As ATMs são formadas pelos côndilos convexos da mandíbula, a fossa glenóide côncava (fossa mandibular) e a eminência articular convexa do ...

Estrutura óssea da articulação temporo-mandibular

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As ATMs são formadas pelos côndilos convexos da mandíbula, a fossa glenóide côncava (fossa mandibular) e a eminência articular convexa do osso temporal. No adulto, os côndilos mandibulares são cerca de duas vezes mais largos no plano frontal, que no planosagital, proporcionando uma grande área articular, constituídas de osso esponjoso recoberto por osso compacto.

As superfícies ósseas da articulação são cobertas por cartilagem fibrosa separadas por um disco articular fibro catilaginoso interposto entre os dois componentes ósseos, que forma um espaço articular superior e um inferior. (MONGINI, 1998; OKESON,2000; MOLINA, 1995).

Posteriormente, o disco está fixado a tecido conjuntivo espesso chamado zonas bi laminares, as quais são separadas por um tecido esponjoso com um extenso suprimento neural e vascular que normalmente não é sujeito a grandes forças articulares. O disco articular é fixado medial e lateralmente nos lados dos côndilos e anteriormente nacápsula articular e em algumas fibras do músculo pterigóideo lateral. Estas fixações fazem o disco mover-se para frente com o côndilo, quando a boca é aberta (MOLINA, 1995).

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 A articulação é rodeada por uma cápsula que é reforçada lateralmente pelo ligamento temporomandibular localizado desde a eminência articular até o arco zigomático e, posteriormente, até o colo da mandíbula. A cápsula e seus ligamentos limitam os movimentos da mandíbula, particularmente depressão e retrusão. A protusão da mandíbula é limitada pelo ligamento estilo mandibular (SMITH, 1996).

A morfologia das superfícies articulares varia consideravelmente à medida que se inicia a função mastigatória na criança e sofre influenciadas arcadas dentárias, adquirindo seu estado definitivo na idade de 5 a 8 anos (STEENKS EWIJER, 1996). Estrutura óssea da face (fonte  GRAAFF, 1982)

1.1.1 Mandíbula

A mandíbula é o maior e mais forte osso da face, sendo um corpo em forma de ferradura com as duas projeções principais contínuas em cada um dos lados com o ramo mandibular. Esse grosso corpo possui margem inferior arredondada e um processo alveolar na margem superior. O ramo é uma fina lâmina quadrilátera estendendo-se, posteriormente, do sulco para a artéria facial (sulco antegonial) ao ângulo mandibular. Os dois processos ascendentes são o processo coronóide anterior (para as inserções musculares) e o processo condilar posterior que se articula com a fossa glenóide do crânio. A mandíbula sustenta os 18 dentes inferiores e forma a parte inferior do esqueleto facial. Não tem nenhuma inserção óssea com o crânio.

1.1.2 Côndilo Mandibular

Côndilo é a porção da mandíbula que se articula com o crânio, em torno da qual o correm os movimentos. A vista anterior do côndilo tem uma projeção médio lateral,chamada pólo. O pólo medial é geralmente mais saliente do que o lateral.Visto de cima, uma linha traçada através do centro dos pólos do côndilo irá se estender medialmente e posteriormente em direção à borda anterior do forame magno. A extensão látero-mediana total do côndilo é de 15 a 20 mm e a dimensão ântero-posterior fica entre 8 a 10 mm.

A superfície articular do côndilo se estende anterior e posteriormente ao aspecto superior do côndilo. A superfície articular posterior é maior que a superfície anterior (OKESON, 2000). Molina(1995) também afirma que a superfície do côndilo é recoberta superior e anteriormente por tecido cartilaginoso, cuja espessura depende da idade, da função, da região da ATM examinada e da ausência ou presença de alterações funcionais.

1.1.3 Borda Maxilar

A borda da maxila se estende superiormente para formar o assoalho da A borda da maxila se estende superiormente para formar o assoalho da cavidade nasal e o assoalho decada órbita. Inferiormente, os ossos maxilares formam o palato e os rebordos alveolares, que suportam os dentes (OKESON, 2000).A porção superior da ATM está fixada pelo tubérculo articular, anteriormente,formado pela face inferior da parte escamosa do osso temporal e pela porção não articular formada pelo elemento timpânico. Esta superfície contínua consiste em três elementos: a eminência articular, anterior à fossa glenóide ou mandibular, a fossa mandibular propriamente dita com a fissura timpânica separando a fossa do osso timpânico, e o tubérculo pós-glenóide,que separa a porção lateral da superfície articular da margem anterior do osso timpânica(GRIEVE, 1994).

1.1.4     Fossa    Glenóide

A fossa articular, ou cavidade glenóide, situa-se abaixo e anterior ao meato acústico externo, sendo limitada pela fissura escamotimpânica e posteriormente, pelo tubérculo pós-glenóide. Molina (1995) descreve que durante a época do nascimento e toda a dentição decídua (1ª dentição), esta cavidade é rasa.

A formação da cavidade ocorre devido à atividade dos osteoclastos, que são especializados na reabsorção óssea e dando uma forma oval e côncava  nos  três planos do espaço a esta superfície articular. A fossa glenóide é mais pronunciada no plano sagital que no frontal, sendo convexa na direção transversal. A convexidade varia de 5 a 15 mm no seu raio e é formada de maneira a acomodar a cabeça condilar em todas as direções. O declive anterior da fossa, formado pela eminência articular, é mais gradual que a margem posterior, formada pelo processo pós-glenóide.

Medialmente, a fossa articular se estreita e liga-se a uma crista óssea que se junta contra a espinha angular do osso esfenóide, a fossa ento-glenóide, evitando assim o deslocamento  medial  do   côndilo  mandibular (GRIEVE, 1994) .O teto da cavidade glenóide, parte da porção escamosa do osso temporal, é muito fina e possui inúmeros forames, destina-se para a passagem dos vasos e nervos damicro circulação. A região posterior, mais espessa, é protegida de traumas mecânicos pelos reflexos proprioceptivos e mecanismo de ação dos ligamentos e cápsula articular.

A zona anterior está bem protegida por três camadas de cartilagem com propriedades diferentes. A região central, mais baixa, não é um componente funcional importante, apenas serve de guia quando a mandíbula está na posição retraída e abriga a porção central convexa mais fina do disco (MOLINA, 1995).

Publicado em 27/08/12 e revisado em 19/12/18

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Você já passou a mão na face do seu paciente que que reclama de dor na ATM e dificuldade de movimentar a articulação ou reclama de dor n...

Nódulos musculares podem aparecer na região da ATM



Você já passou a mão na face do seu paciente que que reclama de dor na ATM e dificuldade de movimentar a articulação ou reclama de dor no pescoço e sentiu uma espécie de nó nos músculos?

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Esses são os nódulos musculares, que podem surgir em qualquer região do corpo.

Os nódulos musculares ocorrem por conta de um tecido que possuímos em nosso corpo chamado fáscia que, por vezes, adere ao músculo impedindo sua livre movimentação.

Como defesa, nosso organismo produz uma fibrose na região, responsável pelo volume desse nódulo. E isso prejudica a contração muscular.

Por isso é muito comum associarmos a presença do nódulo à dor muscular e, assim, ao massagear a região a dor se alivia.

Porém, essa relação entre a dor e o nódulo não ainda não foi comprovada cientificamente. Porque nem sempre há dor na presença do nódulo.

Da mesma forma, desfazer esse "nó" por meio de massagens também não é garantia de que a dor muscular irá cessar.

Uma vez que se trata do resultado de uma defesa do organismo diante de um problema, cresce entre fisioterapeutas a ideia de que não se deve focar a massagem apenas no nódulo muscular.

Portanto, durante suas sessões de fisioterapia, não é preciso que o terapeuta atue sob o nódulo.

Pelo contrário, o ideal é que seja tratada a região como um todo para mais chances de aliviar a dor. A dor muscular que se sente está no conjunto de músculos de determinada região.

Então, caso tenha nódulos musculares e notar que não se está dedicando atenção a eles, fique tranquilo. As outras áreas da região estão recebendo o tratamento.

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