A Tens é a abreviatura usual, em inglês, da neuroestimulação elétrica transcutânea que baseia-se na aplicação de estímulos elétricos de ...

Uso do TENS na Articulação Temporo-Mendibular





A Tens é a abreviatura usual, em inglês, da neuroestimulação elétrica transcutânea que baseia-se na aplicação de estímulos elétricos de baixa freqüência, de baixa intensidade, de corrente elétrica específica, obtida por aparelho portátil que, através do Sistema Nervoso Central são capazes de liberar substâncias analgésicas endógenas que vão garantir um quadro de alívio da dor.

Outro mecanismo que pode explicar a diminuição da dor com a aplicação do Tens, é o cansaço das fibras que transmitem a dor como admite a chamada Teoria da Comporta da Dor descrita por Melzak e Wall. Todos os autores afirmam que em se tratando de dores, em aproximadamente 20% das experiências com humanos, estes melhoram devido ao efeito placebo. A ATM, articulação temporomandibular, tem muitos tratamentos e muitos insucessos, por isso que foi admitida a aplicação do Tens em alguns casos.

A ATM é uma das mais complexas articulações do corpo humano, elas são ligadas pela mandíbula, de forma que não podem trabalhar independentemente, assim, em muitas desordens as duas ATMs são afetadas mesmo quando em apenas uma, algo não funciona bem. Um dos tratamentos de distúrbios da ATM, por bruxismo, é a colocação de uma placa para impedir a oclusão.

A técnica utilizada para a aplicação da Tens é a transcranial onde dois eletrôdos transcutâneos serão fixados na região do mastóide, de cada lado do crânio. A aplicação da Tens, é de 30 minutos da corrente A.
Alvarez Arenal e colaboradores, dentistas, da Universidade de Oviedo, Espanha, usaram as duas técnicas associadas, em 24 pacientes.

Desses 24 pacientes, com problemas na ATM, 62,5% também tinham bruxismo; a gravidade do problema da ATM foi determinada pelo índice pantographic reproducibility index (PRI) e era média (dando um escore médio de 20,71 pontos). Além dos ruídos a dor no músculo pterigóide lateral era a queixa mais freqüente.

Os autores concluem, ao final, que a placa e o Tens em conjunto não trouxeram nenhuma melhora para esses pacientes, com problemas de ATM e bruxismo.

fonte: http://ram.uol.com.br/materia.asp?id=196

Publicado em 15/05/11 e revisado em 19/12/17

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O objetivo da Ortopedia Funcional dos Maxilares é controlar a dinâmica mandibular e a ancoragem, principalmente sobre elementos como articul...

Saiba mais sobre a Ortopedia Funcional dos Maxilares



O objetivo da Ortopedia Funcional dos Maxilares é controlar a dinâmica mandibular e a ancoragem, principalmente sobre elementos como articulações, músculos, mucosa, língua, lábios e dentes. O tratamento pode gerar a necessidade de um grande número de aparelhos ortopédicos  funcionais capazes de mudar a postura.

A identidade essencial da Ortopedia Funcional é a mudança de postura terapêutica através de um contato direto sobre os dentes, sem usar nenhuma interface com as estruturas orofaciais para isso. Os sistemas de ancoragem e os métodos de diagnóstico são específicos e diferentes dos usados na Ortodontia convencional.

Recursos incluídos nos tratamentos ortopédicos podem ser desgastes seletivos para liberar movimentos e as 'pistas diretas planas' feitas em resina sobre os dentes decíduos, popularmente conhecidos como dentes de leite, para o controle da dimensão vertical – que podem até  descruzar mordidas posteriores

Hábitos deletérios, intensos e frequentes, podem prejudicar o fortalecimento da musculatura nessa faixa etária. Antes, o tratamento era indicado exclusivamente para adolescentes. Atualmente, com o progresso da ciência e da multidisciplinaridade, sabe-se que o tratamento pode ser oportuno em qualquer idade, com as devidas e respectivas considerações.

O predomínio do açúcar, gordura, comida pastosa, frituras, entre outros elementos, identificam maus hábitos que podem levar a doenças numa frequência significativa, como diabetes

Dentes tortos demonstram movimentos de dentes inferiores contra superiores e postura mandibular alterada. Essa situação compromete a musculatura envolvida. Dependendo do caso, a Ortopedia Funcional deve ser acionada em caráter multidisciplinar quando incluir doença, trauma e determinantes que afetam o crescimento", comenta a especialista.

Bruxismo

Ato parafuncional diferente da respiração, mastigação, deglutição e fonação, que são funcionais. O bruxismo ocorre frequentemente durante o sono, podendo produzir som audível. Ele é representado por movimento rítmico e involuntário, incluindo ranger e/ou apertar os dentes, provocando desgaste.

O bruxismo é mais frequente na infância e depois vai diminuindo entre seis e doze anos. O ato é mais presente no gênero feminino. A Ortopedia Funcional tem recursos para tratar o bruxismo através de aparelhos que liberam ou bloqueiam movimentos com a preferência de não cobrir as faces oclusais, superfície dos dentes pré-molares e dos molares, e alterando minimamente a dimensão vertical.

Conheça o e-book  que você aprenderá os principais passos da Ortopedia Funcional dos Maxilares. Nele você terá conteúdos que irão ajudar tanto profissionais da área de ortodontia como protéticos.

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O uso de placas oclusais para o tratamento das Disfunções Temporomandibulares (DTMs) vem sendo amplamente difundido em função desse quadro...

Funções das placas oclusais


O uso de placas oclusais para o tratamento das Disfunções Temporomandibulares (DTMs) vem sendo amplamente difundido em função desse quadro estar sendo atribuído ao caos e estresse da vida moderna. AS DTMs podem desencadear quadros como dores articulares na região da ATM e dores musculares ocasionadas frequentemente por sobrecarga e apertamento dentário excessivo. Entretanto, muitas vezes esses quadros são erroneamente associados com a maloclusão.

A ação da placa é estabilizar e melhorar a função do sistema mastigatório diminuindo a atividade muscular anormal e protegendo os dentes da atuação de cargas traumáticas adversas provenientes de hábitos parafuncionais.

Veja mais funções:

- Manter os músculos na posição de repouso ou Dimensão Vertical de Repouso Muscular e em Relação Cêntrica.

- Guiar os movimentos bordejantes da mandíbula, eliminando ou minimizando desvios.Estes desvios serão eliminados na maioria das vezes, mesmo nos casos de Deslocamento do Disco Sem redução, alguns Desvios de Forma etc. Não conseguiremos eliminá-los nos casos de Anquilose, Impedância do Processo Coronóide, Adesões, Fibrose Capsular, Contratura Miofibrótica, Desordens de Crescimento e Desenvolvimento e Edemas das Estruturas capsulares

- Se montadas criando ângulos predeterminados com o Plano Oclusal, criará modificação não compulsória da posição de fechamento mandibular, modificando a relação côndilo/fossa, como por exemplo, projetar a mandíbula, deixando-a em uma posição mais estável para os côndilos e relaxante para os músculos. Cabem aqui considerações a respeito desta manobra que vários autores preconizam e que é conhecida pela Ortopedia Maxilar como "Mordida Construtiva" e vem por esta Ciência sendo usada para a correção dos problemas ortopédicos a mais de 100 anos com poucos relatos de Contratura Miostática tendo sido esta observada apenas nos Pacientes que por algum motivo pessoal, como por exemplo, trauma psicológico por sua condição estética, usam o aparelho ortopédico por praticamente 24hs. por dia, mas que, como toda a Contratura desta natureza, é indolor e de resolução simples.

- Deixar livres de quaisquer guias os movimentos mandibulares. Tal como ocorre com a mandíbula do recém nato o que, em teoria, tende a estimular de forma mais efetiva a cicatrização dos tecidos retrodiscais e formação de tecido não vascularizado e inervado (Gaspard,1978; Moffet,1966), eliminando a sensibilidade decorrente da Retrodiscite.

- A montagem das pistas levando a mandíbula ao fechamento em posição mais anterior e que por acontecer sem "obrigar" ao fechamento na nova posição, portanto de forma suave e assim "Progressiva", pode ser usada na diminuição de "Clique" de alto volume que esteja causando incômodos ao Paciente, comuns no Deslocamento do Disco sem Redução. Manobra a ser feita com muita atenção, para evitar a perfuração Disco Articular.

- A principal diferenciação das Placas V.A é que estas podem ser usadas como instrumento para exercícios fisioterápicos pois permitem que prescrevamos exercícios de movimento, que graças a Graduação de Esforço de Movimentação Muscular nos possibilita aplicar o " Princípio de Inibição Recíproca":

- A contração forçada de músculos agonistas causa relaxamento reflexo de músculo antagonista, o que explica o relaxamento e a diminuição da dor conseguidas após os exercícios cinesioterápicos efetuados com as placas . Baseado neste princípio, concluímos ser seu uso útil na maioria dos casos de dor muscular em DTM.

- Reduzem, como muitos dos aparatos utilizados nesta área, a sobrecarga articular e, produzem todos os sete aspectos gerais da Terapia Por Aparelhos. Graduação de esforço para movimentação muscular: (Seu uso deve ser precedido dos exercícios, se necessários, de alongamento passivo e do controle da dor, a critério do profissional). São recursos que permitem que possamos gradualmente aumentar o esforço despendido pela musculatura e com isto desenvolver maior resistência desta aos esforços despendidos em suas funções.Deste aumento de resistência depende, em grande parte, a solução de problemas como Mioespasmos recorrentes, Co-contração e Sensibilidade Muscular Local que acometem, por exemplo, aos mastigadores unilaterais quando estes necessitam, em função de algum problema no lado mastigatório habitual (cárie, perda dentária etc.) mastigar do lado não preferencial, ou destes mesmos.

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Descrição do curso: O curso Fisioterapia nas Disfunções Temporomandibulares, por meio da Educação a Distância, oferece ao profissional d...

Curso Online de Fisioterapia nas Disfunções Temporomandibulares (ATM)





Descrição do curso:

O curso Fisioterapia nas Disfunções Temporomandibulares, por meio da Educação a Distância, oferece ao profissional de fisioterapia conhecimentos sobre disfunções temporomandibulares, ATM, disco articular, mandíbula e muito mais.

Carga horária: 80 horas

Duração: 30 dias


Conteúdo Programático:

  • Anatomia da Articulação Temporomandibular;

  • Biomecânica da Articulação Temporomandibular;
  • Conceituação - As Disfunções Temporomandibulares (DTM's);
  • Epidemiologia;
  • Etiologia;
  • Sintomatologia;
  • Fatores Envolvidos nas Disfunções Temporomandibulares;
  • Alterações Funcionais de Oclusão/Ausência de Dentes;
  • Hábitos Parafuncionais;
  • Tensão Muscular;
  • Respiração Bucal;
  • Traumas das Estruturas Mastigatórias e da Coluna Cervical;
  • Disfunções Sistêmicas;
  • Fatores Posturais;
  • Fatores Psicológicos;
  • Classificação das DTM's e Condições Clínicas;
  • Anomalias de Desenvolvimento;
  • Disfunções Musculares;
  • Disfunções de Interferência do Disco Articular;
  • Deslocamentos do Disco Articular;
  • Lesões Traumáticas;
  • Alterações de Mobilidade da Mandíbula;
  • Avaliação Físico-Funcional em Disfunções Temporomandibulares;
  • Exame Físico;
  • Exame Muscular;
  • Goniometria;
  • Testes de Força Muscular;
  • Avaliação Postural;
  • Avaliação Dental;
  • Objetivos e Conduta Terapêutica;
  • Protocolo de Avaliação Físico-Funcional em DTM's;
  • Assistência Terapêutica da Equipe Interdisciplinar para as DTM's;
  • Assistência Odontológica;
  • Assistência Fonoaudiológica;
  • Assistência Psicológica;
  • Assistência Fisioterapêutica no Tratamento das DTM's;
  • Recursos Eletroterapêuticos;
  • Eletroanalgesia;
  • Recursos Térmicos;
  • Recursos Manuais;
  • Drenagem Linfática Manual (DLM);
  • Massagem Clássica;
  • Traços Miofasciais;
  • Manipulações Articulares;
  • Acupuntura;
  • Etapas da Assistência Fisioterapêutica.

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    Informações sobre o Curso:

    Produtor: Portal Educação

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    Em oclusão, as Placas oclusais são aparelhos removíveis normalmente fabricados em resina acrílica, que cobrem as superfícies oclusais dos...

    O que é placa oclusal e seus tipos




    Em oclusão, as Placas oclusais são aparelhos removíveis normalmente fabricados em resina acrílica, que cobrem as superfícies oclusais dos dentes superiores ou inferiores e são extensivamente usadas no tratamento da disfunção musculoarticular. As placas oclusais também são conhecidas: desprogramadores oclusais; placa de mordida; protetores noturnos, etc...

    Apesar de existirem diversos tipos descritos na literatura, as placas oclusais apresentam, basicamente, três configurações.

    Placas estabilizadoras

    São o tipo mais comum de aparelho utilizado e tem como objetivo reduzir a atividade muscular e proteger os dentes e o periodonto dos hábitos parafuncionais. Recobre totalmente uma das arcadas dentárias e oclui contra todos os dentes antagonistas na posição habitual de fechamento do paciente, possuindo a superfície de contato totalmente plana.

    Os contatos oclusais com os dentes antagonistas devem ser uniformes por toda a arcada. A guia protrusiva deve desocluir os dentes posteriores enquanto a guia canina deve desocluir os dentes do lado de balanceio e os dentes anteriores; essas guias são obtidas pela confecção de planos inclinados nas regiões dos incisivos e de caninos. A espessura desse tipo de placa deve ser de aproximadamente 1,5 a 2 mm na região de molares, podendo ser confeccionada tanto para maxila quanto para a mandíbula, mas usada preferencialmente na maxila, devido à maior retenção e estabilidade, além da facilidade de confecção. Outra vantagem da placa maxilar é ser ajustada a fim de que todos os incisivos inferiores possam facilmente contactá-la, mesmo quando um trespasse horizontal acentuado esteja presente.

    Quando utilizado na mandíbula, têm padrão oclusal mais complexo, especialmente quando há trespasse horizontal maior que 2 mm. Nesses casos, a porção vestibular anterior da placa deve ser entendida até alcançar o contato com os incisivos superiores.

    Indicações

    Seu uso principal está relacionado a sintomas condizentes com problemas neuromusculares, como, por exemplo, casos de mioespasmo ou mialgia. Algumas desordens intracapsulares também respondem positivamente à terapia de estabilização com placas, especialmente quando suspeita-se de sobrecarga na ATM como fator etiológico. Pacientes com capsulite e sinuvite experimentam diminuição nos sintomas após o uso desse tipo de aparelho, pois há indicação das cargas distribuías sobre a ATM, promovendo o reparo e a regeneração dos tecidos articulares.

    Outra indicação para esse tipo de aparelho é o tratamento de pacientes com deslocamento anterior do disco sem redução, cujos sinais e sintomas perduram por longos períodos (mais de 6 meses) e cujo disco não pode ser reduzido por outras técnicas. Esses pacientes são freqüentemente tratados "independentemente do disco", por meio de redução de cargas na articulação, com a utilização de uma placa estabilizadora, que promove a redução da dor, remodelação articular; e pela formação de um "pseudodisco" na região retrodiscal.

    As placas podem ser indicadas, ainda, como aparelhos de estabilização pós-cirúrgicos, protegendo a ATM de cargas excessivas ou da compressão durante o período de reparação. Além disso, auxiliam na acomodação da articulação frente à formação de edema pós-cirúrgico.

    Técnica de confecção

    Inicialmente, deve ser executada uma moldagem e os modelos de gesso devem ser precisos e livres de bolhas ou imperfeições.

    O próximo passo é realizar a montagem dos modelos no articulador e para isso um registro oclusal preciso é de fundamental importância, sendo que este deve apresentar espessura correspondente à futura placa.

    Instalação e controle

    Inicialmente, realiza-se a prova da placa na boca, a fim de se avaliar sua retenção e estabilidade. No caso de excesso de retenção ou inadaptação, faz-se o alívio interno do acrílico até que a adaptação ou retenção seja obtida; no caso da falta de adaptação ou retenção, faz-se o reembasamento interno com resina acrílica quimicamente ativada.

    Qualquer queixa de pressão excessiva nos dentes ou tecidos moles deve ser avaliada e corrigida ne necessário.

    O ajuste deve ser feito a fim de se obterem contatos simultêneos e quivalentes em todos os dentes, além das guias de desoclusão anterior e lateral.

    Em cada consulta de controle, que varia de tempo em cada caso, devem ser observadas as características citadas anteriormente e correções feitas, se necessário.

    Placas reposicionadoras

    Em contraste com a placa estabilizadora, que possui uma superfície quase plana, a placa reposicionadora possui endentações bem definidas, que servem para guiar a mandíbula a uma posição mais protruída, com o objetivo de melhorar o relacionamento côndilo/disco.

    Assim como as placas estabilizadoras, as reposicionadoras também podem ser confeccionadas para ambas as arcadas, porém, as da maxila possuem maior retenção e estabilidade, além de serem de mais fácil confecção.

    Indicações

    O uso de terapia reposicionadora é basicamente indicado para casos de deslocamento de disco com redução, que são acompanhados de dor articular. A placa reposicionadora promove alívio da dor, impedindo o côndilo de pressionar a região retrodiscal, que é altamente vascularizada e inervada. Em alguns casos, os ruídos articulares podem ser eliminados ou atenuados com essa modalidade de terapia.

    Antes da confecção dessa placa, deve-se confimar clinicamente o diagnóstico de deslocamento de disco com redução, o que pode ser conseguido instruindo-se o paciente para realizar a abertura bucal atém do ponto onde ocorre o estalido, a fim de se estabelecer um relacionamento normal entre o côndilo e o disco (redução). Em seguida, o paciente realiza o fechamento em uma posição mais protruída, próxima da posição de topo a topo. Nesse ponto, o disco deve permanecer em seu relacionamento normal com o côndilo. Se o paciente conseguir, então, realizar a abertura sem a ocorrência do estalido, o diagnóstico de deslocamento com redução é confirmado. Contudo, o clínico deve estar ciente de que essa técnica possui limitações e que a eventual ausência de estalido nem sempre é um indicador preciso da posição normal entre o côndilo e disco. Alguns estudos que utilizaram técnicas avançadas de imagens concluíram que, mesmo com a ausência do estalido, o disco pode permanecer em uma posição mais anteriorizada.

    A terapia reposicionadora é indicada ainda para os pacientes com retrodiscite. A redução do traumatismo sobre os tecidos retrodiscais produzida pela placa facilita a reparação destes, com subseqüente formação do "pseudododisco" e remissão da dor.

    Escolha da posição terapêutica (reposicionamento mandibular)

    Para que se obtenha sucesso na terapia reposicionadora, a escolha correta da posição terapêutica é de fundamental importância. Essa posição representa uma anteriorização mínima da posição de máxima intercuspidação do paciente, que manterá o disco corretamene posicionado entre o côndilo e a eminência, promovendo a eliminação do estalido. A determinação dessa posição terapêutica baseia-se nos procedimentos de diagnóstico de deslocamento de disco com redução.

    Técnica de confecção

    Os procedimentos de instalação são os mesmos descritos para as placas lisas. Com respeito à posição anteriorizada, é sugerido que o paciente utilize a placa somente para dormir, a fim de manter o relaxamento correto entre o côndilo e do disco durante a noite, período em que o paciente pode realizar bruxismo ou apertamento.

    A terapia reposicionadora esta indicada para períodos curtos (até 3 meses). Após este período, se os sintomas forem significantemente reduzidos, a placa reposicionadora deve ser novamente convertida em placa estabilizadora. Entretanto, se os sintomas persistirem, torna-se necessário um período maior de utilização.

    Placas resilientes

    Este tipo de placa vem sendo utilizado há algum tempo, principalmente no tratamento de mialgias e desarranjos intra-articulares e controle do bruxismo. A razão de sua utilização está baseada na fácil obtenção de contatos na região dos dentes posteriores, sem a necessidade de ajustes. Apesar de alguns estudos utilizando esse tipo de aparelho demonstrarem sua efetividade na redução dos sintomas, a literatura, em sua maioria, indica que as placas rígidas são mais efetivas.

    Segundo alguns autores que compararam a efetividade de placas rígidas e resilientes, a efetividade de placas rígidas e resilientes sempre foi maior do que a observada em pacientes portadores de placas rígidas. Tem sido especulado que a resiliência do material estimula o paciente a realizar o apertamento.

    Publicada em 22/05/12 e revisado em 27/07/17

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    Podemos definir disfunções temporomandibulares (DTM) como um grupo de condições dolorosas orofaciais que envolvem fatores de predisposição...

    Profissionais envolvidos nas disfunções temporomandibulares



    Podemos definir disfunções temporomandibulares (DTM) como um grupo de condições dolorosas orofaciais que envolvem fatores de predisposição, início e perpetuação. A DTM é de origem multifatorial e não é possível reconhecer um único fator etiológico visto que está relacionada a fatores estruturais, oclusais, neuromusculares, psicológicos, traumas e degenerações na articulação que por fim desequilibram a articulação temporomandibular.

    Devido sua multifatoriedade, seus sinais e sintomas são variaveis, podendo ser um sintoma isolado ou vários relacionados, dentre eles temos: enxaquecas, dores de cabeça, dores e/ou ruídos nas articulações, dificuldade de abrir a boca, dificuldade de mastigar e dores de ouvido. O diagnóstico das DTMs compreende a história do paciente, exame clinico e exames complementares, sendo que a maior parte das informações para o diagnóstico é obtido na anamnese

    As placas oclusais utilizadas pelos odontólogos são uma terapia reversível, que somente são efetivas quando há a colaboração do paciente. Ainda é desconhecido o exato mecanismo pelo qual as placas oclusais agem, porém sabe-se que deve selecionar apropriadamente o tipo e o material que serão confeccionadas, visto que cada placa é direcionada para atuar em um fator etiológico específico. Deve ser preferível a seleção de placas confeccionadas com material rígido, haja visto que estas demonstraram ser mais efetivas que as confeccionadas com material resiliente.

    O tratamento fonoaudiológico  baseia-se principalmente na conscientização do paciente ao problema, na eliminação dos hábitos parafuncionais e no uso de compressas úmidas e massagens que promovem relaxamento na musculatura. Os exercícios visam melhorar a movimentação mandibular, equilibrando a musculatura, e as funções estomatognáticas devem ser adequadas, quando necessário.

    A Psicologia colabora com o tratamento da DTM voltando atenção aos fatores emocionais e comportamentais relacionados à disfunção, tais como a ansiedade e a depressão. A Psicologia objetiva incentivar o paciente a desenvolver estratégias de enfrentamento e controle da dor.

    No caso da DTM, a dor pode fazer com que o paciente desencadeie reações ansiosas e de estresse, tais reações podem ser ampliadas quando há sensação de desconhecimento e insegurança. O conteúdo ansioso gera um efeito prejudicial ao tratamento pois consiste no abaixamento no limiar à dor, que leva a um aumento na atenção focalizada nessa e à interpretação generalizada de qualquer sensação como dor.

    Entretanto, o estresse pode ser compreendido como o resultado de uma série de estímulos físicos e emocionais, como o medo, esgotamento físico e/ou mental, ansiedades, que desencadeia a associação de sensações mentais, físicas e emocionais que, por sua vez, necessitam de adaptação ou produção de tensão no mesmo.

    A intervenção fisioterapêutica atua quando existe dor e/ou restrições dos movimentos mandibulares que afetem a qualidade de vida do indivíduo ou interfiram em suas atividades de vida diária ou ainda quando houver uma instabilidade articular. .

    Não podemos negar a eficácia dos exercícios posturais associados a terapia manual e acupuntura na redução da dor e melhora da função e abertura bucal, os exercícios ativos, as mobilizações manuais, o treinamento postural em combinação com outras intervenções, a terapia a laser, os programas de retroalimentação (biofeedback), relaxamento e reeducação proprioceptiva podem ser mais eficazes do que o tratamento placebo ou que o uso de placas miorrelaxantes.

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    Dificuldade para mastigar é um dos sintomas mais comuns de uma disfunção da ATM e frequentemente leva não só a uma perda da qualidade ...

    Dificuldade de mastigar e disfunção da ATM



    Dificuldade para mastigar é um dos sintomas mais comuns de uma disfunção da ATM e frequentemente leva não só a uma perda da qualidade de vida, como também a uma menor absorção de nutrientes. Além disso, há evidências científicas de que à medida que a mastigação vai ficando mais prejudicada, a tolerância à dor diminui e a dor, em si, aumenta.
    Mas por quê ocorre a dificuldade de mastigar?
    Pessoas que possuem uma disfunção da ATM, em que o disco articular se encontra patologicamente alterado ou mesmo possua algum tipo de alteração  do côndilo, como uma osteoartrite ou uma osteoartrose, terão muita dificuldade de movimentar a mandíbula. Isso ocorre porque, nestas situações,  as estruturas que compõem a ATM perdem a lisura e deixam de deslizar facilmente  umas contra as outras.
    Essas alterações estruturais da ATM, irritam os receptores nociceptivos (estruturas neurológicas especializadas em perceber fenômenos nocivos ao organismo) que existem na região e acabam por provocar um grande incômodo ou mesmo a DOR.

    Além dessa dor que vem diretamente da irritação da articulação, ocorre também uma outra, muitas vezes chamadas de dor muscular, que ocorre justamente porque o sistema nervoso está tentando fazer os músculos trabalharem mesmo com o problema na ATM, afinal as pessoas continuam precisando movimentar a mandíbula para falar, comer e até mesmo respirar em alguns casos.

    Quando não é tratado, o problema pode evoluir para um travamento total da mandíbula ou, em alguns situações, permanecer apenas como um desconforto para mastigar. Entretanto, neste último caso, geralmente é acompanhado de uma dor de cabeça constante, muitas vezes erroneamente atribuída a uma cefaléia tensional, que termina sendo tratada com medicamentos sem, contudo, resolver o problema.

    Na imagem acima (uma tomografia de ATM),  pode-se visualizar o côndilo que deveria ser arredondado e liso como o do desenho esquemático, mas que possui um "bico-de-papagaio" (tecnicamente um osteófito), devido a um processo degenerativo. Neste caso, não só a mastigação do paciente estava bastante comprometida como também havia dor de cabeça e dor na face, justamente pela dificuldade dos musculos funcionarem adequadamente.

    Ao perceber desconfortos ou mesmo dor ao mastigar, não espere até a sua ATM chegar a um estágio como este acima, onde já começa a ficar difícil de solucionar. Quanto antes procurar um profissional experiente em patologia da ATM, melhor será as chances de ter o problema tratado a tempo.

    Fique esperto!

    Publicado em 15/05/12 e revisado dia 11/05/17

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    Desarranjos internos da ATM acontecem quando há um relacionamento anatômico anormal entre disco, côndilo e eminência articular. A co...

    Ressonância magnética na disfunção da ATM


    Desarranjos internos da ATM acontecem quando há um relacionamento anatômico anormal entre disco, côndilo e eminência articular.

    A conduta ideal frente ao paciente com desarranjo interno da ATM é obter o maior número de informações clínicas15, solicitando um exame de imagem somente quando existir dúvida no diagnóstico, e quando tal imagem possa mudar o plano de tratamento estabelecido.

    A sensibilidade é a capacidade de um teste identificar indivíduos doentes, em uma amostra, quando eles estão realmente doentes. Outro nome para isso seria positivo verdadeiro. Por outro lado, a especificidade é a capacidade de um teste identificar indivíduos sadios, em uma amostra, quando eles são realmente sadios, outro nome para isso seria negativo verdadeiro.
    Alguns dos sintomas mais comuns de DTM são:
    • Dores de cabeça (freqüentemente parecidas com enxaquecas), dores de ouvido, dor e pressão atrás dos olhos;
    • Um "clique" ou sensação de desencaixe ao abrir ou fechar a boca;
    • Dor ao bocejar, ao abrir muito a boca ou ao mastigar;
    • Mandíbulas que "ficam presas", travam ou saem do lugar;
    • Flacidez dos músculos da mandíbula;
    • Uma brusca mudança no modo em que os dentes superiores e inferiores se encaixam.
    A Ressonância magnética é o meio mais indicado para avaliação da posição do disco, por ser um exame de diagnóstico por imagem no qual, após adquirir conhecimento técnico e científico, o examinador pode identificar os tecidos com facilidade.

    Apesar de ser o meio mais indicado para avaliação da posição do disco articular, algumas precauções devem ser tomadas quando se avalia uma imagem de RM de ATM, como: a dificuldade em se observar perfurações e aderências, dificuldade de interpretação em regiões extremamente laterais ou mediais. Aliado a essas precauções alguns artifícios que dificultariam erros de diagnóstico em RM de ATM seriam a utilização de RM com cortes menos espessos, a associação de imagens sagitais e coronais e menor campo de visão da imagem.

    Para o fisioterapeuta que lida com essa especialidade, recomendo o mini-curso de Fisioterapia na ATM. E para saber mais de Testes Ortopédicos, recomendo o Guia de Testes Ortopédicos em e-book.

    Com ajuda daqui

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    A articulação temporomandibular (ATM) constitui a ligação móvel entre o osso temporal e a mandíbula. É uma articulação do tipo sinovial, q...

    Desconforto na ATM relacionada ao uso da chupeta



    A articulação temporomandibular (ATM) constitui a ligação móvel entre o osso temporal e a mandíbula. É uma articulação do tipo sinovial, que se inter-relaciona anatômica e cinesiologicamente com as articulações adjacentes e da coluna cervical2. Disfunções nessa articulação são resultado de seu funcionamento anormal e podem aparecer por diversos motivos, como alterações posturais, desarmonia do côndilo com o disco, parafunções, fatores psicológicos, alterações proprioceptivas, decorrentes de desequilíbrios oclusais, entre outros3.

    As disfunções da articulação temporomandibular (DTM) são descritas por Siqueira & Ching4 como um grupo de condições dolorosas orofaciais com alterações funcionais do aparelho mastigatório. Essas disfunções podem levar a diversos sinais e ou sintomas, estando em muitos casos, presentes dores musculares nos masseteres e temporais, dores articulares, dores de ouvido, entre outros5,6. Estas disfunções na ATM são mais freqüentes no sexo feminino; Correia7 e Ramos8 e Souza9 mostraram que 97,9% das alterações ocorrem em mulheres e são acompanhadas de sinais e ou sintomas característicos. Geralmente, problemas nessa articulação são descobertos na fase adulta, porém eles podem começar cedo, ainda na infância, e estarem relacionados com hábitos da criança. A sucção, considerada um hábito nutritivo até os três anos de idade e vicioso após esta idade, têm sido tema de estudo, por tratar-se de um hábito comum e pelos danos que pode causar10,11. Alamoudi et al.12 mostraram que os distúrbios funcionais do sistema mastigatório são comuns em crianças e adolescentes, e tendem a aumentar na fase adulta. Thilander et al.13 colocam que as disfunções temporomandibulares em crianças também apresentam etiologia multifatorial, podendo citar hábitos parafuncionais e alterações oclusais que influenciam na função natural da musculatura mastigatória.

    Assim, atividades parafuncionais como o uso da chupeta, normalmente mais visto em meninas14, podem ser desencadeadores de disfunções na articulação temporomandibular, por causarem mordida aberta anterior, retrusão da mandíbula, protusão do maxilo, sobremordida excessiva, vestíbulo versão de incisivos superiores, mordida cruzada posterior, palato ogival e deformidades angulares15. Martins et al.16 concluíram que em um estudo realizado com crianças entre dois e seis anos de idade, que o hábito de sucção de chupeta pode desencadear anomalias na oclusão dentária. Cavassani et al.17 encontraram distúrbios articulatórios em 55,56% da amostra estudada, a qual era formada por crianças entre cinco e nove anos de idade, que apresentavam hábitos orais viciosos de sucção. Sendo assim, nota-se que os hábitos orais, freqüentes em crianças, desequilibram o sistema estomatognático, e podem aparecer como fator etiológico de disfunção temporomandibular. Com isso, o presente estudo teve por objetivo analisar se o tempo de uso da chupeta influenciava no aparelho estomatognático em crianças que não apresentavam outros hábitos parafuncionais.

     Método

    Antes da coleta dos dados, o projeto foi encaminhado ao Comitê de Ética da Universidade de Mogi das Cruzes. Após aprovação, foi pedida autorização às diretorias de dois colégios (uma escola particular e uma escola pública, ambas da mesma cidade, na Grande São Paulo). Já com essa autorização, foram explicados a mães de 150 crianças os objetivos da pesquisa, e estas assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido. Foram incluídas no estudo todas as crianças as quais as mães responderam o questionário por completo, e que não apresentavam outros hábitos parafuncionais além do uso da chupeta verificado através do questionário. Foram excluídas as crianças as quais as mães não fizeram o preenchimento completo dos questionários ou não quiseram responder o mesmo, e as crianças que apresentavam outros hábitos parafuncionais além do uso da chupeta, como chupar o dedo, ranger ou apertar os dentes, roer unhas ou mascar chiclete. Os questionários foram entregues para as mães, com um folheto explicativo sobre disfunção temporomandibular, e telefone para contato em caso de dúvidas. Após análise dos resultados, 60 crianças foram excluídas por apresentarem outros hábitos parafuncionais. Foram incluídas no estudo 90 crianças, entre três e sete anos de idade, sendo 49 meninas e 41 meninos. O questionário iniciava com a coleta dos dados pessoais, e era composto das seguintes perguntas: 1. Se a criança apresenta dor na articulação temporomandibular; 2. Se a criança apresenta cefaléia; 3. Se a criança apresenta dor no ouvido; 4. Se a criança apresenta cansaço ao mastigar os alimentos; 5. Se a criança apresenta dificuldade ao mastigar os alimentos; 6. Se a criança usou chupeta e se sim, até que idade; 7. Se a criança chupa o dedo; 8. Se a criança range ou aperta os dentes; 9. Se a criança rói unhas; 10. Se a criança masca chiclete. Para análise dos resultados, as crianças foram divididas em três grupos, de acordo com o tempo de uso da chupeta: - Crianças que não usaram chupeta (33 crianças); - Crianças que fizeram uso de chupeta até dois anos de idade (14 crianças); - Crianças que fizeram uso de chupeta até mais de dois anos de idade (43 crianças).

     Análise dos resultados

    Após as avaliações foi calculado o grau de correlação entre as variáveis colhidas, tempo de uso da chupeta. Para se medir e avaliar o grau de relação existente entre as variáveis aleatórias foi utilizado o Coeficiente de Correlação de Pearson18. Para o cálculo deste coeficiente utilizou-se a seguinte fórmula: O campo de variação do Coeficiente "r" situa-se entre -1 e +1, sendo que sua interpretação depende do valor numérico e do sinal. Valor de Alfa Foi utilizado o valor de alfa (a) igual 0,05 no teste estatístico para rejeitar a hipótese de nulidade. Este objetivou verificar se o tempo de uso da chupeta alterava a prevalência de sinais e ou sintomas de disfunção temporomandibular. Estes dados são demonstrados na Tabela 1. Resultados Entre as crianças que não usaram chupeta, 32,2% apresentaram alguma dor; 17,7% cansaço ou dificuldade ao mastigar os alimentos; e 5,8% dor, cansaço e dificuldade na mastigação. Das crianças que usaram chupeta até dois anos, 15,3% apresentaram dor e 7,6% cansaço ou dificuldade ao mastigar os alimentos. Já entre as crianças que fizeram uso da chupeta até mais de dois anos, 34,8% apresentaram alguma dor; 13,9% cansaço ou dificuldade ao mastigar e 2,3% dor, cansaço e dificuldade na mastigação, como demonstrado no Gráfico 1. Quando se aplica o Coeficiente de Correlação de Pearson, observa-se que entre as crianças que não usaram chupeta e aquelas que usaram até dois anos (24 meses), o aumento do tempo de uso da chupeta diminui de maneira significativa a média do número de sintomas de disfunção temporomandibular (r = -1,00). Já depois dos dois anos (sendo que foi considerado até 84 meses, pois foi o máximo de tempo de uso encontrado nos voluntários avaliados), o aumento do tempo de uso da chupeta aumentou também de forma significativa a média do número de sintomas de disfunção temporomandibular (r = 1,00) (Tabela 1). Notou-se também maior prevalência de sintomas de disfunção entre as meninas do que entre os meninos. Das meninas entrevistadas, 53% apresentavam dor ou desconforto na região da articulação temporomandibular; já entre os meninos, 39% apresentaram algum sintoma de disfunção.

    Discussão

    Após a análise dos resultados obtidos através dos questionários respondidos pelas mães das crianças, como feito em outros estudos, que demonstram que há validade nas respostas dadas pelas mães19, notou-se alta prevalência de dor ou desconforto no aparelho estomatognático, mostrando que as disfunções temporomandibulares constituem um distúrbio comum entre as crianças. Verificou-se uma maior prevalência de sintomas de disfunção temporomandibular nas meninas, o que condiz com a literatura, que mostra uma incidência maior dessas disfunções no sexo feminino7-9. Foi possível observar também correlação significante entre o tempo de uso da chupeta com o aparecimento dos sintomas entre crianças que não apresentavam outros hábitos parafuncionais. Dor ou cansaço/dificuldade ao mastigar os alimentos apareceu principalmente naquelas que não usaram chupeta ou fizeram esse uso até mais de dois anos. Assim, a falta da chupeta pode fazer com que a criança não prepare sua musculatura mastigatória, apresentando fadiga ao mastigar alguns tipos de alimentos. Felício20, mostra que a sucção é um exercício muscular necessário, que prepara língua, lábios e mandíbula para a mastigação. Sendo assim, se a musculatura não estiver preparada, quando os alimentos sólidos são introduzidos na dieta da criança esta pode apresentar fadiga muscular, a qual pode ser responsável pelo aparecimento de dor. Gráfico 1. Presença de sintomas de DTM relacionados ao tempo de uso da chupeta Já o uso excessivo da chupeta pode ocasionar alterações da oclusão21, distúrbios miofuncionais ou interposição lingual, interferindo na biomecânica da articulação temporomandibular. Isso também gera dor, e essa dor pode ser o fator desencadeante do cansaço e da dificuldade ao mastigar. Frente aos resultados obtidos, é verificável que a chupeta pode ser importante por fazer com que a criança realize movimentos de sucção, preparando-a para a introdução de alimentos sólidos22. Porém, se usada por tempo prolongado, pode prejudicar a articulação e, conseqüentemente, a qualidade de vida da criança.

    Conclusão

    Foi possível concluir que o tempo de uso da chupeta influenciou na prevalência de sintomas de disfunção temporomandibular de forma significativa.

    Referências Bibliográficas

    1. Savalle WPM. Anatomia do Aparelho Mastigatório. In: Steenks MH, Wijer A. Disfunções da Articulação Temporomandibular do Ponto de Vista da Fisioterapia e da Odontologia. São Paulo: Santos; 1996.

    2. Okeson JP. Fundamentos de Oclusão e Desordens Temporomandibulares. São Paulo: Artes Médicas; 1992.

    3. Teixeira ACB, Marcucci G, Luz JGC. Prevalência das maloclusões e dos índices anamnésicos e clínicos em pacientes com disfunção da articulação temporomandibular. Rev Odonto USP 1999; 13(3): 251-6.

    4. Siqueira JTT, Ching LH. Dor Orofacial/ATM. Bases para Diagnóstico Clínico. Curitiba: Maio; 1999.

    5. Barbosa GAS et al. Distúrbios Oclusais: Associação com a Etiologia ou uma Conseqüência das Disfunções Temporomandibulares? JBA 2003; 03(10): 158-63.

    6. Magnusson T et al. Changes in clinical signs of craniomandibular disorders from the age of 15 to 25 years. J Orofac Pain 1994; 8: 207-13.

    7. Correia FAS. Prevalência da sintomatologia nas disfunções da articulação temporomandibular e suas relações com idade sexo e perdas dentais (dissertação). São Paulo: Faculdade de Odontologia Universidade de São Paulo; 1983.

    8. Ramos HAD et al. Sinais e sintomas das disfunções dolorosas da articulação temporomandibular. Odonto Cad Doc 1992; 34(2): 252-5.

    9. Souza JAS. Síndrome da articulação temporomandibular. RGO 1980; 38: 295-8.

    10. Bayardo RE, Mejla JJ, Orozco SLE. Montoya K.B.S. Etiology of oral habits. J Dent Child 1996; 63(5): 350-3.

    11. Turgeons B, Lachapelle D. Nutritive and nonnutritive sucking habits. J Dent Child 1996; 63(5): 321-7.

    12. Alamoundi N, Farsi N, Salako N, Feteih R. Temporomandibular disorders among school children. J Clin Pediatr Dent 1998; 22: 323-9.

    13. Thilander B, Rubio G, Pena L, Mayorga C. Prevalence of Temporomandibular Dysfunction and its association with malocclusion in children and adolescents: an epidemiologic study related to specified stages of dental development. Angle Orthodontist 2002; 72(2): 146-53.

    14. Jersil AJ. Psicologia da criança. 2ª ed. Minas Gerais: Itatiaia; 1973.

    15. McDonald HE, Avrry DH. Odontopediatria. 4ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 1986.

    16. Martins JCR, Sinimbu CMB, Dinelli TCL, Martins LPM, Rauelli DB. Prevalência de má oclusão em pré-escolares de Araraquara: relação da dentição decídua com hábitos e nível sócio-econômico. Revista Dent Press Ortod Ortop Facial 1998; 3(6): 5-43.

    17. Cavassani VGS, Ribeiro SG, Nemr NK, Greco AM, Kohle J, Lehn C. Hábitos orais de sucção: estudo piloto em população de baixa renda. Revista Brasileira de Otorrinolaringologia 2003; 60(1): 106-10.

    18. Toledo GL, Ovalle I. I. II Estatística Básica. São Paulo: Atlas 1995.

    19. Cirano GR et al. Disfunção de ATM em crianças de 4 a 7 anos: prevalência de sintomas e correlação destes com fatores predisponentes. RPG 2000; 7(1): 14-21.

    20. Felício CM. Fonoaudiologia na desordens temporomandibulares - Uma ação educativa terapêutica. São Paulo: Pancast Editora; 1994.

    21. Tomita NE, Sheiham A, Bijella VT, Franco LJ. Relação entre determinantes sócio econômicos e hábitos bucais de risco para más-oclusões em pré-escolares. Pesq Odont Brás 2000; 14: 169-75.

    22. André M. Tratamento odontopediátrico. Em: Altmann EBC. Fissuras labiopalatais. São Paulo: Pró Fono; 1990.


    Autora: Juliana de Paiva Tosato, Daniela Aparecida Biasotto-Gonzalez, Tabajara de Oliveira Gonzalez

    Fonte:http://www.rborl.org.br/conteudo/acervo/acervo.asp?id=3240

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    O que é a Dor Orofacial e como resolver


    O primeiro passo é um bom diagnóstico.

    As dores orofaciais  são dores  localizadas na boca e na face. A intensidade da dor , frequência, recorrência e cronicidade possam gerar um fenômeno conhecido como sensibilização  central ou  secundário,  o que torna esta dor difusa e mal localizada e muitas vezes irradiada ao crânio, ao pescoço e mesmo ao tórax  (Siqueira 2001, Bell 2003).

    Engloba as condições dolorosas provenientes da face e próprias da área odontológica, incluindo as disfunções de ATM.São altamente prevalente na população em geral e motivo frequente de procura assistencial.

    As Disfunções de ATM talvez sejam as principais responsáveis por dores craniofaciais de origem odontológica (Siqueira 2001). Por ser a articulação temporomandibular um órgão dinâmico formado por um grande número  de estruturas internas e externas, não deve ser olhada  isoladamente em relação ao resto do organismo. Esta articulação é uma das mais especializadas e diferenciadas do organismo porque  é capaz de realizar movimentos complexos , está relacionada a praticamente todas as funções do aparelho estomatognático. Funções como mastigação, deglutição, fonação e postura dependem muito da  saúde e estabilidade destas articulações. Portanto qualquer patologia nesta articulação poderá conduzir a uma disfunção de ATM e/ou dor orofacial.

    Gostaria de ressaltar que a  dor é um fenômeno complexo e subjetivo que pode ser descrito sob aspectos reais ou potencias de provocar lesão (definição da   IASP = Associação Internacional para o estudo da dor) . O atendimento a pacientes com dor e principalmente orofacial requer  a necessidade de nós, profissionais de saúde, um conhecimento constante sobre   anatomia, fisiologia e aspectos psicológicos do paciente.

    Patologias

    Obriga o profissional da área de saúde a conhecer o diagnóstico diferencial entre condições e síndromes ou condições que causam dor em região cefálica incluindo a possibilidade de dores referidas (aquelas que não são provenientes daquela região).

    As dores orofaciais possuem várias fontes.

    Desde uma infecção dentária ,  comumente vista no di-a-dia do cirurgião Dentista, fraturas de côndilo, sensibilidade dentinária ou  até  mesmos em casos mais graves, tumores . É preciso identificar e diagnosticar as várias causas para um correto tratamento, que deverá ser direcionado à sua etiologia. Já ouvi vários relatos de pacientes que se sentem de outro planeta por experimentarem tanta dor.

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    Sintomas de Bruxismo





    O bruxismo é um hábito inconsciente. Estas pessoas podem nem mesmo perceber que estão fazendo isto, até que alguém comente que elas fazem um horrível som de ranger de dentes enquanto estão dormindo. Para outras pessoas, é quando fazem um exame dental rotineiro e descobrem que seus dentes estão desgastados ou o esmalte de seu dente está rachado.

    Os sinais e sintomas de bruxismo costumam incluir: 

    Ranger ou apertar os dentes: às vezes tão alto que pode despertar uma pessoa que estiver dormindo ao lado
    Dentes achatados, fraturados, lascados ou soltos
    Esmalte dental desgastado, expondo camadas mais profundas do dente
    Aumento da sensibilidade dentária
    Mandíbula ou dor na face
    Dor na mandíbula
    Dor que se sente como se fosse uma dor de ouvido - mas que na verdade é resultado de bruxismo
    Dor de cabeça
    Recuos de língua


    Outros sintomas mais graves incluem:
    Transtornos alimentares
    Ansiedade, irritabilidade, estresse e tensão
    Depressão
    Sensação de calor ou frio nos dentes
    Insônia

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    Mastigar bem os alimentos produz um relaxamento da musculatura. Uma dieta equilibrada, que contenha também alimentos mais duros, grãos e fib...

    Mastigação e dor na ATM



    Mastigar bem os alimentos produz um relaxamento da musculatura. Uma dieta equilibrada, que contenha também alimentos mais duros, grãos e fibras, ajuda a reforçar a tonicidade de todos os músculos da mastigação. Isto acaba prevenindo os problemas relacionados à ATM (articulação temporomandibular). A falta de mastigar alimentos mais duros, aliada a problemas no encaixe dos dentes, resultam em problemas de mordida que quase sempre geram uma disfunção na ATM.

    Pacientes que apresentam uma alteração na ATM geralmente relatam a presença de ruídos articulares, dor nos músculos que envolvem a cabeça ou nas articulações, desvios na mordida e/ou limitação na abertura da boca. A sucessão de mordidas erradas, desgastes e compensações, durante toda a vida, faz com que o corpo tente se adequar, nesse caso negativamente. Articulações, músculos e ossos sofrem um tipo de compensação ao longo dos anos, o que pode resultar em dores na coluna cervical.

    Disfunções na ATM podem provocar problemas na coluna cervical e vice-versa. Quando a oclusão (mordida) não é correta, a mandíbula se desvia lateralmente para fazer o ajuste e compensar o desequilíbrio.

    Os fisioterapeutas precisam estar atentos para tratar esse desequilíbrio causado pela mastigação inadequada.

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