A ATM é a articulação pela qual a mandíbula se conecta com o crânio. Problemas dolorosos com a ATM ocorrem em pessoas que apresentam má-...

A articulação temporo-mandibular e a cervical

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A ATM é a articulação pela qual a mandíbula se conecta com o crânio. Problemas dolorosos com a ATM ocorrem em pessoas que apresentam má-oclusão dentária, rangem os dentes, utilizam a articulação de maneira inadequada ou apresentam outras doenças. Como o pescoço e a ATM estão diretamente relacionadas, a DTM pode causar cervicalgia e vice-versa.

Essa disfunção é altamente debilitante e altera a realização de algumas funções essenciais como mastigar e falar.  Pacientes com DTM possuem alterações na posição da cabeça e ombros, bem como aumento da lordose cervical. Esses desvios no posicionamento da cabeça e ombros podem ocorrer como consequência de diferentes alterações, como distúrbios crânio-mandibulares. Distúrbios do aparelho estomatognático, como a hiperatividade muscular por exemplo, levam a anteriorização cervico-escapular. A atividade aumentada da musculatura mastigatória interfere nos músculos chamados de contra apoio (esternocleidomastoideo e trapézio) levando ao encurtamento dos músculos posteriores do pescoço e alongamento dos anteriores, acarretando em uma projeção anterior do corpo, que ultrapassa o quadrilátero de sustentação. Essas atividades mastigatórias foram verificadas por alterarem o sinal eletromiográfico dos músculos cervicais. Simultaneamente, como já descrito, a posição anterior da cabeça irá distúrbios de posicionamento e funcionamento mandibular, levando a uma crescente tensão na musculatura mastigatória e, consequentemente, DTM

Numa sucessão de mordidas erradas, desgastes e compensações, o corpo se encarrega de adequar, nesse caso negativamente, articulações, músculos e ossos, o que resulta em dor cervical. Em alguns casos o dentista deve criar um dispositivo oral que permita a articulação repousar e permite finalizar o tratamento da cervicalgia associada. O fisioterapeuta também pode ajudar a minimizar a dor na mandíbula através de um programa de exercícios especial.

O início das lesões é complexo e exige estudos determinando as ações musculares das diversas estruturas e suas relações, bem como a interação dos movimentos articulares entre si e a musculatura.


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O hiperbolóide é um instrumento de mastigação utilizado como auxiliar na Terapêutica Ortopédica Funcional dos Maxilares. Trata-se de uma ...

Video: Exercicios com Hiperbolóide




O hiperbolóide é um instrumento de mastigação utilizado como auxiliar na Terapêutica Ortopédica Funcional dos Maxilares. Trata-se de uma borracha de silicone de forma hiperbólica,dai a sua fundamentação científica. Ele é atóxico,inodoro e insípido. Além de ser usado com a finalidade acima descrita, o seu uso se estende à área da salivação.

Este instrumento de mastigação mantém a relação mandíbula-maxila,mesmo em qualquer posição da mastigação,produzindo apreciáveis excitações das glândulas salivares maiores e menores, principalmente a parótida e a de Ebner,responsável pela excreção de alto nível de saliva serosa.

O hiperbolóide pode ser usado em várias fases de tratamento como:

-Auxulia nos casos de flacidez muscular (hipotonia) e frouxidão de ligamentos;

-Auxilia na correção da mastigação viciosa,como ocorre na mordida cruzada unilateral;

-É usado no tratamento das disfunções das ATM's ,com exercícios específcios;

-Busca benefícios de fortalecimento do complexo periodôntico;

-Os exercícios executados com hiperbolóide devem ser competentes, mastigação bilateral com movimentos lateroprotrusivos e impactos adequados, e devido à dureza conduz estímulos através das terminações nervosas e no circuito interação eferente, excita a adeno-hipófiso que produz hormônios indispensáveis no crescimento crânio-facial;

-É de grande eficência no tratamento do bruxismo e apertamento dentário;

-Contribui também no tratamento das sequelas de paralisias faciais;

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O sistema estomatognático é uma unidade funcional do organismo em que tecidos diferentes e variados quanto à origem e à estrutura agem...

Artigo: Utilização da Terapia Manual nas DTMs

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O sistema estomatognático é uma unidade funcional do organismo em que tecidos diferentes e variados quanto à origem e à estrutura agem harmoniosamente na realização de variadas tarefas funcionais. Fazendo parte deste complexo temos a Articulação Temporomandibular (ATM), que com a participação de grupos musculares específicos, possibilitam a mandíbula executar variados movimentos durante a mastigação, deglutição e fonação. A ATM representa a união articulada da mandíbula com a base do crânio, apresenta conexões musculares e ligamentares com a região cervical que juntos formam um sistema funcional denominado sistema crânio-cervicomandibular 1,2.

A articulação temporomandibular é uma estrutura altamente especializada do complexo crânio-mandibular que está sujeita os comprometimentos de origem neurológica, ortopédica e músculo esquelética; originando as desordens craniomandibulares, que são caracterizadas por queixas de dor na região da articulação temporomandibular podendo ser observado fadiga dos músculos craniocervicofaciais, especialmente dos músculos da mastigação, limitação dos movimentos mandibulares e presença de ruídos articulares 3,4.

Disfunções da ATM são comuns em adultos jovens e sua prevalência de sinais assintomáticos e sintomáticos relativos, têm aumentado significantemente nas últimas décadas. Dentre os sinais sintomáticos encontramos as cervicalgias, as algias mandibulares, cefaléias tensionais e crepitações associadas ou não a estalidos e subluxações. O diagnóstico e tratamento das doenças da ATM apresenta-se como um desafio para a ciência.

Mesmo uma observação superficial da extensa literatura sobre o assunto revelará uma grande divergência de conceitos sobre etiologia, patogenia e métodos terapêuticos 5.

Disfunções crânio-mandibular são consideradas desordens osteomusculares do sistema mastigatório que afetam mais de 25% da população em geral. Há muitas controvérsias relacionadas à etiologia dessas desordens, sendo preponderante a multiplicidade de fatores como hiperatividade muscular, trauma, estresse emocional, má oclusão, além de inúmeros outros fatores predisponentes, precipitantes ou perpetuantes dessa condição 6,7.

A estabilidade ortostática postural do crânio sobre a coluna cervical é um fator importante no diagnóstico das disfunções crânio mandibulares (DCM). A relação de equilíbrio postural entre crânio, mandíbula e coluna cervical são de fundamental importância para a manutenção da funcionalidade do sistema formado por elas. Em virtude desta relação, tem se sugerido que pacientes que apresentam DCM apresentam com mais freqüência sinais de alterações crânio cervicais, sendo a recíproca verdadeira 8,9.

As DCM consistem de um grupo de patologias que afetam os músculos mastigatórios, a ATM e estruturas afins. São comumente associados com outros sintomas que afetam a cabeça e pescoço, tais como cefaléias, assimetrias de face e alterações posturais cervicais, e geralmente se manifestam por sinais e sintomas álgicos, limitação de movimento e muito comumente a presença de pontos gatilho cervicotorácicos. As intervenções fisioterapêuticas incluem muitas vezes reeducação motora com exercícios dos músculos mastigatórios ou da coluna cervical para melhora da força e da mobilidade. Técnicas de terapia manual são comumente utilizadas para reduzir a dor e restaurar a mobilidade. O tratamento da Fisioterapia também deve incluir a associação de perturbações do sistema craniocervical, tais como má postura, espasmo muscular, quadro álgico da própria região cervical ou referida a partir desta 6.

Pacientes com DCM geralmente apresentam quadros de cervicalgias mais frequentemente do que outros pacientes. Devido à interação do pescoço e da cabeça, alterações posturais e desalinhamentos vertebrais ou lesões nessa região poderia levar a disfunção do controle motor cervical e conseqüentemente presença de algias 10.

Devido à grande variedade de sintomas relacionados às DCM, há também uma grande divergência em relação ao tratamento. Diante do exposto, o presente estudo teve o objetivo de comprovar a eficácia de um protocolo fisioterapêutico em indivíduo portador de DCM idiopática e mantendo como queixa principal a cervicalgia e cefaléia tensional, sensações de zumbido e audição diminuída em ouvido esquerdo, assimetrias da face e alterações posturais cervicais.

MÉTODOS

O estudo foi realizado com um indivíduo do sexo feminino, 36 anos de idade, professora, branca e natural de São José do Rio Preto (SP), portadora de DCM idiopática e mantendo como queixa principal a cervicalgia e cefaléia tensional, sensações de zumbido e audição diminuída em ouvido esquerdo, associados às alterações posturais. Antecedendo o tratamento paciente assinou de termo de consentimento livre e esclarecido, o qual explica o procedimento.

Realizado a aplicação do protocolo de avaliação fisioterapêutica, no qual constituiu da coleta de dados gerais (nome, sexo, escolaridade, idade, peso, altura, etc.), história da moléstia pregressa e atual, histórico pessoal e familiar posturas durante o dia, de trabalho, ao dormir, queixa principal, palpação muscular, testes ortopédicos e osteopáticos, entre outros.

Foi aplicado o questionário de triagem da Academia americana de dor orofacial, para avaliar a qualidade de vida), hábitos parafuncionais (ranger os dentes, apertar os dentes, roer unhas, mascar chicletes, morder objetos, morder lábios e/ou bochecha) e trauma, recomendado para disfunção temporomandibular. Trata-se de um questionário que contém 10 questões referentes á saúde bucal, informando como a paciente se sente e seus hábitos parafuncionais, para mensuração da dor. Aplicou-se escala visual analógica (EVA) baseado com valores numéricos, 0 – 10 sendo 0-2 ausência de dor, 3-7 dor moderada e 8-10 dor intensa.

A avaliação foi realizada em 29/04/2009, na qual a paciente relatou que utilizou a placa oclusiva ortodôntica para proteger os dentes e demais componentes do sistema mastigatório durante as crises noturnas de bruxismo; há seis meses sem saber precisar o tempo de uso da mesma, avaliação postural em fio de prumo e simetrógrafo em vista anterior, posterior, lateral esquerda e direita, observou-se cabeça e pescoço; aplicado testes de prova e função musculares, amplitude de movimentos (ADMs).  Na palpação referiu-se dor no côndilo mandibular esquerdo com irradiação para musculatura temporal e fundo de olho, associado à cefaléia tensional. Apresentou sintomatologia dolorosa na região de musculatura occipital, paravertebrais cervicais, trapézio (fibras superiores), esternocleidomastoídeos.

Clinicamente avaliou-se o grau de abertura bucal utilizando-se uma fita métrica da marca corrente com mensuração em centímetros (cm.). Foi observada a amplitude de abertura bucal de três centímetros, associado presença de estalidos e crepitações articulares, da ATM evidências de espasmos da musculatura orofacial (masseteres, temporais, pterigóideos, bem como os digástricos), deflexão da mandíbula e ATM mais elevada do lado esquerdo associado a maior espasmo muscular comparado ao lado direito.

Na avaliação física funcional dos músculos cervico-crânio-mandibulares observou-se a atividade muscular em diferentes posicionamentos: com a boca aberta atuação dos pterigóideos, sendo que na abertura bucal máxima constatou-se a atuação dos músculos supra – hióideos. No fechamento bucal, avaliou-se a atividade muscular do temporal, masseter e piterigóideos. Evidenciou sinais positivos aos testes de máxima intercuspidação habitual, ao teste de compreensão de disco e teste de mobilidade global, constatando-se a posteriorização do côndilo mandibular esquerdo, perda de função do M. temporal, impactação da ATM e má oclusão. Exames complementares não foram disponibilizados.

A paciente foi submetida a duas sessões por semana, com duração de cinqüenta minutos. Por dois meses perfazendo num total de quinze sessões.

O tratamento aplicado foi baseado nas técnicas de terapia manual composto pelo seguinte protocolo de atendimento:

1 – Relaxamento da musculatura orofacial;

2 – tração cervical; (figura 02).

3 – liberação miofascial das regiões cervical e intra-bucal:

Iniciando pelo músculo frontal com deslizamento inferior utilizando os dedos indicadores; músculo temporal com movimentos circulares utilizando os dedos indicadores e médios; músculo corrugador do supercílio com elevação do mesmo realizando deslizamento superior e inferior com o dedo indicador e polegar; músculo masseter e bussinador com movimentos circulares e de deslizamento com duração de 30 segundos cada; (figura 03).

4 – manobras para descompressão liberação da ATM intra-bucal:

Faz-se com a abertura do palato para ganho do espaço articular, Realizada com o polegar sobre os molares inferiores pressionando no sentido caudal enquanto que o mento é tracionado no sentido cefálico. Para descomprimir a ATM unilateral executou-se a manobra de tração da mandíbula com o polegar sobre os molares inferiores realizando uma tração no sentido lateral enquanto a mandíbula é tracionada para o lado medial;

5 – relaxamento dos músculos mastigatórios;

6 – exercícios de abertura e fechamento da mandíbula;

7 – exercícios de lateralidade;

Utilizado para melhorar a mobilidade por meio do alongamento das estruturas de tecido mole como músculo ou cápsula articular, exercícios isométricos para fortalecer os músculos e melhorar a coordenação para aumentar a variação de movimento articular e alongar o tecido mole 11.

8 – exercício de encostamento lingual associado à sucção;

9- exercícios de mobilização cervical; (figura 09).

10 – exercícios de estabilização segmentar para região cervical. Salienta-se que o indivíduo foi avaliado antes e após o tratamento aplicado. Em todas as sessões de tratamento fisioterapêutico, a paciente foi inspecionada e questionada sobre os quadros álgicos e amplitude de abertura bucal mensurada pela fita métrica.

RESULTADOS

No final de todas as sessões de tratamento fisioterapêutico, a paciente relatou alívio da sintomatologia álgica, e melhora na mastigação e abertura bucal e de sinais e sintomas como estalidos e crepitações da ATM, ausência das sensações de zumbidos.

Medidas de abertura bucal

Os dados da medida de abertura bucal, mensurados em centímetros, feitos no início e no final de cada sessão evidenciaram que houve uma melhora significativa ao longo do tratamento.

Tabela 1: Medidas de Abertura bucal relacionada sessões

Sessões

Medidas

Observações

3,0 cm

Dor, crepitações e estalidos.

4,0 cm


4,0 cm


5,0 cm

Dor, crepitações e estalidos.

5,3 cm


5,8 cm


5,9 cm


6,0 cm


6,0 cm

Ausência de dor, crepitações e estalidos.

10ª

6,5 cm


11ª

6,5 cm


12ª

6,8 cm


13ª

7,0 cm


14ª

7,5 cm


15ª

7,5 cm

Ausência de dor, crepitações e estalidos.

MÉDIA

5,78 cm

 

Escala visual analógica de dor

Na avaliação inicial a paciente relatou quadro álgico grau 8 de dor intensa, numa escala de 0 a 10. Após o tratamento, observou-se a ausência da algia na ATM, porém apresentou variância durante as nove sessões.

  Tabela 2: Avaliação da dor em relação às sessões

Sessões

Medidas

8

6

3

0

3

1

6

2

0

10ª

1

11ª

0

12ª

0

13ª

0

14ª

0

15ª

0

 

 

Questionário de triagem da Academia Americana de dor orofacial

No início do tratamento a paciente apresentou dificuldade ao mastigar, dor ao abrir à boca, movimentar sua mandíbula para os lados, dores de cabeça com freqüência, torcicolos, dor no ouvido ou na região das ATM, ruídos nas ATM's quando mastiga, e relatou apertar os dentes e apresentar-se em estado de estresse. Após tratamento a paciente manteve o apertamento dos dentes e o estado de estresse e os demais itens não houve relato de nenhum sinal e sintoma.

 

Tabela 3: Questionário de triagem da Academia Americana de dor orofacial

Questões

Pré-tratamento

Pós-tratamento

1. Você sente dificuldade ou sente dor ao abrir a boca, por exemplo?

SIM

NÃO

2. Você sente dificuldade para movimentar sua mandíbula para os lados?

SIM

NÃO

3. Tem cansaço ou dor muscular quando mastiga?

NÃO

NÃO

4. Sente dores de cabeça com freqüência?

SIM

NÃO

5. Sente dor na nuca ou torcicolo?

SIM

NÃO

6. Tem dor no ouvido ou na região das (ATM)?

SIM

NÃO

7. Já notou se tem ruídos nas ATM's quando mastiga?

SIM

NÃO

8. Você já observou se tem algum hábito como apertar os dentes

SIM

SIM

9. Você recentemente sofreu algum trauma na cabeça, pescoço ou mandíbula?

NÃO

NÃO

10. Sente-se estressado ou considera-se uma pessoa nervosa?

SIM

SIM

 

DISCUSSÃO

As desordens que acometem a ATM são responsáveis por uma sintomatologia diversificada, de difícil diagnóstico e tratamento, que envolve principalmente manifestações de dor e incoordenação muscular, relacionada ao desequilíbrio biomecânico não apenas da própria articulação, como também de áreas circunvizinhas, incluindo-se a região cervical. A dificuldade de diagnóstico baseia-se na controvérsia existente sobre a etiologia e mecanismos patogênicos que envolvem a articulação e as estruturas a ela relacionadas. Neste estudo, a paciente relata não fazer à utilização de aparelhos ortodônticos, já que apresenta alteração na dentição e mordida que é um importante fator etiológico. Desencadeou a hiperatividade da musculatura da face e, consequentemente, alterações na ATM 12.

O aumento da atividade da musculatura mastigatória interfere nos músculos denominados de contra apoio (M. esternocleiomastóideo e M. trapézio) levando ao encurtamento dos músculos posteriores do pescoço e alongamento dos anteriores. Simultaneamente, a alteração da posição da cabeça irá acarretar em distúrbio de posicionamento e funcionamento mandibular, levando a uma crescente tensão na musculatura mastigatória e, possivelmente, DTM. Estudos demonstram que a cabeça possui a tendência em ficar inclinada, fletida e, consequentemente rodada para o lado da ATM que se está sofrendo o processo. Contudo, a avaliação postural realizada antes da aplicação do protocolo fisioterapêutico indicou uma inclinação e rotação à direita da cabeça, contra-lateral à dor, porém relacionada ao mesmo lado da musculatura espasmada 1,3.

Devido à estreita relação existente entre os músculos da cabeça e região cervical com o sistema estomatognático, iniciaram-se estudos que visavam confirmar que alterações posturais da cabeça e restante do corpo poderiam levar a um processo de desvantagem biomecânica da ATM, levando a um quadro de disfunção temporomandibular 1.

As alterações posturais como desvios cervicais e protusão dos ombros podem levar a retrusão da mandíbula e as dores cervicais. O equilíbrio relaciona-se com o ouvido médio e a postura relaciona-se com o equilíbrio e a capacidade de adaptação corporal em cada circunstância. O posicionamento dos ombros poderá ser alterado com o aumento da atividade muscular mastigatória. Observa-se o não nivelamento destes, podendo estar protusos ou elevados do mesmo lado da ATM afetada. Isto ocorre já que o aumento da atividade dos músculos da mastigação leva a hiperatividade da musculatura cervical, determinando assim a contração dos músculos responsáveis pela elevação e protusão dos ombros 13.

Estas alterações foram confirmadas pela presença de espasmo da musculatura mastigatória, e hiperatividade da musculatura cervical de acordo com a avaliação inicial da paciente, que corrobora com o quadro de cefaléia tencional adquirida que a paciente relatava apresentar como umas das queixas principais.

As cervicalgias aparecem devido às contrações musculares excessivas, muitas vezes pela tensão emocional, estresse e pela má oclusão aguda que pode levar a uma contratura muscular. Desvios nos movimentos mandibulares, movimentos limitados ou assimétricos podem ser resultado de hiperatividade dos músculos responsáveis. Espasmos principalmente no músculo pterigóideo lateral ou nos músculos elevadores podem alterar a posição postural da mandíbula, modificar a oclusão e consequentemente alterar a postura corporal. No presente relato a medida de abertura bucal foi menor quando a paciente afirmou ter sido submetida a situações de estresse. No período pré-tratamento a ATM apresentava-se lateralizada à esquerda, mais elevada e com um maior espasmo muscular na região intra-bucal do lado esquerdo 14,6.

O exercício terapêutico é um instrumento valioso na restauração do bem estar musculoesquelético, cuja meta é a aquisição do movimento e da função, livre de sintomas. A ação do exercício através do aumento do fluxo sanguíneo muscular, decorrente do aumento na demanda de oxigênio e o aumento da vascularização do músculo ou da densidade do leito capilar. A mobilização articular manual, é um recurso que permite o movimento de distração condilar e que, permite a restauração da função mandibular através do alongamento ou rompimento de aderências capsulares e o realinhamento das fibras de colágenos e é indicada quando o objetivo é aumentar a função entre as superfícies articulares, eliminar contraturas de partes moles e restaurar o comprimento do músculo em repouso, com conseqüente analgesia. Dor muscular associada à incoordenação nas DTM deve desaparecer à medida que o controle motor melhora. Esta técnica foi utilizada no protocolo fisioterapêutico e com o decorrer do tratamento, a paciente apresentou melhora da mobilidade articular, com conseqüente aumento da abertura bucal, completa analgesia e ausência de estalidos e crepitações 15.

Terapias alternativas no tratamento das dores miofasciais mastigatórias, técnicas de massagem e de compressão digital podem aliviar a dor miofascial, e auxiliar no ganho de amplitude de movimento, principalmente quando associadas ao uso do gelo, do calor úmido e ao alongamento muscular; indicando que a combinação de estratégias pode ser uma escolha melhor e mais sucedida do que a utilização de estratégias isoladas. Na intervenção fisioterapêutica proposta foi realizado as técnicas supracitadas sem associação com outros recursos como gelo ou calor. Porém mostrou-se eficaz quando utilizadas de forma isolada 6.

A Fisioterapia baseada nas técnicas de terapia manual demonstrou ser eficaz no tratamento das DCM, eliminando o quadro álgico e os sintomas descritos. Porém, por tratar-se de uma alteração músculoesquelética, fatores como estresse e alterações emocionais podem interferir neste sistema, permitindo a volta do espasmo da musculatura envolvida, pois uma lesão crônica pode causar uma contratura de um ou mais músculos modificando a centralização da ATM, mobilidade mandibular e impondo pressões excessivas sobre a fibrocartilagem discal. Sobre ações destas forças o disco tem sua nutrição prejudicada degenerando-se progressivamente, causando sinais e sintomas como estalos, ressaltos, crepitações, dores e desvios.

 CONCLUSÃO

 Com base nos resultados apresentados após 15 sessões de atendimento, foi possível concluir que a intervenção fisioterapêutica mostrou-se eficaz nos desequilíbrios das estruturas articulares e neuromusculares envolvidas nas DCM, por meio da combinação de recursos fisioterapêuticos de terapia manual. Assim sendo, conclui-se que o protocolo fisioterapêutico aplicado no indivíduo portador de disfunção da ATM idiopática e mantendo como queixa principal a cervicalgia e cefaléia tensional, sensações de zumbido e audição diminuída em ouvido esquerdo, foi eficaz no ganho de ADM e consequente analgesia eliminando estalidos e crepitações na região da ATM, bem como o desaparecimento sintomatológico. Porém ainda é necessários maiores estudos relacionados às DCM para melhor desenvolvimento do protocolo de tratamento.

Cursos e tratamento nas disfunções da ATM:  Athlética em Rio Preto

 REFERÊNCIAS BIBLIGRÁFICAS:

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2 – RIES, Lilian G K; ALVES, Marcelo C; BÉRZIN, Fausto. Asymmetric activation of temporalis, masseter, and sternocleidomastoid muscles in temporomandibular disorder patients. Crânio. 2008; 26(1): 59 – 64.

3 – OLIVEIRA, A S., BERMUDEZ, C. C., SOUZA, R. A, SOUZA, C. M. F., CASTRO, C. E. S., BÉRZIN, F.: Avaliação Multidimensional da dor em portadores de desordem temporomandibular utilizando uma versão brasileira do questionário MCGILL de dor. Rev. Bras. Fisiot. v. 7, n. 2, 2003, p. 151 – 158.

4 – PICCOLOTO, M. A., HONORATO, D. C.: Uma abordagem fisioterapêutica nas desordens temporomandibulares: estudo retrospectivo, Rev. Fisiot. Univ. São Paulo, v.10, n. 2, 2003, p. 77 – 83.

5 – BUESCHER, Jennifer, J. Temporomandibular joint disorders. Am Fam Physician. 2007; 76(10): 1477 – 1482.

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7 – DELBONI, Maria Eloiza G.; ABRÃO, Jorge. Estudo dos sinais de DTM em pacientes ortodônticos assintomáticos. R Dental Press Ortodon Ortop Facial. 2005; 10(4):88 – 96.

8 – MATHEUS, Ricardo Alves. Relação Entre Disfunção Temporomandibular E Parâmetros Cervicais (Ângulo Crânio-Cervical, Espaço Suboccipital, Curvatura Cervical E Osso Hióide). [Dissertação] Campinas: Unicamp; 2005.

9 – ANDRADE, Angela Viegas; GOMES, Pollyana Figueiredo; TEIXEIRA-SALMELA, Luci Fuscaldi. Cervical spine alignment and hyoid bone positioning with temporomandibular disorders. J Oral Rehabil. 2007; 34(10): 767 – 72.

10 – PEDRONI, Cristiane Rodrigues; OLIVEIRA, Anamaria Siriani de; BERZIN, Fausto. Pain characteristics of temporomandibular disorder: a pilot study in patients with cervical spine dysfunction. J. Appl. Oral Sci. 2006; 14(5): 388 – 392.

11 – FRICTION, James R.; DUBNER, Ronald. (2003) Dor orofacial e desordens temporomandibulares. 1º edição, Santos. São Paulo: 335- 336.

12 – VISSCHER, Corine M; LOBBEZOO, Frank; NAEIJE, Machiel. A reliability study of dynamic and static pain tests in temporomandibular disorder patients. J Orofac Pain. 2007; 21(1): 39 – 45.

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A disfunção da articulação temporomandibular , ou ATM , é um transtorno da mandíbula que pode afetar o pescoço, as costas, as orelh...

Como curar a ATM com exercícios da mandíbula

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A disfunção da articulação temporomandibular, ou ATM, é um transtorno da mandíbula que pode afetar o pescoço, as costas, as orelhas e a cabeça se não se tratar. O ATM também pode afetar a respiração, e ao comer e dormir pode tornar-se muito dolorosa. O ATM é causado pelo trabalho ortodôntico ou deslocamento de dentes de forma natural. Os sintomas do ATM incluem "cliques" na mandíbula, problemas para abrir e fechar a bora, dor na mandíbula e o aperto na mandíbula.

Instruções

Coloque a língua no palato, de seguida abra bem a boca com a língua no seu lugar e inspire e expire lentamente em duas fases. Solte e repita 10 vezes.

De seguida, feche o punho e coloque-o por debaixo do queixo. Equilibre o peso do seu punho e pressione suavemente à medida que tenta abrir a mandíbula. A energia isométrica deve relaxar o osso da mandíbula (maxilar inferior). Tente que a mandíbula não faça "clique" à medida que faz este exercício. Mantenha a posição durante 10 segundos. Solte e repita 10 vezes.

Pressione o punho contra o lado esquerdo da sua mandíbula por debaixo da dobra, e mantenha uma pressão constante. A energia isométrica deverá relaxar os músculos da sua mandíbula. Sustenha durante 10 segundos. Solte 10 vezes e repita no lado oposto da mandíbula.

Pressione contra a sua mandíbula com um dedo de cada lado. Aplique pressão por igual em ambos os lados. Abra a mandíbula muito lentamente e não deixe que a mandíbula faça clique. Se a mandíbula fizer clique, solte e comece de novo, abrindo-a mais lentamente. A pressão em cada lado deve permitir que a sua mandíbula se abra e feche no alinhamento correto.

Uma vez que a sua mandíbula esteja relaxada e alinhada, com a mandíbula e a boca soltas, mantenha o seu queixo entre o polegar e o dedo indicador. Com muito cuidado e sem apertar, mova o queixo de trás para a frente, permitindo que a sua mandíbula relaxe e solte. Continue até que a sua mandíbula se sinta solta, alinhada e relaxada. Repita estes exercícios uma vez por dia ou mais frequentemente, se for necessário para alinhar a mandíbula. Com o alinhamento da mandíbula e prática, a mandíbula finalmente memorizará a posição relaxada e começará a fazê-lo de forma automática.


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A articulação têmporo-mandibular, responsável pelo movimento de fechar a boca, chamado de oclusão,é uma das articulações mais complexas do...

Fibromialgia e Dor na articulação têmporo-mandibular (ATM)




















A articulação têmporo-mandibular, responsável pelo movimento de fechar a boca, chamado de oclusão,é uma das articulações mais complexas do corpo humano. Além do movimento do tipo dobradiça, existem também movimentos para frente, para trás e para os lados. O interior da articulação também contém um menisco, que permite um maior deslizamento e um movimento mais suave.

O envolvimento da ATM não é totalmente inesperado na fibromialgia (FM), pois esta articulação é envolta por um dos grupos musculares mais poderosos do corpo (figura). A dor relacionada com a ATM é mais comumente causada pelo envolvimento dessa musculatura do que da articulação em si.

Quase um terço de pacientes com FM têm problemas de ATM e 20% dos pacientes com dores na ATM são portadores de fibromialgia. As dores na ATM também são mais prevalentes nas mulheres, entre 25 e 50 anos de idade.

As dores da ATM são sentidas na região da face, cabeça, pescoço e até ombros; outros sintomas incluem dolorimento na palpação da musculatura mastigatória, barulhos e travamento da articulação.
A dor é causada principalmente de contração muscular contínua, resultante muitas vezes do ranger dos dentes (bruxismo) ou do apertamento dos dentes (briquismo). Problemas de dentição, como dentes soltos podem colaborar com o aparecimento da dor.Esses fenômenos acontecem principalmente à noite, podem alterar a qualidade do sono e piorar os sintomas de fibromialgia.

O tratamento das disfunções de ATM geralmente inclui medidas como antiinflamatórios, analgésicos e relaxantes musculares. O uso de "placas" – dispositivos intra-orais para serem usados a noite, habitualmente reduzem a dor. Obviamente a avaliação de um odontólogo é imprescindível desde o início do quadro. Procedimentos cirúrgicos hoje são exceção. Fisioterapia, re-educação postural e massagens também auxiliam de maneira importante no alívio dos sintomas.

Eduardo S. Paiva
Reumatologista
Chefe do Ambulatório de Fibromialgia do HC-UFPR, Curitiba

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A dor orofacial é uma situação de dor associada aos tecidos da cabeça, face, pescoço e estruturas da cavidade oral. Incluem-se, entre outra...

Dor provocada por disfunção temporomandibular


A dor orofacial é uma situação de dor associada aos tecidos da cabeça, face, pescoço e estruturas da cavidade oral. Incluem-se, entre outras, a dor de cabeça, garganta, por doenças graves como tumor, a dor com origem no sistema nervoso, e a disfunção da articulação temporomandibular.

A disfunção temporomandibular caracteriza-se por um conjunto de distúrbios que envolvem essa articulação, responsável pela ligação entre o maxilar inferior e o crânio e pelos músculos que permitem a mastigação, associados à região orofacial e cervical.

É uma dor músculo-esquelética motivada por vários fatores como o hábito involuntário de apertarmos o maxilar, o hábito de roer as unhas, morder lábios e bochechas, ranger os dentes durante o sono (bruxismo), stress, má postura, traumatismos e reações emocionais intensas.

Estima-se que a dor orofacial associada a esta disfunção afete cerca de 9 a 13 por cento da população em geral, porém só cerca de 4 a 7 por cento desses doentes procura tratamento.

É mais frequente entre as mulheres e os sintomas são mais evidentes entre os 20 e os 40 anos. É uma doença que evolui para um estado crónico e com dor severa e se negligenciada pode ter um grande impacto no sofrimento do paciente, como por exemplo, afetando o sono e os aspetos psicossociais.

Os sintomas mais comuns são a dor localizada, sentida no maxilar inferior, de intensidade moderada a grave, que é mais evidente durante a mastigação. Pode também levar a dor de cabeça, ouvidos, zumbidos e até a dor no pescoço.

O diagnóstico da disfunção temporomandibular é baseado na história clínica do doente e num cuidado exame físico, por exemplo com a palpação dos músculos da mastigação. Em alguns casos poderá ser necessário recorrer a exames de imagiologia como um Raio X simples.

O objetivo do tratamento é controlar a dor, recuperar a função do aparelho mastigatório, reeducar o paciente e devolver-lhe, na medida em que for possível, qualidade de vida. Para isso, a disfunção temporomandibular exige uma abordagem criteriosa feita por uma equipa multidisciplinar.

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A articulação temporomandibular é também conhecida por ATM e fica localizada em frente de cada ouvido. É responsável pela articulação entre ...

Estalos na mandíbula


Articulação temporomandibular


A articulação temporomandibular é também conhecida por ATM e fica localizada em frente de cada ouvido. É responsável pela articulação entre crânio e mandíbula, pelos movimentos de abrir e fechar a boca, assim como movimentos laterais que permitem mastigar, bocejar, falar, deglutir, dentre outros. Quando essa articulação que envolve os ossos, músculos, ligamentos e discos têm alguma falha, pode ocorrer uma disfunção temporomandibular ou DATM.

Essa disfunção ocorre principalmente nas mulheres acima dos 30 anos. As causas são difíceis de serem diagnosticadas. Pode ser em razão de algum traumatismo, excessiva abertura da boca, mordida inadequada, tensão, estresse físico e psicológico, artrite, ranger os dentes, tumores, hábitos nocivos como roer unhas ou alterações hormonais, hábitos como mascar chicletes, má qualidade de sono, excesso de cafeína, sedentarismo, ingestão insuficiente de água, qualidade da alimentação e até depressão.

Essa disfunção causa dores e desconforto nos músculos da mastigação, podendo se estender para pescoço e ombro, estalido nas mandíbulas, modificação na mordida, dor de ouvido, dor de cabeça, dificuldade de abrir totalmente a boca e de mastigar ou bocejar, desgaste dental, zunido, sensação de mordida desajustada, mudança na posição da cabeça, fadiga muscular, dores no peito e nos olhos, tontura não relacionada à labirintite, dor nos dentes, os músculos ficam cansados quando mastiga, sensação de dor no ouvido, nuca, ombros, dor como se fosse sinusite, mas sem a enfermidade diagnosticada.

O diagnóstico é feito pela análise e verificação da mandíbula, do movimento da boca e abertura total da mesma. Além disso, exames como radiografias serão solicitados para que essa imperfeição seja detectada e corrigida. Essa disfunção é cíclica e pode aparecer em maiores períodos de estresse. Em alguns casos é necessário um grupo com neurologista, otorrinolaringologista, endocrinologista, psicólogo, reumatologista e fisioterapeuta para que o diagnóstico e tratamento sejam efetuados com maior precisão e eficiência.

Existem tratamentos que evitam uma cirurgia e melhoram a qualidade de vida da pessoa que possui essa disfunção. O auxílio de um fisioterapeuta auxilia no reposicionamento entre crânio e mandíbula por meio de exercícios, radiação, vibrações mecânicas e estímulos elétricos, o que irá fortalecer os músculos da região, reduzir dores e inflamação. Fonoterapia e a utilização de placas de mordida, melhorar a postura, relaxar o maxilar, utilizar técnicas de combate ao estresse, se alimentar saudavelmente, evitar chicletes, ter uma boa qualidade de sono e ir regularmente ao dentista são muito importantes para a verificação da disfunção. Se você conhece alguém com este problema, solicite que procure o dentista para verificação. A disfunção é progressiva e pode causar consequências mais sérias além das dores e estalidos.

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Sabe aquela dor de cabeça que não passa nunca? Pode ser que a solução esteja longe do consultório médico e seja encontrada mesmo no dentista...

Dor de cabeça pode ser curada no dentista



Sabe aquela dor de cabeça que não passa nunca? Pode ser que a solução esteja longe do consultório médico e seja encontrada mesmo no dentista. Isso mesmo! Uma disfunção na articulação que liga o maxilar à mandíbula pode ser a causa da dor que tanto incomoda. E o problema atinge pelo menos três vezes mais as mulheres.

A Disfunção da Articulação Temporomandibular tem nome difícil - mas, uma vez feito o diagnóstico, o tratamento descomplica a vida de pacientes. Especializada nessa articulação (ATM), a dentista Simone Carrara, de Brasília, indica que 90% dos pacientes que apresentam a disfunção têm dor de cabeça crônica. “Pouca gente imagina que uma dor de cabeça pode ser tratada pelo dentista”, comenta. A maioria dos seus pacientes recorreu a diversos especialistas da medicina antes de procurá-la. Simone calcula que o problema atinja cerca de 10% da população, sem distinção de idade.

Segundo ela, dores de ouvido, dor e pressão atrás dos olhos, estalidos ou sensação de desencaixe ao abrir ou fechar a boca e até dores nas costas podem ter relação com disfunções na ATM. “A articulação temporomandibular é uma das mais complexas do corpo humano, pois está ligada também ao crânio”, explica. É essa articulação que possibilita à mandíbula se movimentar e pode se desgastar com hábitos relacionados à tensão, ao encaixe da mordida e até à postura corporal. “Mudar os hábitos é fundamental, especialmente aqueles que chamamos de hábitos parafuncionais, como mastigar chiclete, apoiar as mãos no queixo, morder lápis e segurar o telefone com o ombro”, completa.

Até mesmo quem tem medo da cadeira do dentista pode procurar um sem medo. Isso porque o diagnóstico é simples - com exame clínico e eventuais raio-x - os novos tratamentos não usam mais técnicas invasivas. “Sem cirurgia ou intervenções agressivas é possível eliminar a causa da dor e se livrar de vez de remédios que não resolviam e apenas aliviavam os sintomas”, diz a dentista. Hoje, placas de acrílico, intervenção em hábitos e posturas, fisioterapia com laser e ultra-som são algumas soluções propostas.

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1. O que é a síndrome da dor miofascial?   É uma causa comum de dor no músculo caracterizada pela presença de pontos gatilhos. Ocorre em ...

8 perguntas e respostas sobre a síndrome da dor miofascial

1. O que é a síndrome da dor miofascial?  

É uma causa comum de dor no músculo caracterizada pela presença de pontos gatilhos. Ocorre em ambos os sexos e é mais comumente observada em atletas e nas pessoas acima dos 30 anos de idade. 

2. O que são pontos gatilhos?  

São locais bem delimitadas, podendo-se manifestar como um nódulo ou local de contração do músculo. Este, quando estimulado, causa uma dor em uma área distante (dor que ¨corre¨ para outro local). 

3. Quais os sintomas da síndrome de dor miofascial? 

O mais comum é a dor em determinada região do corpo, geralmente mal localizada, sobre os músculos ou juntas. A síndrome tende a piorar ou aparecer com esforço físico. No entanto, ela pode ocorrer mesmo ao repouso, quando não for tratada precocemente. 

4. Qual a causa da síndrome de dor miofascial?  

Geralmente ocorre pelo estresse excessivo sobre os músculos (movimentos repetitivos, condicionamento físico inadequado, postura inadequada, trauma, distensão muscular, estresse emocional e mesmo por roupas apertadas). Pode também estar associada a doenças como diabetes, doenças da tireóide, depressão, anemia, doença reumatológicas e neurológicas, etc. 

5. Como se faz o diagnóstico da síndrome de dor miofascial? 

O diagnóstico é clínico, sendo que muitas vezes não é necessário nenhum exame complementar (exame de sangue, radiografia, etc). 

6. Como pode ser tratada a síndrome de dor miofascial?  

O tratamento consiste na identificação de fator causal e sua correção, no uso ou não de medicamentos (agulhamento, acupuntura), e na reabilitação . Por outro lado, é muito importante a identificação de vícios de postura e de movimentos durante o dia-a-dia, os quais são freqüentemente a causa dessa síndrome. 

7. Quanto tempo devo permanecer em repouso? 

Atividades que envolvam sobrecarga do músculo envolvido devem ser evitadas até a melhora da dor. Isto não impede a mobilização do mesmo o qual deve ser mantido conforme orientação do fisioterapeuta, assim como a reabilitação após o tratamento da dor na fase precoce. Após agulhamento, por exemplo, é sugerido repouso de alguns dias para melhor resposta terapêutica. 

8. Mais um pouco sobre o tratamento de síndrome miofascial 

a) Identificação dos fatores desencadeantes:
     - Postura inadequada; bruxismo e apertamento dentário; distúrbios endocrinometabólicos (hipoglicemia, hipotiroidismo etc), anemia e infecções sistêmicas; distúrbios comportamentais; distúrbios do sono. 

b) Medidas não farmacológicas:
     - Eliminação dos pontos gatilhos: agulhamento com lidocaína (diluir em água destilada na proporção de 1:1 => Não infiltrar mais de 5 pontos-gatilho no mesmo dia; contra-indicações: distúrbios hemorrágicos ou uso de anticoagulantes, infecção local ou sistêmica, alergia ao anestésico, trauma muscular agudo, medo intenso de agulha; 
     - Meios físicos: massagem, calor, crioterapia, eletroterapia etc; 
     - Pulverizador tópico de ação congelante (fluorometano ou cloro etílico) e estiramento do músculo afetado; 
     - Acupuntura: 5-10 sessões semanais ou quinzenais de 30-60 minutos; 
     - Fisioterapia: cinesioterapia; alongamentomuscular no sentido contrário à ação do músculo; 
     - Suporte psicológico: se houver distúrbios do humor; manobras de relaxamento, “biofeedback” (6-12 sessões semanais), procedimentos cognitivo-comportamentais.   

c) Medidas farmacológicas:
     - Analgésicos; antiinflamatórios não estereoidais; relaxante musculares (usar nos espasmos musculares e dores cervicais, lombares ou da ATM; ciclobenzaprina ou tinadizina; antidepressivos; anticonvulsivantes.  

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As disfunções temporomandibulares (DTMs) são as condições mais comuns de dores crônicas orofaciais que se apresentam aos dentista...

Fisioterapia no tratamento da dor orofacial de pacientes com disfunção temporomandibular crônica



As disfunções temporomandibulares (DTMs) são as condições mais comuns de dores crônicas orofaciais que se apresentam aos dentistas e a outros profissionais da saúde.1 Os sinais e sintomas podem incluir: dor nas estruturas envolvidas, limitação ou desvio no movimento mandibular e sons articulares durante a função.2
O tratamento das DTMs requer uma equipe multidisciplinar composta prioritariamente por dentistas, além de psicólogos, psiquiatras e fisioterapeutas.Devido à natureza dos sinais e sintomas das DTMs, tratamentos simples e conservadores, têm sido preferidos aos invasivos. Exercícios ativos de relaxamento, alongamento, ultrassom, massagem, TENS, estabilização oclusal, farmacoterapia, infiltração anestésica, entre outros, têm sido indicados, e têm demonstrado excelentes resultados no controle da dor em associação a um efetivo tratamento odontológico.4-5 Segundo Feine et al,1997 é necessário oferecer ao paciente um tratamento capaz de reduzir suas limitações, bem como o desconforto ocasionado pela dor, visando melhorar sua qualidade de vida. Nesse contexto, a fisioterapia pode ser um recurso eficaz nos casos de DTM,especialmente naqueles em que a dor persiste. Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar o efeito da fisioterapia manual, cinesioterapia e laserterapia, no tratamento da dor muscular e artralgia em uma paciente com DTM crônica.

RELATO DE CASO

Uma paciente do gênero feminino de 35 anos, com relato de apertamento de dentes e diagnóstico de dor muscular e artralgia, foi encaminhada por um cirurgião dentista à Clínica de Fisioterapia da Universidade Paulista, UNIP/Araraquara em busca de avaliação e tratamento complementar. Através de uma ficha de avaliação fisioterapêutica, procedeu-se à coleta de dados por meio de anamnese e exames físicos de inspeção, palpação e amplitude de movimento ADM. A queixa principal da paciente caracterizava-se por dor localizada há mais de 20 anos na ATM esquerda, com duração máxima de até três dias consecutivos. Detectou-se presença de deslocamento de disco com redução na ATM esquerda, dor muscular no masseter direito e ausência de dor durante os movimentos cervicais, bem como, normalidade nos movimentos de protrusão e lateralidade esquerda e direita. º1

Após detalhada avaliação fisioterapêutica, o seguinte tratamento foi proposto (Fig. 1):
1. Alongamento passivo nos músculos trapézio e esternocleidomastoideo. 2. Aplicação de laser de baixa intensidade (LLLT) de arsenieto de gálio (AS-GA), seguindo os seguintes parâmetros: 4 J para área da articulação de forma pontual e 8 J na área muscular na forma pontual e varredura, com distância de 1 mm, com modo pulsátil, 1 min. por ponto (Physiolux Dual-Bioset®). 3. Relaxamento facial com técnicas de deslizamento. e 4. Orientação para exercícios caseiros complementares de alongamento ativo da musculatura cervical (extensores, flexores e laterais da cabeça e pescoço) e manutenção do uso noturno da placa oclusal miorrelaxante.

A cada início e término de sessão adotou-se a escala analógica visual (EAV) como instrumento de avaliação dos resultados, pois a mesma permite a graduação da sensação dolorosa pelo paciente em uma escala de 0 a 10. O mesmo protocolo foi repetido ao longo do tratamento, que consistiu em 10 sessões, realizadas uma vez por semana. Após seu término, reavaliações nos períodos subseqüentes de 15, 30 e 60 dias foram realizadas. Este estudo foi devidamente aprovado pelo Comitê de Ética em pesquisa da Universidade Paulista, UNIP.
RESULTADO
Houve redução gradual da sensação dolorosa relatada pela paciente por meio da EAV, no decorrer das sessões (Fig. 2). A média de alívio dos sintomas dolorosos foi de 20 % por sessão, alcançando valor 0 (zero) nas últimas semanas. O resultado obtido manteve-se estável por 60 dias após o término do tratamento.
DISCUSSÃO
O tratamento das DTMs visa à diminuição ou eliminação da dor, restauração da função articular normal, redução da necessidade de tratamentos futuros e devolução das funções normais vitais. Assim, uma abordagem fisioterapêutica requer a avaliação cognitivo-psicológica do paciente, a reeducação comportamental e a implementação de diversas técnicas e programas, que incluem aconselhamento e reeducação, terapia térmica, massagem, alongamento e relaxamento.7-8 As técnicas de relaxamento são propostas principalmente em casos de dor miofascial com limitação de abertura bucal. Esses exercícios físicos geralmente consistem na aplicação de forças e estresses musculares progressivos para melhoria das funções físicas musculoesqueléticas.7 Segundo Mongini et al, 2008,9 um simples programa de exercícios caseiros reduz significantemente a intensidade da dor, a frequência das crises e a ingestão mensal de fármacos para controle da dor.
Por outro lado, a eficácia clínica dos lasers de baixa intensidade (LLLT) no tratamento das DTMs é controversa, apesar de diversos mecanismos de ação serem propostos.10 Cetiner et al, 2006,11 observaram melhoria significante na abertura bucal, na dor e função musculares em pacientes tratados com laser. Outro estudo, em 2007, encontrou melhora em 77 % de sua amostra com dor miofascial e/ou artralgia após utilização de laser.12Entretanto, Emshoff et al, 2008,10 não encontraram diferenças significativas entre os grupos placebo e o laser ativo, e atribuíram seus resultados positivos a fatores psicológicos.
A fisioterapia é considerada um procedimento simples, reversivo e não invasivo, de baixo custo, que favorece a comunicação e a confiança paciente-profissional.Neste estudo de caso, o protocolo de tratamento proposto foi eficaz para analgesia da ATM e redução da dor e tensão do músculo masseter, eliminando o uso de medicamentos. É importante ressaltar que a terapia física proposta foi individualizada, baseando-se em protocolos descritos na literatura, direcionada à queixa principal apresentada pela paciente. A avaliação dos achados clínicos, interpretação, intuição e experiência do profissional devem ser utilizadas para se desenvolver um programa terapêutico designado ao alívio da dor, restauração da função e prevenção de sua recorrência. Assim, a correta seleção de modalidades de tratamento requer conhecimento adequado da dor e deste campo atuação.13Além disso, o efeito adjunto de outras intervenções fisioterapêuticas, bem como, sua interação com outras modalidades de tratamento devem ser avaliados em estudos futuros.
Os resultados obtidos demonstraram que o protocolo de tratamento definido foi efetivo para aliviar os sintomas de artralgia e de tensão muscular apresentados neste relato de caso. Entretanto, estudos futuros são necessários para que se definam o efeito de outros programas fisioterapêuticos, assim como sua interação com outras modalidades de tratamento. Conclui-se que as terapias físicas individualizadas podem ser eficientes no tratamento das DTMs crônicas persistentes.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. Dworkin SF, Huggins KH, LeResche L, Korff MV, Howard J, Truelove E, et al. Epidemiology of signs and symptoms in temporomandibular disorders. J Am Dent Assoc. 1990;120:273-81.
2. Okeson JP. Dor orofacial-guia de avaliação, diagnóstico e tratamento. 2ª ed. São Paulo: Quintessence; 1998. p. 287.
3. Rosenbaum RS, Gross SG, Pertes RA, Ashman LM, Kreisberg MK. The scope of TMD/orofacial pain (head and neck pain management) in contemporary dental practice. J Orofac Pain. 1997;11:78-83.
4. Graff-Radford SB. Temporomandibular disorders and headache. Dent Clin N Am. 2007;51:129-44.
5. Furto ES, Cleland JÁ, Whitman JM, Olsoon KA. Manual physical therapy interventions and exercise for patients with temporomandibular disorders. Cranio. 2006;24(4):283-91.
6. Feine JS, Widmer CG, Lund JP. Physical therapy: a critique. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod. 1997;83:123-7.
7. Michelotti A, De Wijer A, Steenks M, Farella M. Home-exercise regimes for the management of non-especific temporomandibular disorders. J Oral Rehabil. 2005;32:779-85.
8. Fricton J. Myogenous temporomandibular disorders: diagnostic and management considerations. Dent Clin N Am. 2007;51:61-83.
9. Mongini F, Ciccone G, Rota E, Ferrero L, Ugolini A, Evangelista A, et al. Cephalalgia. 2008;28:541-52.
10. Emshoff R, Bösch R, Pümpel E, Schöning H, Strobl H. Low-level laser therapy for treatment of temporomandibular joint pain: a double-blind and placebo-controlled trial. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod. 2008;105:452-6.
11. Cetiner S, Kahraman SA, Yücetas S. Evaluation of low-level laser therapy in the treatment of temporomandibular disorders. Photomed Laser Surg. 2006;24:637-41.
12. Fikácková H, Dostálová T, Navrátil L, Klaschka J. Effectiveness of low-level therapy in temporomandibular joint disorders. A placebo controlled study. Photomed Laser Surg. 2007;25:297-303.
13. Mannheimer J. The physical therapy board of craniofacial & cervical therapeutics [Editorial]. Cranio. 2010;28(3):145-7.
Recibido: 18 de diciembre de 2010.
Aprobado: 6 de enero de 2011.

Dra. Ana Lúcia Franco. Faculdade de Odontologia de Araraquara. Univ. Estadual Paulista, Brasil. E-mail:analu.franco@hotmail.com

Ana Lúcia FrancoI; Camila Andrade ZamperiniII; Danieli Cristina SalataIII; Elaine Cristina SilvaIII; Wanderley Albino JúniorIV; Cinara Maria CamparisV
IMáster em Ciências. Doutora em Cirurgiã Dental. Doutoranda em Reabilitação Oral, Departamento de Materiais Odontológicos e Prótese, Faculdade de Odontologia de Araraquara. Universidade Estadual Paulista, Brasil.
IIMáster em Ciências. Doutora em Cirurgiã Dental. Doutoranda em Reabilitação Oral, Departamento de Materiais Odontológicos e Prótese, Faculdade de Odontologia de Araraquara. Universidade Estadual Paulista, Brasil.
IIIFisioterapeuta formada pela Universidade Paulista. UNIP, Campus Araraquara.
IVMáster em Ciências. Professor Adjunto do Departamento de Fisioterapia da Universidade Paulista. UNIP, Campus Araraquara.
VDoutora em Filosofia. Máster em Ciências. Doutora em Cirurgiã Dental. Professor Adjunto do Departamento de Materiais Odontológicos e Prótese, Faculdade de Odontologia de Araraquara. Univ. Estadual Paulista, Brasil.

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Dor forte quando a pessoa mastiga ou ri, além de ruídos ou estalos, são sintomas de que pode haver problemas na delicada região mandibular...

Fisioterapia para músculos faciais



Dor forte quando a pessoa mastiga ou ri, além de ruídos ou estalos, são sintomas de que pode haver problemas na delicada região mandibular. Técnicas de relaxamento podem ser a melhor solução para manter o sorriso aberto.
Você sabia que a articulação da boca funciona como a do joelho? Sim, além de também ser sinovial, o que significa que possui uma maior mobilidade, comporta um menisco: o disco articular, que acompanha a mandíbula quando a boca faz o movimento de abertura.

Deu então para perceber que é uma região delicada como a do joelho, onde podem ocorrer com freqüência problemas na musculatura e na articulação. E quando há algum desequilíbrio musculoesquelético na região, que pode provocar espasmos na mandíbula ou deslocamento do disco, as dores podem se estender à coluna cervical, e atingir até mesmo os ombros e a cabeça.

A novidade é que agora os dentistas estão diagnosticando o problema muito mais rapidamente — não é para menos: se há 15 anos apenas 20% da população tinha problemas como o bruxismo, que leva ao ranger dos dentes e conseqüentemente à má oclusão (encaixe das arcadas dentárias) e ao desequilíbrio da articulação, hoje, por causa do estresse da vida moderna, 80% sofrem desses distúrbios. E devido à freqüência das queixas, os dentistas também estão buscando a solução em tratamentos integrados.

A fisioterapeuta Liriana Carneiro especializou-se em tratar de problemas causados por desordens temporomandibulares e dor orofacial. “É comum que a pessoa antes de chegar ao especialista certo já tenha passado por vários médicos. Uma cliente minha, por exemplo, chegou a arrancar três dentes porque seu dentista não identificava que o problema era muscular. Era um ponto gatilho do músculo masseter usado durante a mastigação que gerava dor irradiada para os dentes”, conta ela.

Segundo a especialista, os principais sintomas de que pode haver problemas nos músculos ou na articulação da região mandibular são uma dor forte quando a pessoa mastiga ou ri, uma dor localizada na mandíbula ou que se estende a pescoço, face e cabeça, uma limitação de abertura da mandíbula, um travamento que pode ou não voltar para o lugar, além de ruídos ou estalos.

“Uma das formas de tratar é auxiliando fisioterapia, tratamento dentário e até medicamentos. O dentista pode receitar, por exemplo, uma placa para ser usada à noite que modificar os estímulos da região e reprogramar o cérebro. A fisioterapia poderá tratar da rigidez capsular, dos espasmos, das contraturas e das desordens dos músculos”, diz Liriana.

Para o odontologista Marcelo Fonseca, presidente da Sociedade Brasileira de Odontologia Estética e Reparadora, as disfunções da região mandibular podem ser confundidas com otite. “É preciso estar atento à oclusão dos dentes, é o encaixe ideal que leva ao bom funcionamento dos músculos, que devem trabalhar de forma coordenada. Quando o encaixe é descentralizado é um início de um comprometimento da articulação”, afirma.
Segundo ele, é preciso verificar se houve algum problema nos trabalhos de reabilitação oral. “Não basta fazer uma ponte ou pôr uma prótese, mas acompanhar de que forma está sendo feito o trabalho. Muitas vezes, em vez de se resolver um problema, cria-se outro”, explica. Isso ocorre porque os dentes passam a encaixar mal e os músculos trabalham de forma desarmônica.

“A dor pode se manifestar em diferentes graus. Mas normalmente a dor se irradia para a região temporal”, diz Fonseca. “Mas gente que sente dor na cervical pode estar com problemas na região mandibular”, completa o especialista.
De acordo com ele, o dentista precisa avaliar que tratamento fará com o paciente, podendo até fazer novas restaurações para quem já tem prótese. “Oferecemos ainda um trabalho chamado Reset que trabalha com a desprogramação da musculatura em espasmo.”

Esta técnica, utilizada pela terapeuta Lílian Knapp, relaxa 90% dos músculos do corpo e da face; acessa e energiza os meridianos de acupuntura; e oferece uma poderosa combinação de hidratação e relaxamento muscular.
Diário de São Paulo


Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO - Cursos Online : Mais de 1000 cursos online com certificado
http://www.portaleducacao.com.br/odontologia/artigos/2877/fisioterapia-para-musculos-faciais#ixzz2r2rir9jp

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Parece paradoxal, mas não é: existe dor de dentre que não é do dente. Ela pode ter várias causas. A massa de neurônios que inervam os dente...

A Fisioterapia trata dor de dente?


Parece paradoxal, mas não é: existe dor de dentre que não é do dente. Ela pode ter várias causas. A massa de neurônios que inervam os dentes pode se tornar sensível por um motivo qualquer: sinusites, infecções, tumores, dentre outros; e isto pode gerar dor irradiada para o dente.

Outra possibilidade são os chamados pontos-gatilhos, áreas dolorosas que ficam em músculos no rosto, mandíbula, maxilar, dentro da boca, que podem provocar dor para o dente, assim como, também, problemas na ATM (Articulação temporomandibular).

O contrário também é verdade, pois problemas odontológicos podem provocar dores em outras regiões como a cabeça, ATM e pescoço, por exemplo.

Na abertura e fechamento da boca, músculos específicos localizados na cabeça e no pescoço funcionam sinergicamente para que o movimento seja harmonioso e eficaz no falar, mastigar e em outras funções afins. Desta forma, quando há uma disfunção por problemas de oclusão ou ausência de um ou mais dentes, estes músculos se adaptam a esta nova realidade e iniciam um funcionamento diferente do que estava programado para executar.

Com o tempo, esta adaptação sobrecarrega os músculos da mastigação e surgem os pontos gatilhos que deverão ser tratados pela Fisioterapia.


Leia mais: http://www.univicosa.com.br/noticia/752/a-fisioterapia-trata-dor-de-dente

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A má postura no trabalho e na hora de dormir, o ranger e apertar dos dentes, os maus hábitos alimentares, a desidratação e o estresse emoci...

Dor de cabeça e cervical associada a dor miofascial



A má postura no trabalho e na hora de dormir, o ranger e apertar dos dentes, os maus hábitos alimentares, a desidratação e o estresse emocional podem causar um tipo de dor pouco difundida entre os profissionais de saúde e a população: a dor miofascial, inclusive na região da cabeça e pescoço. Muitas vezes confundida com dor dentária, otite, sinusite, cefaleia tensional ou enxaqueca. Devemos sempre ficarmos atentos que a popular dor de cabeça (cefaleia) é um sintoma clínico. Podendo ser classificada como primária ou secundária, com características e intensidades distintas.No entanto, o médico especialista em dor deve saber que qualquer dor (da cabeça ao pescoço) pode ser um sintoma da síndrome dolorosa miofascial  dos músculos do crânio (inclusive mastigatórios), cervicais e da cintura escapular.

Complicações da síndrome dolorosa da cabeça e região cervical 

Ressalta-se que a persistência da dor por tempo prolongado na região da cabeça e cervical pode levar à sensibilização das fibras nervosas e dos segmentos espinhais, com redução da tolerância à dor na área  acometida (pele, articulação, ligamentos, pontos miofasciais, alterações viscerais e simpáticas).


DERMÁTOMOS 



A dor miofascial também pode ser secundária a casos de radiculopatias, neuralgias, enxaqueca, outros tipos de cefaleias primárias e secundárias, artrites/artroses, vícios posturais, lesões esportivas, dor  relacionada a cirurgias, fibromialgia, dor central, entre outras. 

Deste modo, no quadro de cefaleia (tanto primária quanto secundária) e de cervicalgia crônica é  comum a presença de bandas musculares "contraturadas" (bandas tensas) que produzem dor referida em áreas distantes ou próximas, originadas em um único músculo ou em vários músculos. Os mais comuns são:

Músculo Trapézio - Ponto Gatilho 1 




Músculo Trapézio - Ponto Gatilho 2 e 3 


A dor miofascial também pode ser secundária a casos de radiculopatias, neuralgias, enxaqueca, outros tipos de cefaleias primárias e secundárias, artrites/artroses, vícios posturais, lesões esportivas, dor  relacionada a cirurgias, fibromialgia, dor central, entre outras.
Deste modo, no quadro de cefaleia (tanto primária quanto secundária) e de cervicalgia crônica é  comum a presença de bandas musculares "contraturadas" (bandas tensas) que produzem dor referida em áreas distantes ou próximas, originadas em um único músculo ou em vários músculos. Os mais comuns são:


Músculo Trapézio - Ponto Gatilho 1 




Músculo Trapézio - Ponto Gatilho 2 e 3 
A dor miofascial também pode ser secundária a casos de radiculopatias, neuralgias, enxaqueca, outros tipos de cefaleias primárias e secundárias, artrites/artroses, vícios posturais, lesões esportivas, dor  relacionada a cirurgias, fibromialgia, dor central, entre outras. 
Deste modo, no quadro de cefaleia (tanto primária quanto secundária) e de cervicalgia crônica é  comum a presença de bandas musculares "contraturadas" (bandas tensas) que produzem dor referida em áreas distantes ou próximas, originadas em um único músculo ou em vários músculos. Os mais comuns são:
Músculo Trapézio - Ponto Gatilho 1 


Músculo Trapézio - Ponto Gatilho 2 e 3 


Músculo Trapézio - Ponto Gatilho 2 e 3 

Músculo Trapézio - Ponto Gatilho 2 e 3 

Músculo Esternocleidomastoideo - porção esternal  

Músculo Esternocleidomastoideo - porção clavicular

Esplênios da Cabeça e Cervical 



Multifidus e Semiespinhais da cabeça e cervicais


Suboccipitais 




Occipitofrontal 


Levantador da escápula 



Escalenos 

- Sensibilização segmentar espinhal 

- Síndrome dolorosa miofascial 

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