Para o Fisioterapeuta que trabalha com disfunção na artiulação da ATM, o zumbido é uma queixa comum dos pacientes. Logo, por ser um sintom...

O zumbido e a fisioterapia



Para o Fisioterapeuta que trabalha com disfunção na artiulação da ATM, o zumbido é uma queixa comum dos pacientes. Logo, por ser um sintoma, é preciso buscar a sua causa. O ruído afeta 17% da população brasileira e suas consequências tem grande repercussão na vida de 20% dos pacientes. Alguns pacientes apresentam alterações na intensidade ou qualidade do zumbido durante movimentos que contraem os músculos, principalmente na região do pescoço e da cabeça.

As dores que surgem em um lugar do corpo e se refletem em outro, denominadas somatossensoriais, podem causar zumbido. Algumas pessoas possuem pontos bem definidos de dor nos músculos. Ao pressionar estas áreas, a dor aparece ou se intensifica assim como o zumbido que pode mudar de caracteristicas,  aumentando ou dimuindo sua intensidade. O objetivo da fisioterapia é minimizar a sensação dolorosa na musculatura ereduzir a intensidade do zumbido e os pontos doloridos. Cerca de 10% dos pacientes com o sintoma se queixam que as contrações musculares influenciam a intensidade do barulho.

O zumbido acaba sendo o resultado da interação dinâmica de centros auditivos e não-auditivos do sistema nervoso. O sistema somatossensorial é um centro que não está relacionado com a audição e sua função é enviar dados sobre a sensação física do indivíduo para o cérebro. Situações estressantes, tensões, nervosismo e as contrações musculares aumentam a percepção do zumbido. Pacientes com zumbido unilateral, sem alterações auditivas e tensão nos músculos da cabeça, face ou pescoço normalmente são diagnosticados com o zumbido somatossensorial.

O tratamento inclui a desativação desses pontos, alongamento, massagem, recomendações para soltar os músculos e orientações para evitar que a musculatura fique "presa". Além disso, são indicadas estratégias para eliminar as outras causas do zumbido. O paciente évisto de forma integral, por isso os profissionais de diferentes especialidades devem realizar um tratamento integrado. O principal objetivo é promover a saúde de quem sofre com o zumbido e melhorar a sua qualidade de vida do paciente.

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(Hemera Technologies) ...

Dor de cabeça, tensão, ranger nos dentes? Pode ser disfunção da ATM


dor

(Hemera Technologies)

"Os sintomas se confundem com dores de ouvido e enxaquecas. Para completar, gente estressada normalmente tem também problemas posturais, que causam dores nas costas. A disfunção não causa nada disso, o que ocorre é a confusão do diagnóstico"

Giuliano Cossolin, responsável pelo Ambulatório de cirurgia oral e maxilofacial da Unifesp

Ela era ainda uma menina quando passou a apertar os dentes um contra o outro em um provável sinal de ansiedade. Aos 20, começaram as dores na nuca e enxaquecas que iam e vinham sem explicação. Foi ao dentista, recebeu um aparelho móvel, na crença que as dores parariam se o problema na arcada dentária fosse resolvido. Usou o corretivo por 15 anos, mas bastava passar um dia sem ele para as dores voltarem de forma intensa. Visitou, então, um otorrinolaringologista. Quem sabe o incômodo facial não viesse de problemas de respiração? Passou por uma operação para corrigir um desvio no septo. Nada. Só depois de nove anos de martírio, a empresária Ana Carolina Ayres, que era professora na época (1992), recebeu um conselho de ouro de um aluno. Por que não visitar um especialista em disfunção da articulação têmporo mandibular (DTM ou disfunção da ATM)? 

O nome complicado se refere a uma doença não menos complexa, mas que é presença cada vez mais constante nos consultórios de diversas especialidades. Aproximadamente 30,2% da população brasileira tem queixas de sintomas compatíveis com DTM. "Eu diria que a disfunção do ATM é um dos distúrbios modernos", diz o dentista Giuliano Cossolin, responsável pelo Ambulatório de cirurgia oral e maxilofacial da Unifesp e especialista em cirurgia bucomaxilofacial. "Ele é, em muitos casos, fruto do estresse da vida nas cidades". 

A disfunção acontece quando, para aliviar uma dor, desconforto ou preocupação, uma pessoa pressiona os dentes, forçando os músculos da face e a articulação que liga o maxilar ao crânio (ou, a articulação temporomandibular). "O cingir dos dentes é um descarrego físico e psicológico. Até mesmo quando vamos pegar um peso, já reparou como parece que temos mais força se apertamos a mordida?", explica Cossolin, que deixa claro não se tratar de bruxismo. "Bruxismo é apenas o ato de ranger os dentes, sem outras implicações."

Dores associadas - A doença ainda implica uma série de dores "associadas" que tornam seu diagnóstico quase uma missão para o doutor House, o supermédico da tevê. Os sintomas se confundem com dores de ouvido e enxaquecas. Para completar, gente estressada normalmente tem também problemas posturais, que causam dores nas costas. "Não que a disfunção ocasione nada disso, o que ocorre é a confusão do diagnóstico", esclarece Cossolin. 

Como a musculatura ligada à essa articulação toma quase todo o rosto - da ponta do queixo, passando perto das têmporas e tocando o alto da cabeça - a impressão que o paciente tem é a de que a dor se propaga por todas essas áreas. Começa então uma romaria parecida com a de Ana Carolina: do otorrinolaringologista ao neurologista, do dentista ao reumatologista. E em boa parte dos casos existe a chance do médico não saber diagnosticar o problema.

Quase recém-nascida – A confusão acontece, em grande parte, por se tratar de uma especialidade nova. Não faz oito anos que ela foi oficializada no Brasil, como parte da odontologia. "Às vezes o médico até suspeita qual é o problema, mas não sabe dizer quem poderá tratar dele. Além disso, ainda não existem muitos especialistas nessa área", conta Cossolin.

Projeto Homem Virtual - FMUSP

Articulação temporomandibular

Articulação temporomandibular (ATM)

O risco desse atraso no diagnóstico é que uma dor aguda – que pode ser curada apenas dando umas férias ao músculo – pode se transformar em uma dor crônica, mais difícil de se tratar. "Sem contar que, se o problema sair do músculo e for para a articulação, isso já pode envolver cirurgias difíceis", diz Cossolin.

Nos casos mais simples, os médicos costumam sugerir um tratamento cognitivo. Pequenos sinais colados no local de trabalho ou em casa, para lembrar o paciente de não cingir os dentes. Pacientes que não largam o hábito nem durante o sono, usam uma placa de acrílico, que diminui a intensidade da mordida. 

Ana Carolina dispensou os adesivos e fitinhas do Senhor do Bonfim. Conseguiu se disciplinar apenas com a ajuda da placa e da própria memória e vive uma vida quase livre de dores. "Mas isso está muito ligado aos meus momentos", relata. "Quando passo por problemas profissionais ou recorrentes nervosos no trânsito, volto a apertar os dentes. Sem contar as vésperas da menstruação que, às vezes, intensificam as dores". 

Como Ana Carolina, de 70% a 80% das vítimas são mulheres. Isso leva os pesquisadores a acreditar que exista a influência de fatores hormonais. "O estrógeno deve ser o responsável. Não que as mulheres tenham mais estresse, mas maior sensibilidade à dor. Por isso quando estão de TPM sentem que tudo dói", explica Cossolin.

Vida simples – Para evitar a doença, ou diagnosticá-la antes de complicações, o único remédio é consultar bons profissionais. 

Cossolin acrescenta uma pequena lição que aprendeu há alguns anos, quando estudou as arcadas dentárias dos índios do Xingu: dar uma apaziguada na rotina. Na época, ele não ficou nada surpreso ao constatar que a população era praticamente livre do problema. "Até que ponto o distanciamento do ritmo de vida mais natural não tem nos trazido o estresse causador dessa doença?"

Fonte: Revista Veja

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Na subluxação interna, o disco localizado no interior da articulação está localizado à frente de sua posição normal. Na subluxação interna s...

Subluxação Interna na ATM

Na subluxação interna, o disco localizado no interior da articulação está localizado à frente de sua posição normal. Na subluxação interna sem redução, o disco nunca desliza de volta para a sua posição normal e o movimento da articulação é limitado. Na subluxação interna com redução (mais comum), o disco esta localizado à frente de sua posição normal apenas quando a boca está fechada.

Quando a boca é aberta e a mandíbula desliza para frente, o disco retorna à sua posição normal, produzindo um som (estalo ou estouro) ao retornar.

Quando a boca é fechada, o disco desliza novamente para frente e, freqüentemente, produz um outro som.

Fisioterapia para a Dor e Contratura dos Músculos Mandibulares

O ultra-som é um método de aplicação profunda de calor em áreas doloridas. Quando aquecidos pelo ultra-som, os vasos sangüíneos dilatam e o sangue elimina mais rapidamente o ácido lático acumulado, o qual pode causar dor muscular.O biofeedback eletromiográfico monitoriza a atividade muscular com um manômetro. O paciente tenta relaxar o corpo inteiro ou um músculo específico enquanto observa o manômetro.

Dessa maneira, ele aprende a controlar ou a relaxar determinados músculos.Os exercícios com spray e os exercícios de alongamento envolvem a aspersão de um refrigerante cutâneo sobre a bochecha e a têmpora, para que os músculos mandibulares possam ser alongados.A massagem de fricção consiste na fricção com uma uma toalha felpuda sobre a bochecha e a têmpora, para aumentar a circulação e acelerar a remoção do ácido lático.A estimulação nervosa elétrica transcutânea envolve o uso de um aparelho que estimula as fibras nervosas que não transmitem a dor. Acredita-se que os impulsos resultantes bloqueiam os impulsos dolorosos que o paciente vinha sentindo.

Sintomas e Diagnóstico

Freqüentemente, o único sintoma da subluxação interna é o som de estalo ou de estouro da articulação quando a boca é bem aberta ou quando a mandíbula é movida lateralmente. Aproximadamente 20% da população apresenta subluxação interna assintomática, excetuando-se esses sons articulares. O dentista diagnostica subluxação interna realizando um exame enquanto o paciente abre e fecha a boca lentamente.

Tratamento

O tratamento é necessário quando o indivíduo apresenta dor mandibular ou dificuldade para mover a mandíbula. Se o tratamento for instituído assim que os sintomas se manifestam, o dentista pode ser capaz de empurrar o disco de volta à sua posição normal. Se o problema existir há menos de três meses, o dentista pode colocar um imobilizador que mantém a mandíbula projetada para frente. Esse imobilizador mantém o disco na posição, permitindo que os ligamentos de sustentação contraiam. Após dois a quatro meses, o dentista ajusta o imobilizador para permitir que a mandíbula retorne à sua posição normal, esperando que o disco permaneça no lugar.O dentista orienta o indivíduo com subluxação interna para que ele evite abrir a boca exageradamente (p.ex., ao bocejar ou ao morder um sanduíche muito grande).

Os indivíduos com esse problema devem abortar os bocejos, cortar os alimentos em pequenos pedaços e consumir alimentos de fácil mastigação. Se a condição não puder ser tratada através de métodos não-cirúrgicos, um cirurgião bucomaxilofacial pode realizar uma cirurgia para remodelar e fixar o disco em seu lugar. No entanto, a necessidade de cirurgia é relativamente rara. Freqüentemente, os indivíduos com subluxação interna também apresentam dor e contração da musculatura mandibular. Após o tratamento da dor muscular, os outros sintomas também desaparecem. Os dentistas têm mais êxito no tratamento da dor e da contração muscular que no tratamento da subluxação interna.

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Apesar dessa realidade, o tratamento dessas fraturas na literatura ainda é muito controverso. Muitas escolas optam pelo tratamento conservad...

Tratamento de fraturas dos côndilos mandibulares.

Apesar dessa realidade, o tratamento dessas fraturas na literatura ainda é muito controverso. Muitas escolas optam pelo tratamento conservador, enquanto outras elegem a cirurgia através de redução aberta e fixação, seja por meio do fio de aço e bloqueio maxilomandibular (BMM), seja através de fixação interna rígida com miniplacas e parafusos de titânio. Com relação à indicação do tratamento, alguns fatores devem ser levados em consideração: idade do paciente, estado da dentição, colaboração e integração do paciente ao tratamento e, principalmente, o tipo de fratura e associação com outras fraturas faciais.

Nos casos das fraturas subcondileanas altas e capitais, intra-articulares, bem como nos casos de fraturas subcondileanas baixas, ou seja, as extra-articulares (quando a fratura não tem deslocamento significante), a literatura sinaliza, principalmente em casos de crianças e adultos jovens, para o tratamento conservador, na sua grande maioria, através de BMM. Nos casos de fraturas subcondileanas baixas onde há deslocamentos mais significativos a opção é pelo tratamento cirúrgico.

No tratamento das fraturas condileanas, diferentemente das outras fraturas mandibulares, onde o objetivo é a recuperação morfológica do osso fraturado de pronto, o restabelecimento precoce da função deve ser prioritário, posto que trata-se de articulação dotada de mobilidade. E quando falamos em função, devemos ter em mente a manutenção da oclusão dentária (pré-existente ao trauma) e de um jogo articular normal. Por isso, entendemos que o tratamento dessas fraturas através de BMM, sem tratá-las funcionalmente, não é adequado às necessidades da função.

Em verdade, depois dos trabalhos de Lebourg e Darcissac na França (anos 20) e posteriormente Schettler e Rehrmann, em 1966 e principalmente após os trabalhos do Delaire (1974), o tratamento conservador das fraturas condileanas teve grande avanço. Delaire preconizou o tratamento funcional das fraturas condileanas, através da instituição de uma mobilização ativa em propulsão, auxiliados por dispositivos dos mais diversos (aparelhos ortodônticos, arcos vestibulares, mobilizadores etc), além do trabalho miofuncional, permitindo o mais precocemente possível restabelecer a função do complexo disco-músculo pterigóideo externo, que guiará o restabelecimento da articulação fraturada, que é dotada de alto potencial de remodelação. A terapia fonoaudiológica miofuncional é fundamental no restabelecimento do jogo articular e deve ser mantida por, no mínimo, seis meses, dependendo da resposta do paciente.

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Dor de cabeça ao acordar pode ser bruxismo

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Se você acorda e os músculos da sua mandíbula estão doloridos ou com dor de cabeça, você pode estar sofrendo de bruxismo - um ranger ou um forte apertar dos dentes. O bruxismo pode fazer os dentes ficarem doloridos ou soltos, e, às vezes, partes dos dentes são literalmente desgastados. Eventualmente, o bruxismo pode acarretar a destruição do osso circunvizinho e do tecido da gengiva. O Bruxismo também pode levar a problemas que envolvam a articulação da mandíbula, como síndrome da articulação têmporo-mandibular (ATM).

Como saber se tenho bruxismo?
Para muitas pessoas, o bruxismo é um hábito inconsciente. Estas pessoas podem nem mesmo perceber que estão fazendo isto, até que alguém comente que elas fazem um horrível som de ranger de dentes enquanto estão dormindo. Para outras pessoas, é quando fazem um exame dental rotineiro e descobrem que seus dentes estão desgastados ou o esmalte de seu dente está rachado.
 
Outros potenciais sinais de bruxismo incluem dor na face, na cabeça e no pescoço. Seu dentista é capaz de fazer um diagnóstico preciso e determinar se a origem da dor facial é causada por bruxismo.
 
Como o bruxismo é tratado?
O tratamento apropriado dependerá do que está lhe causando o problema. Fazendo perguntas apropriadas e examinando detalhadamente seus dentes, seu dentista pode lhe ajudar a determinar se a fonte potencial de seu bruxismo. Com base no grau dos danos causados a seus dentes e a causa provável, seu dentista poderá sugerir:
 
- O uso de um dispositivo quando dormir. Feito sob encomenda pelo seu dentista e ajustado aos seus dentes, o dispositivo encaixa-se sobre os dentes superiores e os protege de se triturarem com os dentes inferiores. Apesar de o dispositivo ser uma boa maneira para lidar com bruxismo, ele não é uma cura.
 
- Encontrar meios de relaxamento a tensão cotidiana, que parece ser uma das causas principais do bruxismo. E não importa o que seja que reduza a tensão, pode contribuir - ouvir música, ler um livro, fazer um passeio ou tomar um banho. Procurar alguma terapia que o auxiliará no aprendizado de meios eficazes de controlar situações estressantes. Adicionalmente, se aplicar uma toalhinha morna e molhada no lado de sua face isto poderá ajudar a relaxar os músculos doloridos devido à pressão exercida.
 
- Reduzir a "exposição" de um ou mais dentes para igualar sua mordida: uma mordida anormal, na qual os dentes não se ajustam bem, também pode ser corrigida com restaurações, coroas ou ortodontia.

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