Desgastes nos dentes, raiz exposta, restaurações que quebram com frequência, dentes permanentes moles, retrações na gengiva e até dores na...

Bruxismo pode desencadear problemas até na coluna cervical



Desgastes nos dentes, raiz exposta, restaurações que quebram com frequência, dentes permanentes moles, retrações na gengiva e até dores na cervical podem ser sinais de que você tem bruxismo. A patologia é uma disfunção da articulação temporomandibular (ATM) que acomete as pessoas, na grande maioria das vezes, durante a noite.

“Além de dores na face, na cabeça, o bruxismo pode causar a destruição total do dente”, destacou o cirurgião dentista da Ortoben e membro da Associação Gaúcha do Sono Bernardo Godolphin. O especialista também explica que o bruxismo pode ser desencadeado por diversos motivos, desde problemas genéticos, quando toda família apresenta bruxismo, estresse, problema de arcada dentária (geralmente, apresentada por crianças quando estão trocando os dentes).

O bruxismo é uma patologia do sono, ainda que as pessoas possam fazer os movimentos característicos de ranger os dentes (bruxismo excêntrico) ou de apertar os dentes (bruxismo cêntrico) durante o dia. Ainda que seja uma ação involuntária, o segundo é mais fácil de ser controlado, ao menos durante o dia, quando a pessoa consegue perceber que está apertando os dentes por causa da dor.

Segundo o cirurgião dentista e especialista em ortopedia funcional dos maxilares Roberto Backx Martins, se a pessoa fizesse bruxismo a noite inteira, acordaria, praticamente, sem os dentes, pois eles seriam totalmente cerrados devido a força da mordida. “Diversos pacientes dizem que outras pessoas observaram durante um bom período o seu sono e não viram nenhum movimento característico do bruxismo. Mas isso acontece porque ninguém faz bruxismo durante todo o período em que dorme. Apenas alguns momentos são o suficiente para desgastar o dente e provocar dores”, finalizou.

Principais fatores que desencadeiam o bruxismo

Estresse, interferências oclusais (caracterizada por uma mordida cruzada ou por um dente que ficou alto depois de uma obturação, por exemplo), respiração bucal, que resseca a mucosa oral e faz com que a boca faça os movimentos de ranger para estimular as glândulas salivarias, alterações psicológicas e a genética pode desencadear a patologia.

Dores na coluna por causa do bruxismo

O bruxismo, decorrente da respiração bucal, pode provocar, até mesmo, problemas na coluna. As dores na cervical, relacionados ao posicionamento da língua: ponta da língua na papila incisiva (atrás dos dentes superiores da frente) e o dorso da língua no céu da boca. Quando a pessoa respira pela boca precisa, necessariamente, baixar a língua e no momento em que ela está baixa, para que seja possível a respiração, a cabeça precisa ser projetada para frente o que altera a posição da coluna cervical. Esse movimento da cabeça provoca dores na cintura escapular, coluna dorsal, na lombar e inversão de curva cervical.

Tratamento

O tratamento mais comum para o controle do bruxismo é feito através da ortopedia funcional dos maxilares, que trabalha através de estímulos neurais. Para isso, é necessário o uso de aparelhos que reposicionam a língua, os maxilares e isso faz com que a boca retome sua “postura” e função fisiológica. O aparelho também tem a função de levar os músculos da face a um estado de relaxamento lenta e gradualmente e precisa ser usado 24h por dia.

Outra forma de prevenir os efeitos nocivos do bruxismo é com o auxílio de uma placa interoclusal, de resina acrílica, capaz de proteger o atrito entre os dentes durante as crises noturnas. Ela também ajuda a distribuir a força do músculo igualmente para todos os dentes e não faz com que o ranger prejudique um ou outro dente que esteja mal posicionado.

Associado a esses dois tratamentos, um acompanhamento psicológico, para descobrir a causa de possíveis estresses, problemas psicológicos, tensões emocionais e etc ajuda no controle do problema.

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Atualmente, fala-se muito no tratamento efetuado por uma equipe multidisciplinar. A Fisioterapia une-se com a Odontologia para uma melh...

Fisioterapia Oral aliada ao Tratamento Odontológico





Atualmente, fala-se muito no tratamento efetuado por uma equipe multidisciplinar. A Fisioterapia une-se com a Odontologia para uma melhor resposta às disfunções temporomandibulares, pré e pós-operatórias de cirurgias odontológicas, parestesias faciais e todo tipo de dor orofacial.

Normalmente encontramos queixas como dor orofacial ou cervical, movimentos mandibulares limitados, ruídos na ATM, sensações anormais na cavidade oral, má oclusão, dificuldades mastigatórias, dores de cabeça, e algumas vezes alterações na audição e no equilíbrio.

Alguns fatores podem induzir esses sintomas, entre eles, estresse, hábitos parafuncionais (ranger ou apertar os dentes), má oclusão, postura e outros.

Dentre os tratamentos executados incluem-se exercícios para aumento de abertura de boca em casos em que ela se encontre limitada, dificultando os procedimentos odontológicos; terapia de frio e calor no pós-operatório para redução do edema e da dor; uso de ultrassom que proporciona efeitos térmicos que diminuem a dor nos músculos e nas articulações; aplicação de TENS, aparelho elétrico que aplica uma corrente de baixa voltagem que causa alívio da dor e diminuição da hiperatividade muscular; exercícios posturais que promovem o bom alinhamento entre cabeça e pescoço, assim como o alongamento dos músculos mastigatórios; e exercícios mandibulares específicos.

Qualquer reabilitação oral envolve direta ou indiretamente a articulação temporomandibular; portanto, a necessidade de identificar e tratar as desordens que a acometem torna-se cada vez mais necessária e indispensável. “Dentre os tratamentos executados, incluem-se exercícios para aumento de abertura de boca em casos em que ela se encontre limitada, dificultando os procedimentos odontológicos.”

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Há uma grande diferença entre hábitos e vícios: vícios geralmente são nocivos à saúde; hábitos, quando moderados, de certa forma não p...

Hábitos Parafuncionais, Má Oclusão e Disfunções de ATM






Há uma grande diferença entre hábitos e vícios: vícios geralmente são nocivos à saúde; hábitos, quando moderados, de certa forma não prejudicam a saúde. Hábitos Parafuncionais, como o Bruxismo, deveriam ser classificados como “vícios”, pelo fato de trazerem malefícios a nossa saúde. O Bruxismo compreende movimentos rítmicos e periódicos de ranger e/ou apertar os dentes, decorrentes da contração dos músculos mastigatórios. Ele pode ocorrer durante o sono ou em estado de vigília (com a pessoa acordada).

Geralmente o paciente apresenta uma queixa clínica de ranger ou apertar dos dentes durante o sono, dor ou desconforto na musculatura mastigatória, desgaste dental, alterações das estruturas periodontais, dores de cabeça, dores orofaciais, dores cervicais, sensibilidade e fraturas dentárias, zumbidos nos ouvidos e disfunções na ATM (Articulação Têmporo - Mandibular) A estabilidade da ATM é dependente da oclusão dental (encaixe dos dentes inferiores nos superiores).

Quando esse encaixe não é adequado tem-se a denominada má oclusão dental. Essa inadequação provocará dor tanto nas ATMs como nos músculos mastigatórios, dificuldade de mastigar, de falar, de movimentar a mandíbula, dor de cabeça, ruídos nas ATMs, entre outros sinais e sintomas. A má oclusão é a grande responsável pela disfunção da ATM. Na área de saúde o sucesso de todo e qualquer tratamento está relacionado à obtenção do diagnóstico correto.

O primeiro passo para obtenção do diagnóstico encontra-se na avaliação clínica (muscular, dentária, oclusal e articular). Exames complementares (radiografias, eletromiografia, etc.) são frequentemente utilizados para auxiliar na formulação do diagnóstico da disfunção da ATM. O tratamento em si visa primeiramente reduzir os sintomas de dor e inflamação muscular, protegendo e relaxando esta musculatura por meio de placas interoclusais, reposicionamento adequado da oclusão através de reabilitações protéticas (implantes, coroas, troca das restaurações) e ortodontia (aparelho).

Alguns métodos alternativos como acupuntura (estimulação direta na musculatura), laser terapêutico, tens (estimulação elétrica neuromuscular – acelera o processo de cura e libera endorfina), ultrassom e fisioterapia de ATM também são de grande valia no tratamento destas disfunções.

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Já é bem evidenciado que as DTM podem ser causadas por alterações posturais, mas também vale apena ressaltar que as próprias DTM podem resu...

Fisioterapia na DTM e desativação de pontos gatilhos


Já é bem evidenciado que as DTM podem ser causadas por alterações posturais, mas também vale apena ressaltar que as próprias DTM podem resultarem prejuízos na postura e ambos os problemas podem ser corrigidos com exercícios cinesioterapêuticos passivos e ativos da mandíbula, instruções de treinamento de postura e técnicas de relaxamento (14).

Darling et al. (15) realizaram um estudo com sete indivíduos para verificar a posição de descanso da mandíbula, seus resultados também concordaram com outros achados que dizem que a mandíbula influencia consideravelmente na posição da cabeça e que a posição de descanso da mandíbula é o resultado de uma coordenação entre os músculos posteriores e anteriores da coluna cervical, logo essa posição de descanso dependerá desse equilíbrio muscular. Neste estudo, corroboramos com a opinião de tais autores, sendo um dos motivos de enfatizarmos a estabilização cervical.

No estudo realizado por Donegá et al. (9), foi analisada a sintomatologia em pacientes com disfunções intra-articulares da ATM. A queixa mais citada foi dor na região pré-auricular (40,7%), já a sintomatologia dolorosa articular (63,2%) e os ruídos articulares (83,3%) foram os achados mais comuns no exame clínico. Os ruídos articulares mais frequentes foram os estalos (66,6%). A dor muscular ocorreu, em especial, no músculo pterigóideo medial e lateral e na inserção do temporal. Houve decréscimo na amplitude para a protrusão dentre os movimentos mandibulares máximos, fatores esses semelhantes ao encontrado com o quadro clínico da nossa paciente.

Segundo Poli et al. (16), a integração da área da fisioterapia e da ortodontia é de extrema importância para o tratamento das DTM, utilizando técnicas de terapia manual (que visam, principalmente, à correção das disfunções musculoesqueléticas, usando técnicas de relaxamento miofascial, mobilização e manipulações articulares e reeducação postural), reeducação respiratória, exercícios cinesioterapêuticos e a utilização de uma placa de acrílico miorrelaxante (que diminui a hiperatividade dos músculos mastigatórios porque restabelece a relação do contato articular). De acordo com os autores, essas técnicas são consideradas eficazes no tratamento das DTM.

Já Núñez et al. (17) utilizaram a terapia de laser de baixo nível (LLLT) e a estimulação elétrica neural transcutânea (TENS) para tratar as DTM de diversas causas. Esses aparelhos reforçam a probabilidade de um imediato efeito analgésico em pacientes com DTM, porém, esses efeitos só puderam ser observados imediatamente após a aplicação, não havendo nenhum benefício a longo prazo. Em uma análise comparativa, a LLLT apresentou melhores resultados que a TENS, sendo, além disso, a mais confortável por não causar nenhuma sensação durante sua aplicação. A TENS promove uma sensação como um choque, o que para alguns pacientes é confortável e para outros não, sendo um dos motivos de utilizarmos o laser na nossa paciente.

Mcneely et al. (18) realizaram uma revisão sistemática de artigos que tinham como critérios de inclusão intervenções nos exercícios terapêuticos, acupuntura, eletroterapia, exercícios posturais e terapia manual combinada com exercícios ativos para diminuir a dor e melhorar a abertura oral. No efeito do treinamento de postura combinado com outras terapias, terapia manual e exercícios em grupo nas disfunções miogênicas, houve melhoras significativas na dor e na abertura oral. Na acupuntura, houve melhoras significativas na dor. Foram utilizadas diversas modalidades eletroterapêuticas para o tratamento da dor e das disfunções, como a LLLT e o biofeedback, que obtiveram melhoras na abertura oral e no movimento de desvio lateral. Os estudos de TENS são metodologicamente pobres, sendo necessárias mais pesquisas antes de eliminar qualquer efeito da TENS (18). No entanto, há discordâncias entre os autores Núñez e Mcneely, pois Núñez, em seus estudos, afirma que houve resultados positivos no uso da TENS na abertura oral e na diminuição da dor.

Finalmente, Michelotti et al. (19) relatam que a escolha da fisioterapia para o tratamento de DTM permite uma fácil autogerência, que é simples epouco invasiva, e mostram efeitos positivos a longo prazo. Para a realização dessa fisioterapia é necessária uma educação que explique a natureza, a etiologia e o prognóstico do problema para o paciente. A terapia fisioterapêutica permite aliviar a dor, restaurar a função normal e melhorar a coordenação da atividade muscular.

Fonte

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