacientes há tratamentos, medicamentosos e terapêuticos, que minimizam o desconforto. Outra condição positiva é que não é comum a piora do zumbido ao longo do tempo. Na maioria dos casos ele ficará estável, tendendo a ser cada vez menos percebido. Soluções cirúrgicas podem ser indicadas, mas são raras.

Conselhos do especialista

Na hora da consulta médica, aproveite para tirar todas as suas dúvidas. O paciente precisa entender exatamente o que está acontecendo com sua audição e por que tem o zumbido: só assim ficará mais tranquilo e pouco a pouco deixará de monitorá-lo, aumentando a chance de deixar de percebê-lo com tanta clareza e frequência.
Pessoas com zumbido devem evitar locais silenciosos, onde o som se destaca e incomoda.
Evite o uso de protetores auditivos: eles só devem ser usados em locais com ruído excessivo
Se houver perda auditiva e zumbido, renda-se ao aparelho auditivo: seu uso diminui o tinido.
Quem sofre com depressão e ansiedade tem chances de ter seu quadro agravado pelo zumbido. Nesses casos, a terapia cognitivo-comportamental (TCC) pode ajudar.

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Por definição, um ponto gatilho é um local no músculo altamente irritável que se apresenta rígido à palpação e que produz: dor, limitação n...

Como eliminar os pontos gatilhos


Por definição, um ponto gatilho é um local no músculo altamente irritável que se apresenta rígido à palpação e que produz: dor, limitação na amplitude de alongamento, fraqueza sem atrofia e sem déficit neurológico.

Podem ser extintos com o uso de diferentes tipos de manipulação, como: massagem ou automassagem local (com bolinhas de squash, tênis ou de fisioterapia manual) e exercícios de alongamento. Deve-se ter cautela quanto à pressão a ser empregada e o sentido adequado dos exercícios de alongamentos. Com a melhora da circulação local pode ocorrer a diminuição ou até eliminação do estado de rigidez. Existem 3 tipos de pontos gatilho, cuja classificação ajuda a perceber a relação entre estes e os sintomas que desencadeiam, a saber:

ativos: são fonte continua de dor e provocam um padrão de dor referida na digitopressão, ou seja, quando o ponto gatilho é pressionado com o dedo, com o indivíduo sentindo dor em outro local (dor referida). São mais comuns em mulheres entre 30 e 50 anos, mas são encontrados em todas as idades e também em homens. É o mais fácil de diagnosticar uma vez conhecidos os sintomas associados ou a zona de dor referida, como:

no trapézio: podem provocar dor na base da nuca e que desencadeiam pontos locais que, por seu lado, irão desencadear dor em regiões referidas.

no músculo esternocleidomastoideu: dor na região do músculo masseter e ativa pontos locais que irão desencadear novas zonas de dor referida.

latentes: não provocam dor espontânea, mas a desencadeiam quando sujeitos a pressão ou apenas manipulados.

satélite: que surgem na zona de dor referida de outros.

Por seu lado, quando existem múltiplos pontos gatilhos (ativos com satélite), o diagnóstico e tratamento se complicam, tornando-se crucial saberem-se exatamente quais as zonas de dor referida e as diferentes relações entre eles.

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As articulações temporomandibulares (ATM), localizadas logo à frente do ouvido, unem o crânio à mandíbula e servem para mastigar, fa...

Dores de cabeça e zumbidos podem ser sinais de disfunção da articulação temporomandibular

As articulações temporomandibulares (ATM), localizadas logo à frente do ouvido, unem o crânio à mandíbula e servem para mastigar, falar e engolir. A disfunção da ATM, ou funcionamento anormal dessas articulações, causa dores de cabeça, zumbidos, limitação na abertura bucal, dor ao mastigar e estalos.

"A DTM (disfunção temporomandibular) e Dor Orofacial é uma especialidade odontológica, reconhecida e regulamentada pelo CFO (Conselho Federal de Odontologia) desde 2002. Os especialistas recebem formação bastante específica para lidar com o paciente com dor", explica o dr. João Paulo Tanganeli, Presidente da Câmara Técnica DTM Dor Orofacial do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP) e especialista em DTM Dor Orofacial pelo Conselho Federal de Odontologia.

"DTM é uma condição multifatorial e, portanto, com a presença de mais de uma causa. Por exemplo: estresse, hábitos parafuncionais (roer as unhas, morder o lábio e apertar os dentes), traumas, etc. Algumas condições podem, inclusive, ser comuns entre pessoas da mesma família, pois há uma provável predisposição genética, especialmente para as formas crônicas", esclarece o dentista.

Como diversas podem ser as causas, a prevenção consiste em abolir ou control(ar) certos hábitos, como roer unhas, mascar chicletes, bem como evitar o estresse.

Diagnóstico

O diagnóstico é essencialmente clínico. Se necessário, são requisitados exames complementares como ressonância magnética, tomografia, entre outros, explica o especialista.

"Há disfunções noturnas e diurnas, com tratamentos específicos para cada caso. No diurno, são consideradas mudanças comportamentais, terapia muscular, desativação dos pontos gatilhos e interferências oclusais. Para os tratamentos noturnos são utilizadas placas estabilizadoras, além de sessões de fisioterapia e fonoaudiologia, que auxiliam no reposicionamento dos dentes."

De acordo com o dr. João Paulo, se não for feito o tratamento adequado, como não existe um único tipo de DTM, o aparecimento de complicações depende da causa da disfunção.

"É importante um bom diagnóstico e conduta clínica adequada a cada caso."

A DTM é mais comum em mulheres, que costumam apresentar queixas entre a segunda e a quarta década de vida.

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A dor na região cervical da coluna é chamada de cervicalgia. Quando acontece de maneira transitória é popularmente conhecida como torcic...

Torcicolo, Cervicalgia e Sindromes miofasciais




A dor na região cervical da coluna é chamada de cervicalgia. Quando acontece de maneira transitória é popularmente conhecida como torcicolo. Cerca de 30% da população mundial apresentará cervicalgia no decorrer da vida. No Brasil, acredita-se que 55% da população terão estes sintomas, sendo que destes, 12% das mulheres e 9% dos homens terão cervicalgia crônica.

O torcicolo é a cervicalgia aguda e na maioria das vezes autolimitada, ou seja, os sintomas desaparecem sozinhos por volta de uma semana. Geralmente causado por uma noite mal dormida. Quando os sintomas persistem, é denominada cervicalgia e deve receber uma maior atenção.

A cervicalgia se instala de maneira insidiosa, ou seja, os sintomas se intensificam vagarosamente. Estes sintomas são: diminuição da amplitude de movimento(pescoço se movimenta menos), postura antiálgica(o paciente adota uma postura de defesa para diminuir a dor), dor que piora com movimentos e com palpação muscular e a rigidez muscular.

As causas mais comuns de cervicalgia:
-Síndrome Dolorosa Miofascial-é a mais comum, posturas viciosas e o estresse são as causas mais freqüentes. (Ver Post “Síndrome Dolorosa Miofascial”)
-Osteoartrose- a alteração degenerativa das articulações causada pelo envelhecimento pode levar à deformidades da coluna cervical provocando dor (Ver post “Artrose é doença de idosos?” e “Tratamento da artrose”)
-Traumáticas- a mais comum é a Síndrome do Chicote que acontece nos acidentes automobilísticos.
-Fraturas
-Inflamatórias- devido a doenças reumatológicas como artrite reumatóide, Lupus, espondilite anquilosante,etc…
-Infecciosas-meningite, caxumba,abscessos, etc…
- Disfunção da articulação temporo-mandibular (ATM)
-Metabólicas- osteoporose com fratura (ver Post “Osteoporose dói?”)
-Tumores locais ou metastáticos
-Congênito- devido a alterações musculares congênitas.
-Estenose do Canal Vertebral- diminuição do canal vertebral, no qual se encontra a medula, devido a processo degerativo.
-Hérnia discal- desencadeará dor em região cervical com irradiação para os braços, associado a formigamentos, perda de força e sensibilidade (Ver post “A Hérnia Discal” e “Causas e Consequências da Hérnia Discal”).

Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é feito através de uma boa avaliação clínica do paciente associada a exames que podem auxiliar tanto no diagnóstico como no tratamento da Cervicalgia.
Os exames mais utilizados, conforme a necessidade de cada caso, são: RX de Coluna cervical e panorâmico, Tomografia computadorizada, ressonância magnética, eletroneuromiografia e até termografia.


Qual o tratamento mais indicado?
Nos casos dos torcicolos que persistem por até uma semana, indica-se o uso de antiinflamatórios e relaxantes musculares, calor local (pode ser com uma bolsa de água quente) e retirada dos fatores desencadeantes da dor.Exercícios de alongamento regulares são benéficos para a prevenção da recorrência do torcicolo.
Nos casos de cervicalgia crônica, são utilizadas medicações para dor crônica, associada a um programa de reabilitação que visa melhora dos sintomas e prevenção da recorrência dos sintomas.
Raros são os casos cirúrgicos.

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A dor de cabeça aparece diariamente em todos os tipos de pessoa e, também, pelas mais diversas causas. Elas vão desde as mais simples até ...

Bruxismo pode ser causa de dor de cabeça constante



A dor de cabeça aparece diariamente em todos os tipos de pessoa e, também, pelas mais diversas causas. Elas vão desde as mais simples até infecções mais complexas. Além disso, essa dor pode ser ocasionada pelo bruxismo, o que muita gente nem sabe se tem e que pode provocar danos consideráveis à saúde.

Gerson Köhler, especialista em ortodontia e ortopedia facial da Köhler Ortofacial, explica que o bruxismo, em termos médicos, é uma resposta psicofisiológica caracterizada pelo ranger dos dentes sem objetivo funcional. Noites mal dormidas também podem ser resultado desse problema. "O bruxismo noturno é o mais comum e é considerado um dos vários distúrbios que afetam o sono", comenta.

O que acontece é que a pessoa acaba movimentando em excesso a musculatura mastigatória e isso traz alguns malefícios. "A exacerbação é percebida na intensidade e na frequência dos movimentos. Essa tensão muscular exagerada tem como uma de suas consequências o surgimento das dores de cabeça tensionais ao redor do crânio, denominadas tecnicamente como cefaléias tensionais pericranianas. O desconforto é mais forte na área das têmporas", explica.

O bruxismo pode ocorrer tanto de dia quanto à noite e precisa de tratamento. Gerson diz que "ele pode ser detectado pela pessoa que dorme ao lado do portador. Os movimentos produzem ruídos característicos e que denunciam a condição". É pela polissonografia que ele pode ser diagnosticado. Esse exame identifica os distúrbios do sono.

Juarez Köhler, especialista em ortodontia e ortopedia facial, conta que o tratamento do bruxismo, e também das consequências que ele ocasiona, pode ser feito por processos odontológicos, como com a utilização de aparelhos intrabucais, para relaxar a musculatura, e até mesmo com a reorganização da posição dos dentes. Além disso, se for prescrito, o paciente pode ser orientado a tomar alguma medicação para diminuir a ansiedade e tensão. Juarez comenta que essas dores de cabeça afetam mais as mulheres do que os homens. "As mulheres estão mais sujeitas ao estresse emocional do que os homens, aumentando o risco de sofrer com o bruxismo e outros distúrbios que comprometem a saúde geral do organismo. O tratamento é fundamental, pois o bruxismo é extremamente destrutivo para a estrutura dentária, seus tecidos de suporte, as articulações da mandíbula e até para o ouvido", alerta.

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O músculo trapézio é um enorme músculo localizado na base do pescoço, alongando-se até a omoplata. Várias situações ou ações podem causar e...

Espasmos do músculo trapézio


O músculo trapézio é um enorme músculo localizado na base do pescoço, alongando-se até a omoplata. Várias situações ou ações podem causar espasmo nesse músculo, necessitando às vezes uma consulta ao médico. Por essa razão, é importante compreender as causas e os tratamentos para a tensão muscular no trapézio.

Definição

Espasmos do músculo trapézio podem vir acompanhados de rigidez, dores, formigamento e fraqueza. Quando o músculo sofre espasmo, as fibras musculares internas contraem-se todas ao mesmo tempo. Essas fibras contraídas interrompem o fluxo sanguíneo na região do músculo, resultando em mais dores e irritação. As dores intensificam o espasmo muscular. Diferentemente das cãibras, os espasmos não aliviam com o movimento. Muito pelo contrário, o melhor a se fazer é deixar o músculo o mais imóvel possível sempre que um espasmo ocorrer.

Causas

Os espasmos musculares no trapézio normalmente surgem quando o músculo estiver rasgado, esticado ou tenso. Pode ocorrer a partir de uma queda inesperada, ao levantar objetos pesados ​​com frequência, flexionar erradamente ao levantar objetos ou movimentar bruscamente. A dra. Irene von Estorff, autora do livro "Sintomas, causas e curas", explica que os músculos do pescoço e das costas são muito suscetíveis a espasmos, pois muitas vezes já se encontram tensos e comprimidos devido a ações do dia a dia.

Tratamento

Para aliviar o desconforto muscular, esfregue um cubo de gelo sobre o músculo por aproximadamente cinco minutos. Isso ajudará a contrair os vasos sanguíneos, causando relaxamento. Tome um anti-inflamatório como o ibuprofeno para aliviar dores e prevenir inflamações. Caso os espasmos não cessem após três dias, cubra o músculo trapézio com uma toalha úmida e quente por vinte minutos para promover o fluxo sanguíneo e aliviar dores e inchaços.

Advertências

O site da ABC News adverte que dores muito severas no pescoço e nas costas devem ser tratadas por um médico. Espasmos repentinos acompanhados de formigamento, fraqueza ou dormência podem ser sinais de danos no nervo ou disco rompido. Se não tratadas, as dores crônicas nas costas podem enfraquecer os músculos e até causar atrofia. Além de resultar em mais dores, essa condição potencialmente fatal pode acarretar em dificuldades para caminhar, complicações em mexer com a cabeça ou até dificuldades respiratórias.

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O que a mandíbula tem a ver com as dores de coluna? Muita coisa. Disfunções na articulação têmporo-mandibular (ATM), aquela responsável pel...

A mandíbula e a coluna vertebral


O que a mandíbula tem a ver com as dores de coluna? Muita coisa. Disfunções na articulação têmporo-mandibular (ATM), aquela responsável pela mastigação, pelo abrir e fechar da boca, pelo bocejar e o beijar, podem provocar problemas na coluna lombar, na cervical, no pescoço. E vice-versa. A razão da ligação tão íntima entre as duas partes do corpo são as fáscias, uma película que envolve todos os músculos do corpo. Elas podem ser o caminho para se descobrir a causa de dores que atrapalham o dia-a-dia.

— Existem cadeias inteiras de mais de um músculo unidas por um único conjunto de fáscias específicas. A fáscia superficial cervical, por exemplo, está ligada da cervical até o quadril posteriormente ao corpo. E anteriormente da mandíbula até a pelve. Uma lesão na pelve pode, através do sistema fascial, atingir a ATM e vice-versa. As tensões se transmitem passando de uma estrutura próxima, para a mais distante ao longo de uma cadeia miofascial — explica a fisioterapeuta, Elaine Monteiro de Carvalho.

Segundo a osteopata, é muito freqüente que as mulheres tenham problemas de ATM, devido ao estresse, à flexibilidade natural e a fatores hormonais. O tratamento deve ser integrado a todo corpo e não isolado.

— Cerca de 85% das mulheres apresentam ATM, primeiro porque são muito mais flexíveis do que os homens, depois porque vêm sofrendo muito com o estresse. E ainda têm os fatores hormonais, que influenciam esse tipo de problema. Na osteopatia, trabalhamos com a correlação de tecidos musculares. Interpretamos a dor como um trilho que vai correndo o corpo todo. E por isso precisamos tratar de todas as estruturas musculares, trabalhar o corpo de forma holística, buscando o reequilíbrio de ossos, músculos de sustentação e ligamentos — garante a especialista.

Para o fisioterapeuta Ney Meziar, a osteopatia apresenta um bom resultado no tratamento de dores lombares quando vem associada ao método de estabilização segmentar vertebral: ”O paciente, numa crise de lombalgia, pode recorrer às manipulações da osteopatia para sair mais rapidamente da crise. Mas para se manter longe da dor, é necessário um trabalho de estabilização segmentar vertebral, pelo qual o paciente aprende a contrair os músculos da coluna lombar e pratica essas contrações no dia-a-dia.

Para o odontólogo Miguel Monteiro de Carvalho, o mais importante é haver um equilíbrio entre dentes e músculos da mastigação, que formam a ATM. ”Os músculos devem trabalhar de forma coordenada e para isso a oclusão deve estar equilibrada. A má oclusão pode levar ao espasmo muscular e a uma disfunção têmporo-mandibular, comprometendo a articulação. Os músculos passam a trabalhar de forma desarmônica, desequilibrando todo o sistema, inclusive o corporal — explica.

Segundo esses especialistas, a boca não pode ser mais vista exclusivamente como um aparelho mastigatório, mas, sim, como uma estrutura que participa dos processos respiratório, bioquímico e emocional.

As transformações ortopédicas e ortodônticas atuam sobre numerosas ramificações do sistema nervoso central, em benefício da respiração, da digestão, das circulações sanguínea e linfática, da movimentação, da integração postural e psíquica do indivíduo. A odontologia em conjunto com a fisioterapia sistêmica são capazes de identificar se os problemas são ascendentes (da coluna para a cabeça) ou descendentes (da cabeça para a coluna).

A paciente Alda Ludwig sentiu na pele os benefícios de uma equipe de fisioterapeuta e odontologia integrada: “ Tinha muita dor de cabeça, dor de ouvido e dor na cervical. Não conseguia fazer exercício algum, nem caminhar. Tomava muito remédio e ficava mais deprimida. Com o trabalho de fisioterapia e osteopatia, fui liberando as articulações. Depois, fui fortalecendo a musculatura. Precisei depois corrigir minha oclusão. Enquanto uma especialista mexia nos dentes a outra cuidava do corpo. O resultado foi maravilhoso, conclui.

Fonte

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Bruxismo é o hábito de ranger ou apertar os dentes durante o sono e é muito comum em crianças que estão sofrendo algum tipo de problema emo...

Bruxismo na infância


Bruxismo é o hábito de ranger ou apertar os dentes durante o sono e é muito comum em crianças que estão sofrendo algum tipo de problema emocional ou estresse. Estudos mostram que 30% dos pequenos entre 3 a 6 anos de idade apresentam o sintoma e usam o ranger dos dentes como uma válvula de escape.

Segundo o Dr. Daniel S. Peel, especialista em periodontia e implantodontia, normalmente as causas do bruxismo são de caráter emocional e psicológico, relacionada ao alto nível de estresse, ou algum problema em que o paciente enfrentando. “Têm tendência a terem bruxismo crianças em fase de mudança, como mudança de escola, época de provas, competições escolares, divórcio dos pais, cobrança excessiva para se sair bem em alguma tarefa, hiperatividade e distúrbios neurológicos como autismo”.

Essa sobrecarga de força de um dente no outro pode acarretar muitos problemas para a criança. “As consequências são uma má posição nos dentes, ou uma diferença de tempo na erupção dos dentes de leite, podendo causar uma desarmonia entre os arcos dentários. Para compensar essa falha, a criança tenta encontrar uma posição mais confortável, o que a faz ranger ou apertar os dentes”, explica o dentista.

O especialista afirma ainda que o bruxismo pode causar, além de desgaste dos dentes, problemas na gengiva, na articulação da mandíbula (ATM), dores de cabeça e até dor de ouvido e dores na nuca. Fatores sistêmicos como rinite, alergias respiratórias e dormir de boca aberta podem contribuir e causar o bruxismo nas crianças.

Uma das maiores dificuldades dos pais é perceber esse problema nos filhos. “Muitas vezes as crianças relatam que estão com dores de cabeça ou que os dentes estão doendo ou moles e o pais acham que os dentes de leite estão caindo para nascerem os permanentes, mesmo que não esteja ainda na época de os permanentes erupicionarem”, alerta o Dr. Peel.

A recomendação é que os pais consultem sempre um dentista odontopediatra para acompanhar o crescimento e erupção dos dentes da criança. Dessa forma, é possível fazer um diagnostico precoce e correto, diminuindo ou até evitando problemas futuros.

O tratamento do bruxismo é simples, dependo da causa diagnosticada. Geralmente, são feitas restaurações nos dentes, uso de aparelhos dentários relaxantes, indicação de técnicas relaxantes e remoção dos fatores de stress e cobrança. Pratica de esportes e exercícios também são uma boa forma de tratamento. Dependendo do caso, um acompanhamento psicológico pode ser necessário. Todo o tratamento deve ser feito sob a orientação e acompanhamento de um profissional da saúde especializado.


Paula R. F. Dabus

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A cirurgia ortognática é um procedimento cirúrgico que tem o objetivo de colocar a maxila e a mandíbula em uma relação adequada, corrigin...

Fisioterapia pós-operatório de cirurgias ortognáticas




A cirurgia ortognática é um procedimento cirúrgico que tem o objetivo de colocar a maxila e a mandíbula em uma relação adequada, corrigindo os problemas dentários (oclusão e mastigação) e esqueléticos (faciais). Elimina as deformidades dentofaciais, trazendo harmonia facial e uma grande melhora na estética facial. A fisioterapia é feita após o processo cirúrgico com o objetivo de reduzir totalmente o quadro de dor, reduzir e eliminar o edema (inchaço), recuperar da ADM os movimento da ATM, restabelecer as funções de mastigação, deglutição e minimizar os deslocamentos do disco articular.

A fisioterapia atua na fase aguda do pós-operatório prevenindo principalmente das aderências teciduais faciais, bucais, fibroses, controle do edema facial e na redução das possíveis dores da musculatura mastigatória e da coluna cervical. Na fase crônica, depois da liberação do bloqueio, a intervenção age para ganhar amplitude nos movimentos da boca para torná-los o mais funcional possível. Há redução da parestesia (redução da sensibilidade), o fortalecimento da musculatura mastigatória e cervical, a liberação da musculatura de mímica facial e a reeducação postural.

Durante a primeira ou segunda semana, ou seja, durante a fase inflamatória aguda, pode-se lançar mão da crioterapia (terapia com gelo-frio) e da estimulação elétrica para reduzir a dor e a defesa muscular e conter o processo inflamatório. Durante ou no final deste período pode haver a introduzir os exercícios isométricos e a abertura controlada da boca com a língua apoiada contra o céu da boca, sempre dentro dos limites de dor do paciente.

Progressivamente aumentam os exercícios ativos, passivos e contra-resistência, a medida que a inflamação regride. Os exercícios delicados de mobilização articular podem ser instituídos no paciente que estiver progredindo bem e que apresenta dificuldade em readquirir a mobilidade, podendo avançar os graus de amplitude, desde que os tecidos tolerem. Os exercícios domiciliares, destinados a melhorar a amplitude dos movimentos, a capacidade funcional e o controle neuromuscular podem ser ampliados de conformidade com a cicatrização dos tecidos.

Os recursos e técnicas utilizados pela fisioterapia são:

- Liberação miofascial
- Drenagem linfática manual
- Alongamento da musculatura da coluna cervical
- Técnicas musculares e articulares específicas para ATM
- Fortalecimento muscular (exercícios isométricos, isotônicos concêntricos e excêntricos)
- Técnicas craniocervicais
- Laserterapia
- Treinamento com hiperbolóides

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Os resultados de algumas investigações levadas a cabo por uma equipa espanhola especializada em dor miofascial, na qual se incluem alguns...

Pontos-gatilho na origem de sintomas e limitações de cervicalgia mecânica




Os resultados de algumas investigações levadas a cabo por uma equipa espanhola especializada em dor miofascial, na qual se incluem alguns dos formadores da área da MASTER, sugerem que pode existir uma relação entre o segmento cervical e o complexo sensório-motor.

Com o intuito de investigar a presença de pontos-gatilho miofasciais activos em mais músculos do que investigações anteriores já haviam estudado e qual a sua relação com a intensidade de dor, a incapacidade e a qualidade do sono na dor mecânica cervical, uma equipa especialista em dor miofascial da Universidade Rei Juan Carlos (Espanha) reuniu 15 pacientes com dor associada a cervicalgia de origem mecânica e comparou os pontos-gatilho do trapézio superior, esternocleidomastóideo, esplénio, semiespinhoso e os músculos escalenos com 12 participantes de controlo,num estudo duplo cego.

Considerados apenas os pontos-gatilho referidos como sintoma familiar, medida a dor e a qualidade de sono através de escalas internacionalmente reconhecidas, constataram que os pacientes com dor por cervicalgia mecânica apresentaram maior número de pontos-gatilho activos, maior incapacidade e pior qualidade de sono do que os indivíduos do grupo de controlo. A equipa concluiu que a dor associada aos pontos-gatilho activos nos músculos do pescoço e ombros contribui para os sintomas de cervicalgia mecânica.

A mesma equipa de investigação, estudou ainda os pontos-gatilho nos músculos mastigadores (masséter e temporal), em 20 pacientes com cervicalgia mecânica e concluiu que quanto mais pontos-gatilho nesses músculos, menor a capacidade de abertura da mandíbula.

Estes resultados podem sugerir uma correlação do segmento cervical para o complexo nuclear trigeminal (complexo sensório-motor).

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A ATM é a articulação pela qual a mandíbula se conecta com o crânio. Problemas dolorosos com a ATM ocorrem em pessoas que apresentam má-oc...

Cervicalgia e a ATM



A ATM é a articulação pela qual a mandíbula se conecta com o crânio. Problemas dolorosos com a ATM ocorrem em pessoas que apresentam má-oclusão dentária, rangem os dentes, utilizam a articulação de maneira inadequada ou apresentam outras doenças. Como o pescoço e a ATM estão diretamente relacionadas, a DATM pode causar cervicalgia e vice-versa. Numa sucessão de mordidas erradas, desgastes e compensações, o corpo se encarrega de adequar, nesse caso negativamente, articulações, músculos e ossos, o que resulta em dor cervical. Em alguns casos o dentista deve criar um dispositivo oral que permita a articulação repousar e permite finalizar o tratamento da cervicalgia associada. O fisioterapeuta também pode ajudar a minimzar a dor na mandíula através de um programa de exercícios especial.

A ATM é a articulação pela qual a mandíbula se conecta com o crânio. Problemas dolorosos com a ATM ocorrem em pessoas que apresentam má-oclusão dentária, rangem os dentes, utilizam a articulação de maneira inadequada ou apresentam outras doenças. Como o pescoço e a ATM estão diretamente relacionadas, a DATM pode causar cervicalgia e vice-versa. Numa sucessão de mordidas erradas, desgastes e compensações, o corpo se encarrega de adequar, nesse caso negativamente, articulações, músculos e ossos, o que resulta em dor cervical. Em alguns casos o dentista deve criar um dispositivo oral que permita a articulação repousar e permite finalizar o tratamento da cervicalgia associada. O fisioterapeuta também pode ajudar a minimzar a dor na mandíula através de um programa de exercícios especial.

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O objetivo desta página é ilustrar, de maneira simples, as posições e os movimentos normais da mandíbula, para complementar as aulas de din...

Biomecâmica da Articulação Temporo-Mandibular


O objetivo desta página é ilustrar, de maneira simples, as posições e os movimentos normais da mandíbula, para complementar as aulas de dinâmica da articulação temporomandibular e oclusão dental e melhor preparar o aluno ingressante de Odontologia para a seqüência de seu curso. A movimentação explicada a seguir deve ser reproduzida pelo próprio estudante, para melhor entendimento do que se quer ensinar.


Posição de repouso: para considerar a primeira posição postural neste estudo, imagina-se uma pessoa em pé ou sentada olhando para frente e para longe, com os lábios em leve contato e a mandíbula relaxada, sem tensão. É esta a posição de repouso da mandíbula, na qual os músculos mandibulares estão em contração mínima, contraídos apenas o suficiente para manter a postura. Os dentes superiores e inferiores não estão em contato e o espaço entre eles é chamado espaço livre ou interoclusal.
É claro que certos fatores podem interferir na constância dessa posição; por exemplo, a dor, o estresse físico e emocional e a postura. Se a cabeça for inclinada para trás, a relação maxila–mandíbula se modificará, aumentando o espaço livre. Por outro lado, se a cabeça for inclinada para frente, poderá mesmo eliminar completamente o espaço livre. A posição de repouso é importante para o descanso muscular e alívio das estruturas de suporte dental.

Oclusão central: a partir da posição de repouso, a mandíbula pode ser elevada até o contato máximo dos dentes inferiores com os superiores. Ela fica, assim, na chamada posição de oclusão central, que é a posição de maior número de contatos entre os dentes. A pessoa despende esforço para manter seus maxilares fechados nessa posição por algum tempo, pois os músculos elevadores da mandíbula devem permanecer contraídos.

Relação central: a partir da oclusão central, os dentes podem ser mantidos apenas em ligeiro contato e, então, a mandíbula pode ser movida para trás, em um movimento de retrusão da ordem de 1 a 2mm (1,25 em média). Mas há um ponto além do qual a mandíbula não pode ir. Nesse ponto, ela alcança sua posição mais retrusiva, que é a posição de relação central na dimensão vertical de oclusão.

Apesar de a mandíbula estar na posição mais posterior ou retrusiva que ela possa adotar, há um espaço entre o côndilo e o processo retroarticular. Obviamente, então, o movimento posterior não é limitado pelo contato direto de superfícies ósseas, mas por músculos e ligamentos. O mesmo acontece nas limitações dos movimentos de abertura, protrusão e lateralidade. Deve-se lembrar de que o coxim retrodiscal é ricamente inervado, o que produz estímulos sensitivos gerais e proprioceptivos, impedindo de maneira normal sua compressão. Esta ocorre somente quando existe desvio nessa engrenagem, levando a mandíbula (e o côndilo) a se deslocar para um dos lados.



Movimentos no plano sagital: na abertura da boca a partir da posição de relação central e conservando-se a mandíbula na posição mais retrusiva, durante os primeiros 5 a 20mm deste movimento a mandíbula roda em um movimento de charneira puro, ou rotação, em torno de um eixo de charneira (transversal) no côndilo. Este não se desloca para frente, mas simplesmente roda em torno de um eixo .

Se a boca continuar a ser aberta, chega-se a um ponto onde o movimento condilar muda de rotação em charneira pura, para movimento de deslizamento anterior, conhecido como translação. Separando-se os maxilares o máximo possível, chega-se à abertura máxima, posição que não pode ser ultrapassada.

Da posição de abertura máxima, a mandíbula pode ser deslocada para frente e para cima, isto é, movimentos de protrusão e elevação concomitantes, o máximo possível. Alcança, assim, a mandíbula sua posição mais protrusiva. Nessa posição, a borda incisal do incisivo inferior fica em um nível mais alto que a borda incisal do incisivo superior.

O movimento seguinte é a translação da mandíbula para trás, enquanto se mantêm os dentes em leve contato. Quando os incisivos inferiores encontram os superiores, a mandíbula deve abaixar um pouco para permitir que os dentes se cruzem. Daí a mandíbula se desloca até chegar à oclusão central.

O gráfico traçado é um esquema dos limites extremos dos movimentos mandibulares normais, os movimentos bordejantes da mandíbula. Esse gráfico sagital foi descrito pela primeira vez por Posselt. É claro que a mandíbula não se movimenta rotineiramente nas bordas extremas do gráfico. Ela se move livre e fácil dentro do gráfico, em movimentos intrabordejantes, nas funções de falar, mastigar etc. Destes, o movimento mais reprodutível é o que ocorre quando se abre bem a boca, inconscientemente, e a fecha diretamente em oclusão central. Esse movimento é conhecido por fechamento habitual.

Movimentos no plano frontal

Os movimentos mandibulares podem ser vistos de frente, isto é, tendo-se como referência o plano frontal.
No movimento lateral direito, a partir da oclusão central (Fig. 8), o côndilo esquerdo desloca-se para baixo e para frente (e ligeiramente para medial), enquanto o direito permanece em posição na fossa mandibular.


Se desta translação unilateral direita a mandíbula for movida a uma posição de abertura máxima, o côndilo direito desliza para frente. Enquanto ele vai para frente, ambos os côndilos também entram em rotação até seus limites máximos (translação e rotação condilar bilateral);

O fechamento da boca iniciado na posição de abertura máxima e terminado na posição lateral esquerda é conseguido pela translação posterior do côndilo esquerdo, enquanto o côndilo direito permanece na posição avançada. Alguma rotação ocorre em ambos os côndilos.

Da posição lateral esquerda, um movimento para trás até a oclusão central envolve a translação posterior do côndilo direito e a rotação de ambos os côndilos, até que os dentes entrem em oclusão central (Fig. 12). O gráfico de movimento traçado pelo incisivo inferior representa as bordas dos movimentos mandibulares máximos no plano frontal, ou movimentos bordejantes. Movimentos normais dos atos de mastigar e de falar são intrabordejantes.

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Desgastes nos dentes, raiz exposta, restaurações que quebram com frequência, dentes permanentes moles, retrações na gengiva e até dores na...

Bruxismo pode desencadear problemas até na coluna cervical



Desgastes nos dentes, raiz exposta, restaurações que quebram com frequência, dentes permanentes moles, retrações na gengiva e até dores na cervical podem ser sinais de que você tem bruxismo. A patologia é uma disfunção da articulação temporomandibular (ATM) que acomete as pessoas, na grande maioria das vezes, durante a noite.

“Além de dores na face, na cabeça, o bruxismo pode causar a destruição total do dente”, destacou o cirurgião dentista da Ortoben e membro da Associação Gaúcha do Sono Bernardo Godolphin. O especialista também explica que o bruxismo pode ser desencadeado por diversos motivos, desde problemas genéticos, quando toda família apresenta bruxismo, estresse, problema de arcada dentária (geralmente, apresentada por crianças quando estão trocando os dentes).

O bruxismo é uma patologia do sono, ainda que as pessoas possam fazer os movimentos característicos de ranger os dentes (bruxismo excêntrico) ou de apertar os dentes (bruxismo cêntrico) durante o dia. Ainda que seja uma ação involuntária, o segundo é mais fácil de ser controlado, ao menos durante o dia, quando a pessoa consegue perceber que está apertando os dentes por causa da dor.

Segundo o cirurgião dentista e especialista em ortopedia funcional dos maxilares Roberto Backx Martins, se a pessoa fizesse bruxismo a noite inteira, acordaria, praticamente, sem os dentes, pois eles seriam totalmente cerrados devido a força da mordida. “Diversos pacientes dizem que outras pessoas observaram durante um bom período o seu sono e não viram nenhum movimento característico do bruxismo. Mas isso acontece porque ninguém faz bruxismo durante todo o período em que dorme. Apenas alguns momentos são o suficiente para desgastar o dente e provocar dores”, finalizou.

Principais fatores que desencadeiam o bruxismo

Estresse, interferências oclusais (caracterizada por uma mordida cruzada ou por um dente que ficou alto depois de uma obturação, por exemplo), respiração bucal, que resseca a mucosa oral e faz com que a boca faça os movimentos de ranger para estimular as glândulas salivarias, alterações psicológicas e a genética pode desencadear a patologia.

Dores na coluna por causa do bruxismo

O bruxismo, decorrente da respiração bucal, pode provocar, até mesmo, problemas na coluna. As dores na cervical, relacionados ao posicionamento da língua: ponta da língua na papila incisiva (atrás dos dentes superiores da frente) e o dorso da língua no céu da boca. Quando a pessoa respira pela boca precisa, necessariamente, baixar a língua e no momento em que ela está baixa, para que seja possível a respiração, a cabeça precisa ser projetada para frente o que altera a posição da coluna cervical. Esse movimento da cabeça provoca dores na cintura escapular, coluna dorsal, na lombar e inversão de curva cervical.

Tratamento

O tratamento mais comum para o controle do bruxismo é feito através da ortopedia funcional dos maxilares, que trabalha através de estímulos neurais. Para isso, é necessário o uso de aparelhos que reposicionam a língua, os maxilares e isso faz com que a boca retome sua “postura” e função fisiológica. O aparelho também tem a função de levar os músculos da face a um estado de relaxamento lenta e gradualmente e precisa ser usado 24h por dia.

Outra forma de prevenir os efeitos nocivos do bruxismo é com o auxílio de uma placa interoclusal, de resina acrílica, capaz de proteger o atrito entre os dentes durante as crises noturnas. Ela também ajuda a distribuir a força do músculo igualmente para todos os dentes e não faz com que o ranger prejudique um ou outro dente que esteja mal posicionado.

Associado a esses dois tratamentos, um acompanhamento psicológico, para descobrir a causa de possíveis estresses, problemas psicológicos, tensões emocionais e etc ajuda no controle do problema.

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Atualmente, fala-se muito no tratamento efetuado por uma equipe multidisciplinar. A Fisioterapia une-se com a Odontologia para uma melh...

Fisioterapia Oral aliada ao Tratamento Odontológico





Atualmente, fala-se muito no tratamento efetuado por uma equipe multidisciplinar. A Fisioterapia une-se com a Odontologia para uma melhor resposta às disfunções temporomandibulares, pré e pós-operatórias de cirurgias odontológicas, parestesias faciais e todo tipo de dor orofacial.

Normalmente encontramos queixas como dor orofacial ou cervical, movimentos mandibulares limitados, ruídos na ATM, sensações anormais na cavidade oral, má oclusão, dificuldades mastigatórias, dores de cabeça, e algumas vezes alterações na audição e no equilíbrio.

Alguns fatores podem induzir esses sintomas, entre eles, estresse, hábitos parafuncionais (ranger ou apertar os dentes), má oclusão, postura e outros.

Dentre os tratamentos executados incluem-se exercícios para aumento de abertura de boca em casos em que ela se encontre limitada, dificultando os procedimentos odontológicos; terapia de frio e calor no pós-operatório para redução do edema e da dor; uso de ultrassom que proporciona efeitos térmicos que diminuem a dor nos músculos e nas articulações; aplicação de TENS, aparelho elétrico que aplica uma corrente de baixa voltagem que causa alívio da dor e diminuição da hiperatividade muscular; exercícios posturais que promovem o bom alinhamento entre cabeça e pescoço, assim como o alongamento dos músculos mastigatórios; e exercícios mandibulares específicos.

Qualquer reabilitação oral envolve direta ou indiretamente a articulação temporomandibular; portanto, a necessidade de identificar e tratar as desordens que a acometem torna-se cada vez mais necessária e indispensável. “Dentre os tratamentos executados, incluem-se exercícios para aumento de abertura de boca em casos em que ela se encontre limitada, dificultando os procedimentos odontológicos.”

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Há uma grande diferença entre hábitos e vícios: vícios geralmente são nocivos à saúde; hábitos, quando moderados, de certa forma não p...

Hábitos Parafuncionais, Má Oclusão e Disfunções de ATM






Há uma grande diferença entre hábitos e vícios: vícios geralmente são nocivos à saúde; hábitos, quando moderados, de certa forma não prejudicam a saúde. Hábitos Parafuncionais, como o Bruxismo, deveriam ser classificados como “vícios”, pelo fato de trazerem malefícios a nossa saúde. O Bruxismo compreende movimentos rítmicos e periódicos de ranger e/ou apertar os dentes, decorrentes da contração dos músculos mastigatórios. Ele pode ocorrer durante o sono ou em estado de vigília (com a pessoa acordada).

Geralmente o paciente apresenta uma queixa clínica de ranger ou apertar dos dentes durante o sono, dor ou desconforto na musculatura mastigatória, desgaste dental, alterações das estruturas periodontais, dores de cabeça, dores orofaciais, dores cervicais, sensibilidade e fraturas dentárias, zumbidos nos ouvidos e disfunções na ATM (Articulação Têmporo - Mandibular) A estabilidade da ATM é dependente da oclusão dental (encaixe dos dentes inferiores nos superiores).

Quando esse encaixe não é adequado tem-se a denominada má oclusão dental. Essa inadequação provocará dor tanto nas ATMs como nos músculos mastigatórios, dificuldade de mastigar, de falar, de movimentar a mandíbula, dor de cabeça, ruídos nas ATMs, entre outros sinais e sintomas. A má oclusão é a grande responsável pela disfunção da ATM. Na área de saúde o sucesso de todo e qualquer tratamento está relacionado à obtenção do diagnóstico correto.

O primeiro passo para obtenção do diagnóstico encontra-se na avaliação clínica (muscular, dentária, oclusal e articular). Exames complementares (radiografias, eletromiografia, etc.) são frequentemente utilizados para auxiliar na formulação do diagnóstico da disfunção da ATM. O tratamento em si visa primeiramente reduzir os sintomas de dor e inflamação muscular, protegendo e relaxando esta musculatura por meio de placas interoclusais, reposicionamento adequado da oclusão através de reabilitações protéticas (implantes, coroas, troca das restaurações) e ortodontia (aparelho).

Alguns métodos alternativos como acupuntura (estimulação direta na musculatura), laser terapêutico, tens (estimulação elétrica neuromuscular – acelera o processo de cura e libera endorfina), ultrassom e fisioterapia de ATM também são de grande valia no tratamento destas disfunções.

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Já é bem evidenciado que as DTM podem ser causadas por alterações posturais, mas também vale apena ressaltar que as próprias DTM podem resu...

Fisioterapia na DTM e desativação de pontos gatilhos


Já é bem evidenciado que as DTM podem ser causadas por alterações posturais, mas também vale apena ressaltar que as próprias DTM podem resultarem prejuízos na postura e ambos os problemas podem ser corrigidos com exercícios cinesioterapêuticos passivos e ativos da mandíbula, instruções de treinamento de postura e técnicas de relaxamento (14).

Darling et al. (15) realizaram um estudo com sete indivíduos para verificar a posição de descanso da mandíbula, seus resultados também concordaram com outros achados que dizem que a mandíbula influencia consideravelmente na posição da cabeça e que a posição de descanso da mandíbula é o resultado de uma coordenação entre os músculos posteriores e anteriores da coluna cervical, logo essa posição de descanso dependerá desse equilíbrio muscular. Neste estudo, corroboramos com a opinião de tais autores, sendo um dos motivos de enfatizarmos a estabilização cervical.

No estudo realizado por Donegá et al. (9), foi analisada a sintomatologia em pacientes com disfunções intra-articulares da ATM. A queixa mais citada foi dor na região pré-auricular (40,7%), já a sintomatologia dolorosa articular (63,2%) e os ruídos articulares (83,3%) foram os achados mais comuns no exame clínico. Os ruídos articulares mais frequentes foram os estalos (66,6%). A dor muscular ocorreu, em especial, no músculo pterigóideo medial e lateral e na inserção do temporal. Houve decréscimo na amplitude para a protrusão dentre os movimentos mandibulares máximos, fatores esses semelhantes ao encontrado com o quadro clínico da nossa paciente.

Segundo Poli et al. (16), a integração da área da fisioterapia e da ortodontia é de extrema importância para o tratamento das DTM, utilizando técnicas de terapia manual (que visam, principalmente, à correção das disfunções musculoesqueléticas, usando técnicas de relaxamento miofascial, mobilização e manipulações articulares e reeducação postural), reeducação respiratória, exercícios cinesioterapêuticos e a utilização de uma placa de acrílico miorrelaxante (que diminui a hiperatividade dos músculos mastigatórios porque restabelece a relação do contato articular). De acordo com os autores, essas técnicas são consideradas eficazes no tratamento das DTM.

Já Núñez et al. (17) utilizaram a terapia de laser de baixo nível (LLLT) e a estimulação elétrica neural transcutânea (TENS) para tratar as DTM de diversas causas. Esses aparelhos reforçam a probabilidade de um imediato efeito analgésico em pacientes com DTM, porém, esses efeitos só puderam ser observados imediatamente após a aplicação, não havendo nenhum benefício a longo prazo. Em uma análise comparativa, a LLLT apresentou melhores resultados que a TENS, sendo, além disso, a mais confortável por não causar nenhuma sensação durante sua aplicação. A TENS promove uma sensação como um choque, o que para alguns pacientes é confortável e para outros não, sendo um dos motivos de utilizarmos o laser na nossa paciente.

Mcneely et al. (18) realizaram uma revisão sistemática de artigos que tinham como critérios de inclusão intervenções nos exercícios terapêuticos, acupuntura, eletroterapia, exercícios posturais e terapia manual combinada com exercícios ativos para diminuir a dor e melhorar a abertura oral. No efeito do treinamento de postura combinado com outras terapias, terapia manual e exercícios em grupo nas disfunções miogênicas, houve melhoras significativas na dor e na abertura oral. Na acupuntura, houve melhoras significativas na dor. Foram utilizadas diversas modalidades eletroterapêuticas para o tratamento da dor e das disfunções, como a LLLT e o biofeedback, que obtiveram melhoras na abertura oral e no movimento de desvio lateral. Os estudos de TENS são metodologicamente pobres, sendo necessárias mais pesquisas antes de eliminar qualquer efeito da TENS (18). No entanto, há discordâncias entre os autores Núñez e Mcneely, pois Núñez, em seus estudos, afirma que houve resultados positivos no uso da TENS na abertura oral e na diminuição da dor.

Finalmente, Michelotti et al. (19) relatam que a escolha da fisioterapia para o tratamento de DTM permite uma fácil autogerência, que é simples epouco invasiva, e mostram efeitos positivos a longo prazo. Para a realização dessa fisioterapia é necessária uma educação que explique a natureza, a etiologia e o prognóstico do problema para o paciente. A terapia fisioterapêutica permite aliviar a dor, restaurar a função normal e melhorar a coordenação da atividade muscular.

Fonte

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Os sintomas comumente citados são os seguintes: dor facial dor mandibular dor no pescoço, ombro e/ou costas dor nas articulações ou f...

Sintomas de quem tem problema na articulação temporo-mandibular

Os sintomas comumente citados são os seguintes:


  • dor facial
  • dor mandibular
  • dor no pescoço, ombro e/ou costas
  • dor nas articulações ou face, ao abrir ou fechar a boca
  • (bocejar ou mastigar)
  • enxaquecas (tipo tensão)
  • inchaço ao lado da boca e/ou da face
  • mordida que sente incômoda, "fora de lugar" ou como se estivesse mudando continuamente
  • abertura limitada ou inabilidade para abrir a boca confortavelmente
  • desvio da mandíbula para um lado
  • travamento ao abrir ou fechar a boca
  • ruídos articulares e dor de ouvido
  • surdez momentânea
  • vertigem ou zumbido
  • ouvido tampado
  • perturbações visuais

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Figura 1. Anatomia da ATM.  A ATM é uma articulação deslizante e é a mais utilizada do corpo humano. A porção arredondada da parte final d...

A anatomia da ATM e seus movimentos



Figura 1. Anatomia da ATM. A ATM é uma articulação deslizante e é a mais utilizada do corpo humano. A porção arredondada da parte final da mandíbula é chamada de côndilo. A cavidade é chamada de fossa articular. Entre o côndilo e a fossa existe um disco formado de cartilagem que atua como uma almofada para absorver o estresse mecânico e permite que o côndilo se mova facilmente quando a boca se abre e se fecha.



Figura 2. Articulação Temporomandibular - posição normal fechada. O osso mandibular é separado do crânio por um disco flexível que atua amortecendo o impacto quando falamos, mastigamos e engolimos.



Figura 3. Articulação Temporomandibular - posição normal aberta. O disco permanece em posição quando a mandíbula é usada.



Figura 4. Articulação Temporomandibular - anormal. O disco é puxado para frente quando a mandíbula está sendo usada, causando a creptiação devido aos ossos que se atritam.

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A Fisioterapia é uma profissão que tem como foco a recuperação física de pessoas com inúmeras patologias de origem musculoesquelética, neur...

Objetivos da Fisioterapia na ATM


A Fisioterapia é uma profissão que tem como foco a recuperação física de pessoas com inúmeras patologias de origem musculoesquelética, neurológica, cardiopulmonar e uroginecológica que se manifestam basicamente por dois sintomas: dor e perda de função.

Ela se utiliza de uma extensa gama de recursos para tratar os mais diversos acometimentos: a crioterapia, uso de gelo para diminuição da dor; e a termoterapia, uso de compressas quentes; recursos eletroterápicos e fototerápicos (lasers, raios infravermelhos e ultravioleta); a tão conhecida massoterapia (uso de massagens); e cinesioterapia, que consiste em alongamento, exercícios de fortalecimento muscular, ginástica passiva, etc.; além de vários métodos difundidos como: RPG, Pilates, Quiropraxia, Osteopatia, Hidroterapia, Bobath, Kabat e muitos outros. Cada recurso ou método visa restabelecer e/ou facilitar o equilíbrio físico.

O objetivo de todo o tratamento fisioterapeutico é equilibrar a musculatura que envolve a ATM e o sistema mastigatório, aliviar as dores ocasionadas pela DTM, reestabelecer as funções musculares e a amplitude articular, prevenir o aparecimentos de outros sinais e sintomas, promover uma mudança de comportamento no paciente, dando-lhe consciência funcional e postural; e proporcionando-lhe uma melhoria significativa no seu quadro de disfunção e consequentemente na sua qualidade de vida.

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A coluna cervical (pescoço) sofre influência direta com as articulações dos ossos do crânio. A má postura no ambiente de trabalho e nas ati...

Bruxismo pode dar dor de cabeça e no pescoço


A coluna cervical (pescoço) sofre influência direta com as articulações dos ossos do crânio. A má postura no ambiente de trabalho e nas atividades da vida diária, além dos aspectos emocionais, como o estresse, afeta a funcionalidade da ATM e do pescoço, merecendo particular atenção de uma equipe multidisciplinar.

Assim como o fisioterapeuta não pode tratar a coluna cervical sem relacioná-la com a ATM (região dentária), o dentista também precisa saber que uma alteração nesta região pode levar a mudanças no pescoço e também da postura do indivíduo como um todo, comenta Cirurgiã-Dentista Dra. Raquel Menezes.

O sistema estomatognático, responsável pela mastigação, fonação, deglutição e respiração, está diretamente conectado ao sistema muscular por intermédio dos músculos da abertura da boca e do osso hióide, que apresenta um papel importante como pivô entre a ATM e o pescoço.

Portanto as disfunções na ATM podem provocar problemas na coluna lombar e também na coluna cervical, confirma a Cirurgiã-Dentista Dra. Andrea Checolli Lara. Uma explicação para tal fato deve-se à fáscia. A fáscia é uma lâmina de tecido conjuntivo que envolve cada músculo, estas por sua vez promovem a ligação nas costas, entre o pescoço até o quadril, e da mandíbula até a pelve.

Dor de cabeça, dor no pescoço e na face, você pode estar sofrendo de um mau funcionamento da ATM, diz o fisioterapeuta Dr. Abnel Alecrim.

Mandíbula fora da posição normal, altera a posição do crânio com a coluna cervical e toda a coluna vertebral, podendo causar dores faciais, dores de cabeça, dores lombares, dores nas pernas e pés.

As disfunções no crânio, na cervical e na face são muito freqüentes, e normalmente estão associadas a fatores de estresses emocionais, traumas e posturais evoluindo para um processo temporário ou permanente na mandíbula, explica a Cirurgiã-Dentista Dra. Morgana Gabriotti.

Segundo a Cirurgiã-Dentista Priscila Luchini, normalmente quem apresenta uma disfunção na ATM relatam o aparecimento de ruídos articulares (Zumbido no ouvido), dores nas articulações, nos dentes e de cabeça no final da noite e antes de levantar.

Portanto se você estiver com um destes sintomas, procure dar uma atenção especial a estas causas, porque elas não estão isoladas e podem levar a um comprometimento em diferentes estruturas. Sendo assim, o desequilíbrio do aparelho mastigatório pode interferir sobre toda a estrutura funcional e estética.

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O côndilo é a parte da mandíbula situada verticalmente na parte mais alta do bordo posterior acima da chanfradura sigmóide acomodando-se n...

Fratura de Côndilo Mandibular – Redução Cirúrgica

O côndilo é a parte da mandíbula situada verticalmente na parte mais alta do bordo posterior acima da chanfradura sigmóide acomodando-se na fossa mandibular do osso temporal.

As fraturas podem ocorrer em qualquer nível da chanfradura, isso incluindo uma porção variável do ramo no fragmento condilar. As fraturas sagitais da cabeça do côndilo sem envolvimento da chanfradura sigmóide raramente acontecem. Podem acontecer diversos tipos de deslocamento do côndilo fraturado para qualquer posição, seja ela anterior, posterior, medial ou lateral e mais raramente deslocamento vertical para dentro da fossa craniana média.

Dificilmente essas fraturas acontecem por trauma direto na região da ATM. São comuns as fraturas associadas à trauma na região sinfisária direto ou oblíquo.

Para fraturas sem deslocamento a conduta é conservadora. Para fraturas com deslocamentos a conduta é cirúrgica, com uso de fixação interna rígida. O procedimento operatório deve restaurar a função normal e oclusão de 6 a 12 semanas. A fratura deve ser reduzida para que os músculos que agem sobre o côndilo recuperem sua tensão normal e posição. Fragmentos deslocados devem ser grandes o bastante para serem reduzidos e estabilizados em três dimensões. Esta estabilização deve ser estável até que a união óssea ocorra. A operação não deve danificar as inserções do músculo Pterigoídeo Lateral à cabeça do côndilo. Não deve ocorrer morbidade operatória provenientes de injúrias a nervos ou outras estruturas importantes nem tão pouco morbidades que interfiram no crescimento mandibular.
 
 
Caso Clínico
 
Paciente foi admitido no serviço de urgência da Santa Casa de Misericórida de Piracicaba, apresentando quadro de politrauma. No âmbito da cirurgia e traumatologia buco-maxilo-faciais pudemos constatar fratura de côndilo mandibular à direita. Tal fratura foi cirurgicamente reduzida e imobilizada por fixação interna rígica (FIR). O acesso realizado foi o pré-auricular com extensão Al Kayat.



Fonte: http://www.ctbmf.odo.br/se/?p=213

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Uma pesquisa da faculdade de odontologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Araraquara aponta que problemas nas articulaçõe...

Problema em mandíbula e músculos agravam enxaqueca


Uma pesquisa da faculdade de odontologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Araraquara aponta que problemas nas articulações da mandíbula e alterações nos músculos da mastigação podem agravar as enxaquecas em mulheres. Um estudo feito com voluntárias mostrou que as dores de cabeça foram amenizadas significativamente com um tratamento conjunto de médico e dentista.

A pesquisa foi realizada com 89 mulheres que já apresentavam problemas com enxaqueca e diagnóstico de disfunções temporomandibulares (DTM), que são alterações nos músculos da mastigação gerada por hábitos como ranger os dentes, além de outras dores causadas nos músculos do corpo que refletem na mandíbula.

Eliana Alécio Piqueiras, uma das voluntárias da pesquisa, conviveu durante anos com a enxaqueca. "As crises eram semanais e dores fortes que tinha que tomar injeção para aliviar, porque dava náuseas e vômitos por causa da dor", disse.

Ela já havia feito tratamento, mas o quadro só melhorou depois que participou da pesquisa. Outras mulheres foram voluntárias e todas tinham o mesmo perfil: além das fortes dores de cabeça, sentiam dores na face, a chamada DTM. "É um conjunto de problemas que podem comprometer todo o aparelho mastigatório. Os músculos que fazem com que a gente possa mexer a boca e as articulações que ficam na frente dos ouvidos", disse a pesquisadora Daniela Godoi Gonçalves.

A DTM pode agravar os casos de enxaqueca. "Elas acontecem em áreas muito próximas, então seria a face, os músculos e a própria cabeça em si. Onde essa dor é processada, que é no cérebro, no sistema nervoso central, também é numa mesma região do cérebro, então uma acaba fazendo com que a outra seja mais intensa e que aconteça com mais frequência", explicou Daniela.

89 mulheres com dor de cabeça foram avaliadas na Unesp Araraquara (Foto: Adriano Ferreira/EPTV)

O trabalho de avaliação das mulheres durou sete meses e o grupo que mais apresentou evolução foi o das mulheres que receberam os dois tratamentos ao mesmo tempo: o médico, para curar as dores de cabeça, e o odontológico, para acabar com as dores na face.

A intensidade das dores foi diminuindo ao longo do tempo em todos os pacientes. Quem recebeu o acompanhamento dos dois profissionais desde o início teve resultados ainda melhores. "Esse era o objetivo. Apontar que quando você trabalha em conjunto, esses pacientes tem uma melhora na sua dor de cabeça", afirmou Daniela.

Para Eliana, foi recomendado o uso de uma placa para evitar que ela rangesse os dentes e, com isso, as dores acabaram. "A melhora foi muito grande e a qualidade de vida melhorou", disse.


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Dor de cabeça associada a um estalo ao abrir e fechar a boca e/ou ranger de dentes à noite pode ser um problema na articulação temporoma...

Disfunção na ATM e bruxismo causando dor de cabeça


Dor de cabeça associada a um estalo ao abrir e fechar a boca e/ou ranger de dentes à noite pode ser um problema na articulação temporomandibular (ATM).

São dois os principais problemas que uma pessoa pode ter nessa parte do corpo. O primeiro deles é muscular: a chamada disfunção temporomandibular muscular, ou apenas DTM muscular. Essa disfunção costuma estar relacionada a um apertamento exagerado da mandíbula, que faz com que os músculos que movimentam a ATM sejam forçados, trabalhem demais e se cansem. Em alguns casos há, ainda, dificuldade para abrir e fechar a boca.

Esse esforço pode causar uma lesão nos músculos da ATM, que provoca dores justamente no final da mandíbula, na junção dos ossos do crânio. O apertamento excessivo da mandíbula está associado ao estresse, a questões emocionais e ao estilo de vida.

Há outra forma de DTM, que é articular e pode ser motivada por um apertamento desnecessário da mandíbula, bruxismo (também chamado de briquismo), o hábito de roer as unhas ou doenças das articulações, como a artrite.

Já o bruxismo – ato de ranger ou apertar os dentes uns contra os outros – é outro problema que pode desencadear uma disfunção na articulação da mandíbula. Pode haver desgastes nos dentes, fratura de restaurações dentárias e próteses, e prejuízos ao periodonto (tecido que sustenta os dentes).

O bruxismo também pode causar um som desagradável, e há dois tipos. O mais comum é o do sono, que só aparece quando a pessoa está dormindo. Se o problema se manifesta durante o dia, é chamado de "bruxismo de vigília", e está mais relacionado a alterações neurológicas em crianças.


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As dores de cabeça de origem miofascial são aquelas provocadas por nódulos ou pontos musculares sensíveis chamados de pontos gatilho. O ...

Dores e cabeça de origem miofascial


As dores de cabeça de origem miofascial são aquelas provocadas por nódulos ou pontos musculares sensíveis chamados de pontos gatilho. O termo miofascial significa que a dor é causada por músculos e as fáscias. Causam sensação de peso, pressão, cansaço, às vezes queima e podem ser muito limitantes das tarefas do dia-a-dia. Quanto estes pontos estão muito sensíveis podem provocar uma dor longe do local do ponto que é chamada de dor referida. Os pontos musculares ficam sensíveis quando existe muita tensão muscular por esforços repetitivos com os braços, carregar peso, posição de dormir inadequada, ansiedade, dentre outros.

São vários os músculos na cabeça, rosto, pescoço e ombro que quando tensos e com pontos gatilho podem provocar dor de cabeça.

É muito importante lembrar que existem muitos tipos de dor de cabeça, de diversas origens e que precisam ser avaliadas antes de acharmos que os músculos estão provocando dor. Tumores e sangramentos no cérebro, problemas na circulação da cabeça são situações perigosas. Os exames de imagem não fazem mal a ninguém nesta hora.

Vamos aos tais músculos:

Localização do Ponto Gatilho

cabeça rosto pescoço ombro
temporal masseter esplênio da cabeça ecom
ecom zigomático maior esplênio do pescoço trapézio superior
suboccipital
eretor cervical levantador da escápula
semiespinhal superior
semiespinhal médio infraespinhoso
esplênio da cabeça
semiespinhal superior
frontal
suboccipital


digástrico
Localização na cabeça da dor

forntal temporal occipital parietal
ecom temporal ecom temporal
esplênio do pescoço masseter esplênio do pescoço ecom
trapézio superior ecom levantador da escápula esplênio da cabeça
semiespinhal superior esplênio do pescoço trapézio superior trapézio superior
masseter trapézio superior infraespinhoso frontal
zigomático maior semiespinhal superior semiespinhal médio
frontal suboccipital semiespinhal superior


temporal


digástrico

Frontal – testa e supercílio

Parietal – lado direito e esquerdo

Temporal – acima das orelhas

Occipital – atrás da cabeça

Músculo trapézio gerando dor em várias partes da cabeça.

Outros músculos provocando dor a distância.

Sabia que até o dente pode doer assim?????????????

E porque dói para a cabeça?

Acredita-se que exista uma ligação importante entre os músculos e nervos desta região, principalmente de um nervo chamado trigêmeo. Também existe uma maior contração dos músculos pelo aumento da atividade dos neurônios que geram contração muscular, além dos excessos de atividades e hábitos inadequados de movimentos e posturas. É uma relação complexa de problemas que ainda está na teoria.


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As causas gerais que podem provocar ou contribuir para a Disfunção na ATM podem ser: Desequilíbrio do Sistema Craniossacral: posicionamento...

O que provoca a Disfunção na ATM


As causas gerais que podem provocar ou contribuir para a Disfunção na ATM podem ser:
  • Desequilíbrio do Sistema Craniossacral: posicionamento irregular dos ossos temporais, palato duro e osso esfenóide, devido à tensões e contrações dos músculos e ligamentos da mastigação, desalinhamento postural, má formação genética, traumatismo físico e emocional
  •  Estresse físico, mental, e emocional
  •  Nevralgia do trigêmio
  •  Doenças degenerativas
  •  Problemas dentários
  • Disfunções musculares: dor miofacial, espasmo muscular, contratura, miosite, distensão, tendinite e doença secundária do colágeno.
  • Disfunções articulares
  • Disfunções inflamatórias: capsulite, retrodiscite ou poliatrite por exemplo.
  • Doenças não inflamatórias: Osteoatrite primária, osteoartrite secundária, anquilose.
  • Problemas posturais:

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